<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700</id><updated>2012-02-12T10:07:59.035-08:00</updated><title type='text'>Bíblia Sem Mitos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>217</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2486853513784297183</id><published>2012-01-17T08:20:00.000-08:00</published><updated>2012-01-17T08:20:39.444-08:00</updated><title type='text'>Deus, um Delírio - Debate com Richard Dawkins (Legendado)</title><content type='html'>&lt;iframe height="344" src="http://www.youtube.com/embed/YLSGAwwyq0U?fs=1" frameborder="0" width="459" allowfullscreen=""&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2486853513784297183?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2486853513784297183/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2012/01/deus-um-delirio-debate-com-richard_17.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2486853513784297183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2486853513784297183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2012/01/deus-um-delirio-debate-com-richard_17.html' title='Deus, um Delírio - Debate com Richard Dawkins (Legendado)'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/YLSGAwwyq0U/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2578340429199880231</id><published>2012-01-13T12:09:00.000-08:00</published><updated>2012-01-13T12:09:31.941-08:00</updated><title type='text'>O Deus Idolatrado</title><content type='html'>&lt;span class="messageBody" data-ft="{&amp;quot;type&amp;quot;:3}"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-nJ6Zh6ZJLpQ/TxCPZ1YgD0I/AAAAAAAAAo8/z6uVI2DoCFo/s1600/Deus+idolatrado.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-nJ6Zh6ZJLpQ/TxCPZ1YgD0I/AAAAAAAAAo8/z6uVI2DoCFo/s320/Deus+idolatrado.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text_exposed_root text_exposed" id="id_4f108e8f16e885252541443"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1 -  Deus é transformado em ídolo quando ocupa o imaginário das pessoas como o mais poderosos dentre todos os deuses. O monoteísmo afirma que existe apenas um Deus, e não que Deus é o deus mais poderoso. O primeiro mandamento, “não terás outros deuses”, não é uma proibição à adoração de outros deuses, mas uma afirmação de que não existem outros deuses. Na verdade, os outros deu&lt;span class="text_exposed_hide"&gt;...&lt;/span&gt;&lt;span class="text_exposed_show"&gt;ses são fabricação da mente humana, isto é, ídolos. Toda vez que Deus é comparado com “outros deuses”, mesmo para que seja destacado como o maior e melhor, ele foi reduzido à categoria de ídolo. Deus é único.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 -  Deus é transformado em ídolo quando é confinado aos limites de imagens, locais, pessoas, ritos, símbolos, seres, ou qualquer outra coisa que dê a Ele uma medida, pois Deus é o Ser-Em-Si, não sujeito a tempo, espaço e modo. Deus é Espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 -  Deus é transformado em ídolo quando se pretende que o relacionamento com ele seja destituído de quaisquer implicações morais, pois isso equivale a atribuir a Deus uma categoria de neutralidade, e, portanto, despersonaliza-lo. Deus é Espírito Pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4 -  Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de mérito e demérito, pois nesse caso o fator determinante do relacionamento é o humano, que faz por merecer ou deixa de merecer, isto é, Deus apenas reage. Deus é gratuidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5 -  Deus é transformado em ídolo quando o relacionamento com Ele é fundamentado em relações de causa e efeito, pois isso implica confinar Deus às regras de um mecanismo que pode ser ativado ou desativado, e nesse caso se pretende manipular Deus através a descoberta dos botões que o fazem funcionar. Deus é incondicionado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6 -  Deus é transformado em ídolo quando as expectativas que se têm a respeito dele geram ao redor de questões meramente circunstâncias, pois o reino de Deus não é comida nem bebida, isto é, não está circunscrito às questões efêmeras e materiais. Deus é Eterno.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7 -  Deus é transformado em ídolo quando é submetido à obrigatoriedades determinadas pela conveniência humana, pois Deus deixa de ser um fim em si mesmo e é transformado em meio para um fim maior. Deus é soberano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8 -  Deus é transformado em ídolo quando em seu nome se faz exigência de sacrifícios humanos, pois Deus não se alimenta de vidas humanas, sendo Ele mesmo o doador e mantenedor da vida. Deus é amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9 -  Deus é transformado em ídolo quando é submetido a qualquer regra de qualquer ordem. Deus é incontrolável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10 -  Deus é transformado em ídolo quando se torna objeto de discussão, em detrimento de objeto de devoção e paixão, o que pode acontecer inclusive em relação a este texto que fica dizendo que Deus é isso e aquilo. Deus é indiscutível. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ed René Kivitz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2578340429199880231?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2578340429199880231/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2012/01/o-deus-idolatrado.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2578340429199880231'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2578340429199880231'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2012/01/o-deus-idolatrado.html' title='O Deus Idolatrado'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-nJ6Zh6ZJLpQ/TxCPZ1YgD0I/AAAAAAAAAo8/z6uVI2DoCFo/s72-c/Deus+idolatrado.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-1340242181136982395</id><published>2011-12-17T03:09:00.000-08:00</published><updated>2011-12-17T03:09:34.715-08:00</updated><title type='text'>Diabo: Relexão sobre sua personificação.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-h8C6ODO4ssk/Tux4TlDdfcI/AAAAAAAAAo0/T6JSkFgxV0Y/s1600/demonios.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" oda="true" src="http://3.bp.blogspot.com/-h8C6ODO4ssk/Tux4TlDdfcI/AAAAAAAAAo0/T6JSkFgxV0Y/s320/demonios.bmp" width="256px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Levando em consideração a oniciência de Deus, isso quer dizer: Para Deus não existe passado e nem futuro, para Ele é sempre presente. Deus já sabia que os anjos iam cair, que os homens iam cair e para resolver o problema dos caidos, ele cria o inferno para mandar tudo mundo pra lá. Há, precisamos levar em consideração que Deus também é onipresente, issso quer dizer que ele está presente em todos os lugares ao mesmo tempo. Ele estará presente no inferno contemplando pranto e ranger de dentes das criaturas que ele mesmo criou; criaturas essas, que no presente ele já as criou caídas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A grande questão sobre o tema é: Porque Ele criou o diabo, já que para Deus não existe futuro, ele já criou o diabo sendo diabo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O diabo é mais forte que nós, só nos tenta para o erro e pecado, só veio para matar, roubar e destruir, consegue induzir e levar muitos para o inferno. Porque Deus criou o bicho? Só para ferrar a gente?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou cremos nesse loucura, ou repensamos a personificação do diabo e todas as experiências ditas demoníacas, incorporações e tudo isso, acreditando que são manifestações da mente humana, colocando sobre o homem total responsabilidade pelo seus atos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É meus amigos, imagina se não tivermos a quem culpar? Vamos ter que colocar a nossa cara pra fora, vamos ter que nos enxergar, a imagem do coisa ruim vai se tornar a nossa própria imagem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso continua, não precisa se suicidar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-1340242181136982395?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/1340242181136982395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/12/diabo-relexao-sobre-sua-personificacao.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1340242181136982395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1340242181136982395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/12/diabo-relexao-sobre-sua-personificacao.html' title='Diabo: Relexão sobre sua personificação.'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-h8C6ODO4ssk/Tux4TlDdfcI/AAAAAAAAAo0/T6JSkFgxV0Y/s72-c/demonios.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-696538901844361300</id><published>2011-10-08T22:13:00.001-07:00</published><updated>2011-10-08T22:21:14.795-07:00</updated><title type='text'>Caio Fábio Aconselha Pastor</title><content type='html'>&lt;iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/-AMgl9OXm9I" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria esmagadora dos pastores não chegariam nem próximo para discernir a alma e tudo aquilo que estava por traz da questão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-696538901844361300?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/696538901844361300/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/10/caio-fabio-aconselha-pastor_08.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/696538901844361300'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/696538901844361300'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/10/caio-fabio-aconselha-pastor_08.html' title='Caio Fábio Aconselha Pastor'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/-AMgl9OXm9I/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-9132864698899769339</id><published>2011-10-03T11:44:00.000-07:00</published><updated>2011-10-03T11:46:22.264-07:00</updated><title type='text'>A institucionalização da inveja</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-wRfnaUoYsCk/TooCPqHz2II/AAAAAAAAAos/-405pSwGqqM/s1600/Desert.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-wRfnaUoYsCk/TooCPqHz2II/AAAAAAAAAos/-405pSwGqqM/s320/Desert.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="background-color: #eeece6; color: #333333; font-family: Calibri;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #eeece6; color: #333333; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 11px/11px calibri, verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #eeece6; color: #333333; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 15px/24px calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;Antes de começarmos a analisar a saída cristã para o capitalismo, vale à pena explorar os modos através dos quais o capitalismo domina nossa vida comum, a fim de não nutrirmos a ilusão de que estamos saindo dele quando na verdade não estamos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #eeece6; color: #333333; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 11px/11px calibri, verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: #eeece6; color: #333333; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 11px/11px calibri, verdana, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;&lt;strong&gt;O disciplinamento do desejo e da imaginação&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Como observado&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;acima&lt;/span&gt;, uma das características distintivas do fascismo é que ele opera como movimento de massa, dentro do qual a maioria busca ativamente a sua própria repressão e deseja as próprias coisas pelas quais é dominada e explorada. Esta é uma descrição muito acurada do estado de coisas produzido pelo neoliberalismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Mas como pode ser isso? No ocidente onde nasceu o neoliberalismo de modo geral não opera através do uso de violência, de ameaça ou força coerciva (embora violência, ameaça e força coerciva façam parte integral da globalização do neoliberalismo). Então o que leva tantos a escolherem livremente a sua própria repressão? Essa busca da maioria pela própria repressão é melhor explicada pelos modos através dos quais o neoliberalismo, em vez de usar a violência para controlar as massas, disciplina tanto os desejos quanto a imaginação das massas de modo a que elas possam controlar a si mesmas (Foucault).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;A sugestão de que o desejo possa ser manipulado vai contra a ideologia dominante da teologia do neoliberalismo, que afirma que o desejo é uma força encontrada no interior das pessoas, inteiramente livre de influência externas. Em conformidade com isso, o neoliberalismo alega que, em vez de disciplinar o nosso desejo, o que faz é nos prover de uma sociedade em que somos livres para perseguir qualquer desejo que seja [de forma inerente] nosso. Uma análise mais profunda, no entanto, revela que essa é uma falsa ideologia imposta por aqueles que deliberadamente manipulam o desejo, e sustentam sua habilidade de manipular o desejo precisamente proclamando que o desejo é livre.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Para começar, o neoliberalismo manipula o desejo colocando na raiz do desejo a noção de&lt;em&gt;privação/escassez&lt;/em&gt;. Nesse sentido, vale observar a aliança existente entre o liberalismo econômico e a moderna psicanálise (a qual, vale lembrar, nasceu do capitalismo): enquanto o capitalismo nos fundamentou num mundo definido por escassez, a psicanálise expandiu essa noção colocando a privação dentro da própria psiquê. Sigmund Freud deu início a esse processo com suas reflexões sobre desejo (ou seja, libido), em que a carência é a existência edipiana por excelência; a psicanálise, embora tenha se distanciado de Freud, continua a operar segundo a noção dessa carência interna essencial&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_0_2233" id="identifier_0_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Dentro do Complexo de Édipo o menino deseja aquilo de que é privado – a mãe – e a menina deseja aquilo de que é privada – o pênis."&gt;1&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Não apenas o desejo é definido pela privação; o neoliberalismo também apresenta o desejo como insaciável, precisamente porque – como a economia de mercado nos faz lembrar continuamente – existe sempre algo de que estamos desprovidos. Em particular, existe sempre algo de que estamos desprovidos&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;em comparação a outra pessoa&lt;/em&gt;, e dessa forma a privação se torna parte de um processo interminável de competição com o próximo&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_1_2233" id="identifier_1_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Consequentemente, a noção de privação divorcia-se da noção  de necessidade e se torna um processo de diferenciação competitiva entre nós mesmos e os outros (cf. Baudrillard, The Consumer Society, 61-67)."&gt;2&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Isto, por sua vez, conduz ao segundo ponto: o modo em que o desejo é disciplinado ao ser enraizado no&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;interesse próprio&lt;/em&gt;&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_2_2233" id="identifier_2_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Como admite o próprio Adam Smith: “dirigimo-nos não à humanidade deles mas a seu amor próprio; nunca falamos com eles a partir das nossas necessidades, mas das vantagens para eles."&gt;3&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Aqui o desejo é reduzido ao grito infantil de “eu quero, eu quero, eu quero” e “me dá, me dá, me dá”. Uma economia impelida por interesse próprio, no entanto, é uma economia impelida pela ganância&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_3_2233" id="identifier_3_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Requer, em particular, uma contínua ganância por lucro e, reciprocamente, ganância contínua para consumir mais e mais (Loy, 286)."&gt;4&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. O resultado é “a institucionalização da inveja” e a onipresença da cobiça&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_4_2233" id="identifier_4_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Cf. Bell, 22. É significativo que, enquanto a primeira economia monetária nascia na europa ocidental, precisamente esse resultado foi profetizado pelos primeiros franciscanos (Francis of Assisi: Early Documents, Vol 1, The Saint, ed. By Regis J. Armstrong et al. [New York: New York Ciety Press, 1999], 541). O resultado, como observado por Lacan, é que o desejo do indivíduo, ao invés de ser livre, é transformado em desejar o que deseja o outro (cf. Ecrit, trans. by Bruce Fink [New York: W. W. Norton &amp;amp; Co., 2006], 79, 92, 98, 148)."&gt;5&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Da mesma forma, nada disso é surpresa quando se entende o neoliberalismo&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;como uma forma de paganismo&lt;/span&gt;&amp;nbsp;pois, de acordo com Paulo, a cobiça foi o pecado primal de Adão e é o emblema da humanidade adâmica&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_5_2233" id="identifier_5_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Cf. Ro 7.7-8; 13.9; 1 Cor 5.10-11; 6.10; 2 Cor 9.5; Ef 5.5. Em contraste, o princípio fundamental da economia do Antigo Testamento está resumida no décimo mandamento: “Não cobiçarás”. (cf. Christopher Wright, 162)."&gt;6&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Isso explica, além de tudo, tanto a competitividade quanto a parcialidade inerentes ao capitalismo, pois, como também observa Paulo, a cobiça se expressa em espírito de divisão e conduz de modo natural à violência&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_6_2233" id="identifier_6_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Cf. Ro 1.29-30; 1 Cor 5.9-11; 6.9-10; 2 Cor 12.20; Gal 5.20-21; Col 3.5-8."&gt;7&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Em terceiro lugar, o desejo tem também sido condicionado porque tem sido alinhado à noção de&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;merecimento&lt;/em&gt;: o indivíduo tem direito adquirido àquilo que deseja. Isso torna-se especialmente evidente no modo pelo qual o discurso dos “direitos humanos” foi sequestrado pelos ricos e poderosos e usado como meio de sustentar sua riqueza e seu poder&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_7_2233" id="identifier_7_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Foucault explora esse mecanismo em detalhe em Discipline and Punish, 80-87. Cf. Bell Jr., Liberation Theology After the End of History, 124-29."&gt;8&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. O discurso dos “direitos humanos” tornou-se desculpa para justificar a busca pelo que se deseja sem qualquer consideração com os outros. Em consequência, “igualdade” tornou-se função de “desigualdade”&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_8_2233" id="identifier_8_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Nessa linha, Baudrillard:  “não existe direito a espaço enquanto há espaço para todos. Da mesma forma não houve ‘direito à propriedade’ até que deixou de haver terra para todos”. (The Consumer Society, 58)."&gt;9&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Dessa forma, ao fundamentar o desejo numa carência insaciável, ao reduzi-lo a ganância (inveja e cobiça) e ao alinhá-lo à noção de direitos adquiridos, o neoliberalismo produz uma forma de desejo que é completamente condicionada. O resultado é o inverso da noção platônica tradicional do corpo como prisão da alma. Quando o desejo é dessa forma condicionado, a alma é que torna-se a prisão do corpo&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_9_2233" id="identifier_9_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Foucault, Discipline and Punish, 30; cf. Barber, 83."&gt;10&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Essa, ainda, é uma forma disciplinada de desejo que se torna radicalmente alienada. Como argumenta Zizek&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_10_2233" id="identifier_10_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Lacan, 38-39."&gt;11&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="text" style="color: rgb(54, 54, 52) !important; font-family: &amp;quot;Old Standard TT&amp;quot;, constantia, calibri, georgia, serif; font-size: 17px; font-style: italic; line-height: 23px; padding: 0px 30px 25px 15px; text-align: justify; text-decoration: none; text-shadow: white -1px 2px; word-spacing: 0.05em;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;O famoso truísmo de Jenny Holzer, “protege-me daquilo que desejo” pode ser lido como referência irônica à sabedoria convencional masculina-chauvinista que afirma que uma mulher deixada a seus próprios recursos se verá absorvida por uma fúria autodestrutiva, ou pode ser lido de modo mais radical, como apontando para o fato de que na sociedade patriarcal contemporânea o desejo da mulher é radicalmente alienado: ela deseja o que os homens esperam que ela deseje, desejos que são desejados por homens [...] “Aquilo que quero” já foi imposto sobre mim pela ordem patriarcal que me diz o que devo desejar.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote class="text" style="color: rgb(54, 54, 52) !important; font-family: &amp;quot;Old Standard TT&amp;quot;, constantia, calibri, georgia, serif; font-size: 17px; font-style: italic; line-height: 23px; padding: 0px 30px 25px 15px; text-align: justify; text-decoration: none; text-shadow: white -1px 2px; word-spacing: 0.05em;"&gt;&lt;div align="justify"&gt;Tendo coberto o desejo, resta analisar os modos pelos quais o neoliberalismo disciplina nossa imaginação. Basicamente, ele o faz empregando a retórica da independência, da segurança e da responsabilidade, a fim de mascarar o modo como condiciona nossa imaginação (individual e coletiva) através de medo e desespero.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;O neoliberalismo glorifica o indivíduo autônomo e define maturidade e sucesso pela capacidade de se viver&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;de modo independentes dso outros&lt;/span&gt;. Há, no entanto, uma grande dose de medo subjacente a essa apresentação. Quando a sociedade é dominada por indivíduos interessados apenas em si mesmos, restam poucas razões para uma pessoa cuidar de outra; o indivíduo é impelido em direção à independência porque, no fim das contas, não pode contar com quer que seja. Além disso, como o mundo é definido pela escassez, e como há tamanha disparidade dentro do sistema, passamos a temer o outro que irá tentar tirar aquilo que é meu e ele não tem. Diante disso o que o indivíduo faz é retrair-se e acumular bens, não apenas porque não pode contar com o outro, mas porque tem medo de perder o pouco que tem (quer por via de um desastre que leve minha casa, de um imigrante que leve o meu emprego, de um drogado que leve minha carteira ou de um terrorista que me leve a vida).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;Porém, ao invés de dizer que é o medo que nos impele à independência, o discurso de “responsabilidade” é usado para justificar esse modo de vida. Conforme documentado por Max Weber e H. Tawney, associar independência econômica a responsabilidade está muito enraizado nas tradições puritanas e reformadas, e isso provê ao neoliberalismo uma fundação que vê a responsabilidade como virtuosa ao invés de fonte de temor&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_11_2233" id="identifier_11_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Max Weber, The Protestant Ethic and the Spirit of Capitalism, Routledge Classics, trans. by Talcott Parson (London: Routledge, 1992); R. H. Tawney, Religion and the Rise of Capitalism: A Historical Study (New York: Harcourt, Brace &amp;amp; World Inc., 1954). É por essa razão que os puritanos e aqueles de tradição reformada se opunham a cristãos, como os franciscanos, que abraçavam a pobreza. Calvino chegou a proibir a mendicância, e o grito de guerra dos puritanos era “dar esmolar não é caridade” (Weber, 108-109, 116, 240 n45; cf. Tawney, 200). É notável que, dentre as ordens mendicantes, os primeiros franciscanos tenham sido capazes de prever a conexão, não apenas entre responsabilidade e temor, mas também entre responsabilidade e ganância (cf. “The Sacred Exchange between Saint Francis and Lady Poverty,” 542-45, em que a Ganância aparece sob os nomes de Prudência e Previdência, e acusa a Dama pobreza de ser preguiçosa e depravada)."&gt;12&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Porém o que tem sido negligenciado é que o discurso da “mordomia” executa precisamente a mesma função dentro de grande parte da cristandade contemporânea. A ideia de “mordomia” provê agora os cristãos com um verniz religioso que justifica um modo de vida fundamentado no temor&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_12_2233" id="identifier_12_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="Cf. esp. Kelly S. Johnson, The Fear of Beggars: Stewardship and Poverty in Christian Ethics, The Eerdmans Ekklesia Series (Grand Rapids: Eerdmans, 2007). O discurso da mordomia foi frequentemente usado, por exemplo, para justificar o trabalho escravo."&gt;13&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;. Cabe lembrar, então, as palavras de Eduardo Galeano: “O demônio do medo se disfarça a fim de nos enganar. O enganador oferece covardia como se fosse prudência e traição como se fosse realismo”&lt;sup style="font-family: arial; font-size: 11px; font-weight: bold; vertical-align: top;"&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/a-institucionalizacao-da-inveja/#footnote_13_2233" id="identifier_13_2233" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;" title="We say No: Chronicles 1963-1991, trans. by Mark Fried and others (New York: W. W. Norton &amp;amp; Company, 1992), 237."&gt;14&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;O outro meio pelo qual o neoliberalismo condiciona a imaginação é através do desespero. Precisamente porque nos apresenta&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;uma teologia consumada&lt;/span&gt;, não nos resta esperança alguma. Não há escapatória e não há alternativa&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;possível&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;porque, a priori, não há alternativa&lt;em&gt;imaginável&lt;/em&gt;. O capitalismo torna-se, assim, “o partido do desespero contrarevolucionário”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify" class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;&lt;small style="font-family: Calibri, Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 12px; line-height: 18px;"&gt;&lt;strong&gt;Daniel Oudshoorn&lt;/strong&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-9132864698899769339?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/9132864698899769339/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/10/institucionalizacao-da-inveja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/9132864698899769339'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/9132864698899769339'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/10/institucionalizacao-da-inveja.html' title='A institucionalização da inveja'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-wRfnaUoYsCk/TooCPqHz2II/AAAAAAAAAos/-405pSwGqqM/s72-c/Desert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-5751044817918269878</id><published>2011-09-19T11:23:00.000-07:00</published><updated>2011-09-19T11:23:20.994-07:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; background-color: white; color: #545454; font-size-adjust: none; font-stretch: normal; font: 12px/14px Verdana, Helvetica, Arial, sans-serif; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-align: left; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-3vKiltubKgM/TneIRcu3yaI/AAAAAAAAAoo/AJgcyadjiXE/s1600/Ess%25C3%25AAnio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/-3vKiltubKgM/TneIRcu3yaI/AAAAAAAAAoo/AJgcyadjiXE/s1600/Ess%25C3%25AAnio.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;O que pensamos, do que temos medo, o que amamos, nossas crenças não podem evidenciar-se. Não totalmente, menos ainda de uma vez por todas. É preciso negociar o que de nós pode participar da vida pública e o que deve permanecer guardado como reserva existencial.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;É possível existir verdade demais em uma alma para que ela se exponha e com isso comprometa sua sobrevivência. É preciso economizar as exibições.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;O contrário é também verdadeiro. Neste jogo ambivalente, muito pouca verdade em uma alma, ou uma verdade que faz seu portador pequeno demais, reivindica grandes mentiras em um desempenho.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Verdade demais ou de menos, mas todos têm algo a escamotear. A isso chamamos de interioridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Aquela mulher tem envolvimentos questionáveis. Todos já sabem e ninguém toca no assunto. Não convém ir às últimas conseqüências. Talvez porque lhes sejam muito bons seus favores sexuais, ou muito útil sua candidatura iminente a próxima maldita. Ela segue sua rotina de culpa e apreensão. Qualquer dia desses o seu mundo desmorona.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Jesus faz escolhas sintomáticas. Sensível demais com quem ninguém se importa. Gente já assentada nos espaços organizados para que a vida de todos prossiga sem perturbação. Mulheres, doentes, pecadores, malditos, por eles demonstra afetos perigosos. Sua linguagem o classifica entre revolucionários. Fala de um Reino para pobres e incita à busca de justiça. Mas o que é mais grave, parece ficar à vontade demais com os proscritos, demonstra com eles sentir-se em casa. Veja como olha para essa gente. Veja como bebe, come e ri. Entre os demais mestres há uma intuição desesperada de que ele é uma ameaça, de que suas intenções são profanas. De que esconde o que a todos escandalizaria.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Fariseus e mestres da Lei, estes despendem enorme energia no jogo. Dos três, Jesus, a mulher e os guardiões da religião, estes são os mais miseráveis. Todos padecem, mas ninguém precisa tanto esconder quanto eles. Ninguém lustra com tanto rigor e piedade o que aos outros aparece. Jesus anda revoltado com o seu procedimento. Já os chamou de “sepulcros caiados”, hipócritas.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;E o trágico acontece. A mulher foi flagrada. O que pode ser mais proibido no jogo da moral que se deixar flagrar? Surpreendida em condições indisfarçáveis, seu sexo condenável de tão ardente, ou seria, ardente de tão condenável, acende escrúpulos e ardis. Como são perspicazes os escandalizados. O que mais desnudaria o perigoso mestre nazareno que a nudez de uma pecadora? Pois castrar o erótico é o que mais se aproxima de reprimir a crítica.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Jesus está cercado de gente quando o ruído raivoso interrompe seus ensinamentos. Homens de passos decididos, olhares fulminantes e um trapo humano nas mãos. Na boca, o rigor da lei; já no chão, a vergonha que despiu de humanidade a mulher; em seus corações, armadilhas.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;O texto frio da lei é fluente no simulacro da moral. A letra grafada e morta não vasculha corações nem pergunta por afetos, não ilumina interioridades nem chora misérias, mata. Pronuncia-se a Lei com reverência, apedreja-se pessoas, portanto, com fervor. A lei diz para apedrejar e você, o que diz? Quem está ali conclui rápido a derrocada incontornável do mestre. Não dá para driblar a tensão. E todos já sabem que escolha ele fará.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Sua resposta é uma sátira. Um deboche. Uma charge. Porque todo assunto muito sério é uma piada. Jesus curva-se em desdém à gravidade da proposição e escreve com o dedo no chão. Galhofa. Sua escrita evade o ambiente e ri da austeridade dos zeladores da moral.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Neste instante há uma superposição de cenas. Fariseus e mestres da dura escrita da Lei com cenhos franzidos, pedras nas mãos e um jogo de poder funesto na alma, encena o primeiro plano. Ausentando-se para o segundo plano, Jesus, de cócoras, lúdico, escrevendo com o dedo no chão. Sua escrita brinca e dança na areia. Insuperável escolha. Quem olha não os tem no mesmo foco. Se o rigor oportuno dos fariseus é o que amamos, a imagem satírica de Jesus embaça, quase desaparece. Se a cena despretensiosa e estética do mestre, que rabisca desenvolto no chão, é o que nos magnetiza, então os aflitos e tensos fariseus esvanecem ao fundo. O Cristo que risca trivialidades no chão faz poesia e chama de triste ficção o flagrante que mente a vida e anuncia a morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Mas doutrinadores entendem de emboscadas morais e tocaias linguísticas, não de escritas leves e despretensiosas. A mesma poesia que salva Jesus da sanha por doutrina e dominação é desespero para os demais. Ah, se ele pudesse ficar ao chão, rabiscando, descolado daquele mundo, desligado daquela lógica! Eles insistem na inquisição e na morte da mulher. Cristo se ergue, dedos sujos de tanto que brincou no chão, às inquirições questiona, pergunta às interrogações e flagra os flagrantes. Quem não tiver pecado atire a primeira pedra. Quem não se flagrar em segredos leve a sério a sua religião. Descobrir-se protagonista da grande piada é a pior vergonha. Um a um, todos se retiram.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Enquanto isso, Jesus mantém-se curvado e entregue aos rabiscos na areia. É assim que se escreve, com a fluidez de quem o faz sem a pretensão poderosa de se perpetuar. O resto é doutrina, é lei, é flagrante de morte. Ele dá as costas à escrita pretensiosa de ocupar o mundo, como se o mundo fosse o que aparece. Escreve no fugidio pó o traço da misericórdia. A escrita na areia que o vento leva é tão livre que torna aquele ambiente insustentável para os rígidos escribas. Apenas quem escreve conteúdos para serem esquecidos está apto a desenhar o belo e a liberdade. Apenas os riscos poéticos, espalhados no chão e que logo serão lançados pelo vento no imponderável horizonte, somente eles libertam os pecadores de seus cruéis flagrantes.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Não há mais ninguém ali, além dos dois. Estão livres, por enquanto. A mulher, do apedrejamento. Jesus, de mais uma arapuca. Mas os fariseus e mestres da lei, estes foram condenados a manterem a todo custo o falso brilho de sua aparência.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;A mulher volta à vida. Jesus fica um pouco mais por ali, escrevendo na areia e saboreando, com um breve riso nos lábios, a sobrevida.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;Até que em um dia desses, sua poesia se torne um crime e sua liberdade, uma cruz.&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="line-height: 1.4; margin: 0px 0px 1em; text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Elienai Cabral Junior&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-5751044817918269878?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/5751044817918269878/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/09/o-que-pensamos-do-que-temos-medo-o-que.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5751044817918269878'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5751044817918269878'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/09/o-que-pensamos-do-que-temos-medo-o-que.html' title=''/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-3vKiltubKgM/TneIRcu3yaI/AAAAAAAAAoo/AJgcyadjiXE/s72-c/Ess%25C3%25AAnio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8170407060561345606</id><published>2011-08-24T19:06:00.000-07:00</published><updated>2011-08-24T19:06:31.553-07:00</updated><title type='text'>Pela alma do povo: omissões coletivas e bravuras individuais</title><content type='html'>&lt;div class="date" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;h1 id="post-2251" style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/h1&gt;&lt;!-- end headline of your post --&gt;&lt;!-- start entry of your post --&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-EBEfhRCHRKw/TlWt5nzLo7I/AAAAAAAAAoc/a6fVCD-k_BI/s1600/bem+ou+mal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" src="http://2.bp.blogspot.com/-EBEfhRCHRKw/TlWt5nzLo7I/AAAAAAAAAoc/a6fVCD-k_BI/s320/bem+ou+mal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;small&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;&lt;strong&gt;Nós e o cristianismo só temos uma coisa em comum:&lt;br /&gt;exigimos a pessoa toda!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O juiz nazista Roland Freisler a Helmut Moltke,&lt;br /&gt;durante o julgamento de Moltke pelo seu envolvimento&lt;br /&gt;no &lt;/span&gt;&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Atentado_de_20_de_julho"&gt;&lt;span style="font-size: x-small;"&gt;atentado de 20 de julho&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/small&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Eu estava a meio caminho da interminável biografia de Dietrich Bonhoeffer (que ainda não terminei) quando comecei a ler &lt;em&gt;For the soul of the people: Protestant protest against Hitler&lt;/em&gt; [&lt;strong&gt;Pela alma do povo: Protesto protestante contra Hitler&lt;/strong&gt;], da historiadora Victoria Barnett. Pus de lado esta semana a última página do livro, e posso dizer que encontrei o que não procurava – talvez justamente porque (e eis a necessária reviravolta) não encontrei o que procurava.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;O título do livro é ao mesmo tempo enganador e significativo porque, como  a autora vai deixando agonizantemente claro,&lt;em&gt; não houve protesto protestante contra Hitler&lt;/em&gt;. Não na Alemanha nazista. Não quando era necessário. Não quando um protesto poderia fazer diferença. Não com qualquer ênfase ou visibilidade, não por parte de um grupo significativo e certamente não por parte da instituição como um todo.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;O que houve, e disso a história fornece redentora e incômoda evidência, foi protesto &lt;em&gt;individual&lt;/em&gt; de protestantes contra Hitler. A instituição essencialmente nada fez, mas naquele mais vigiado, preconceituoso, intolerante e opressor dos regimes levantaram-se uns poucos heróis solitários que, precisamente como &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Dietrich_Bonhoeffer"&gt;Bonhoeffer&lt;/a&gt;, colocaram-se publicamente em pé diante da máquina simplesmente porque não concordavam com a direção em que ela estava indo, e por causa de quem estava sendo esmagado no caminho. A maioria desses, precisamente como Bonhoeffer, não escapou com vida para testemunhar a primavera de 1945, quando o planeta despedaçado acordou perplexo para o fim da inocência mundial.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;É uma narrativa que confirma da forma mais excruciante o que venho intuindo há muito tempo (“repita comigo: as instituições não existem, &lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/microsalvamentos-como-salvar-o-mundo-um-instante-de-cada-vez/"&gt;só existem pessoas&lt;/a&gt;“) sobre a insuficiência das instituições e a facilidade com que podem tornar-se carimbos coletivos que o sistema usa para endossar a injustiça. Na história como apresentada por Barnett é terrível constatar o tempo que perde, esperando alguma reação ou posicionamento da igreja formal, o punhado de pessoas realmente disposta a se levantar contra o regime – ou, talvez ainda mais importante, disposta a ajudar quem está sendo prejudicada por ele. Mesmo os militantes mais radicais da resistência protestante na Alemanha nazista demoraram anos até passarem a questionar a omissão do sistema eclesiástico em público e em privado; todos, mesmo os terrivelmente lúcidos como Bonhoeffer, simplesmente queriam que a instituição funcionasse. Muitos deles ficaram querendo até o último momento.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;A verdade que esta parábola deixa evidente é que a instituição não existe para defender uma causa ou sua coerência ideológica interna, mas para garantir sua própria perpetuação – pelo que seu modo de operação mais fundamental é a cautela. Quando o governo nazista decretou que os judeus estavam a partir de determinado momento desclassificados para determinadas posições públicas e privadas, não ocorreu à igreja questionar esse julgamento, mesmo quando os que queriam comprovar a sua ascendência ariana recorreram em massa aos arquivos eclesiásticos, que detinham os registros de nascimento – e cujos responsáveis tiveram de trabalhar em dobro (e em alguns casos contratar assistentes e secretários) a fim de suprir a nova demanda de verificação racial gerada pelo estado.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Quando os judeus convertidos ao cristianismo se tornaram um embaraço inequívoco também dentro das igrejas, muitos sugeriram singelamente que uma solução amorosa seria que esses cristãos de origem “não-ariana” abrissem uma igreja só para eles, onde não representariam ameaça para outros além de si mesmos. Isso enquanto toda uma ala da igreja evangélica alemã, a dos chamados “Cristãos Germânicos”, propunha a sumária eliminação do Antigo Testamento de todas as Bíblias, de modo a sinalizar sem margem de dúvida o rompimento do cristianismo com a herança judaica.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Diante do ensurdecedor silêncio da igreja perante esses procedimentos, uma facção dela decidiu que era necessário postar-se publicamente contra a onda de insanidade. Esses, mais ou menos liderados por Bonhoeffer, deram a si mesmos o nome de Igreja Confessante, porque criam que confessar o nome/pessoa de Jesus implicava em manifestar-se publicamente contra toda forma de injustiça, mesmo diante de riscos institucionais e pessoais. &lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;O livro de Barnett explica como essas três facções da igreja alemã (a minoria dos Cristãos Germânicos, a maioria conservadora/cautelosa e a minoria confessante) combateram umas com as outras durante o regime nazista de modo a, no fim das contas, se sujeitarem mutuamente ao mais completo silêncio diante das injustiças de Hitler.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Parte essencial da história, na verdade, está em que logo ficou claro que havia diferenças irreconciliáveis de convicção e de estratégia entre moderados e radicais mesmo dentro da Igreja Confessante. Essa polarização apenas se acentuou com o cerrar do cerco nazista, até que aqueles dispostos ao martírio entenderam que mesmo o movimento confessante era insuficiente para se proferir no meio do caos a Palavra, e partiram para a carreira solo no acolhimento de perseguidos ou no terrorismo secular. Entenderam que se haveria uma igreja contra a qual as portas do inferno não resistiriam, essa se manifestaria através de indivíduos e não da instituição. Porém essa sua distração com a fé no sistema custou muito para eles mesmos e para outros: quando esses poucos caras – a dissidência da dissidência – sacaram que não podiam e não deviam contar com as soluções institucionais, era essencialmente tarde demais. &lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;O cerne do problema parece ter residido no fato de que, numa tradição que se estendia praticamente até Lutero, igreja e líderes eclesiásticos alemães haviam durante séculos sido incentivados a declarar mútua lealdade para com “o trono e o altar”. Nessa visão de mundo governo e igreja eram considerados sistemas independentes, mas unia-os um acordo tácito pelo qual um se comprometia a não interferir nos negócios do outro, e pelo qual ambos se comprometiam a fornecer ao outro legitimidade. Em outras palavras, a igreja não se sentia particularmente devedora a qualquer manifestação do Estado, mas sentia-se menos ainda inclinada a a interferir em negócios que diziam respeito a “outro domínio” que não o espiritual. Seu papel cristão era, muito declaradamente, pregar o evangelho e distribuir os sacramentos. Insurreição, resistência, desobediência civil – numa palavra, protesto – não desempenhavam qualquer papel no vocabulário prático da tradição protestante.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Essa sacrílega cumplicidade entre igreja e estado tem, evidentemente, raízes ainda mais antigas do que a Reforma, que apenas inseriu na equação o fator competição [à Igreja Católica]. Em sua manifestação original o movimento cristão era apolítico, anti-imperialista e subversivo ao ponto da anarquia funcional, mas o sucesso espetacular da sistematização do cristianismo terminou por apagar por completo os efeitos dessa herança subversiva – até que, em Constantino, igreja e império se transformaram numa única e abominável coisa. Para o historiador cristão Eusébio, escrevendo no ano 336, o imperador Constantino (o primeiro a conceder favor estatal à fé cristã) representava o modelo do governante espiritual, um “amigo de Deus” que “arranja seu governo terreno de acordo com o padrão do original divino”. Para Eusébio, Constantino deveria ser visto pelos crentes como “nosso imperador divinamente favorecido”, que havia recebido “como que uma transcrição da soberania divina” a fim de conduzir “em imitação do próprio Deus a administração dos negócios do mundo”&lt;sup&gt;&lt;a class="footnote-link footnote-identifier-link" href="http://www.baciadasalmas.com/2010/pela-alma-do-povo-omissoes-coletivas-e-bravuras-individuais/#footnote_0_2251" id="identifier_0_2251" title="Eusébio de Cesaréia, Discurso em louvor do imperador Constantino. Citado em Richard Fletcher, The Barbarian Conversion. Fletcher também observa que “não é para Eusébio que devemos recorrer para saber que Constantino assassinou seu sogro, sua esposa e seu filho”."&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-family: Arial; font-size: x-small;"&gt;1&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/sup&gt; – nada muito diferente do que cristãos alemães opinariam séculos mais tarde a respeito de Hitler.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Nessa única transação com o Poder o movimento cristão passava de frágil a influente, de subversivo a inofensivo, de marginal a detentor do &lt;em&gt;status quo&lt;/em&gt;, de incendiário a bombeiro, de incômoda ameaça aos poderes e potestades deste mundo a seu mais valioso selo de confirmação. As tremendas desventuras, grandes vergonhas e pequenas ousadias encenadas pela igreja evangélica alemã durante o regime nazista apenas demonstram o quanto há de contemporâneo e de diabólico nessa aliança, mesmo em regimes que professam oficialmente divisão entre igreja e estado. &lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;É uma história que demonstra muito claramente que o problema não reside na separação entre igreja e estado, porque enquanto permanece como instituição a igreja é obviamente inseparável dos governos deste mundo. Uma instituição é basicamente uma entidade coletiva &lt;em&gt;que tem algo a perder&lt;/em&gt; (mesmo que seja apenas sua própria autoridade), e o movimento cristão é por definição bíblica o movimento dos desbravadores do reino – isto é, o domínio em permanente insurreição dos que confessam não ter nada a perder, e sustentam ao mesmo tempo que o único modo de confessar isso&lt;u&gt; &lt;span style="color: black;"&gt;é demonstrá-lo&lt;/span&gt;&lt;span style="color: black;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;É algo ao mesmo tempo belo e terrível que a história do protesto protestante contra Hitler só tenha para contar omissões coletivas e bravuras individuais. A segunda metade do século XX e sua extensão no terceiro milênio são resultado sem escalas da experiência coletiva da Segunda Guerra, e sobreviver a ela ensinou-nos não só a questionar incessantemente qualquer ideologia (porque tememos outro Hitler), mas a duvidar da eficácia e da legitimidade de soluções intermediadas/institucionais.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Essa, no entanto, é uma lição de humildade que o terreno beligerante da tradição cristã irá até o último momento recusar-se a absorver. Prova disso é o que aconteceu logo depois – porque Barnett, para minha surpresa, não termina sua história com o final da guerra. E se o drama da igreja alemã sob Hitler havia confirmado minhas piores suspeitas, nenhuma expectativa me havia preparado para o que veio em seguida.&lt;/div&gt;&lt;div class="text"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text"&gt;Paulo Brabo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8170407060561345606?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8170407060561345606/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/08/pela-alma-do-povo-omissoes-coletivas-e.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8170407060561345606'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8170407060561345606'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/08/pela-alma-do-povo-omissoes-coletivas-e.html' title='Pela alma do povo: omissões coletivas e bravuras individuais'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-EBEfhRCHRKw/TlWt5nzLo7I/AAAAAAAAAoc/a6fVCD-k_BI/s72-c/bem+ou+mal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-420558388786184079</id><published>2011-07-28T23:06:00.000-07:00</published><updated>2011-07-29T10:56:33.350-07:00</updated><title type='text'>Eis-me aqui! Mais nunca vai</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-dsGaj5U_Rvg/TjJNzI_XfCI/AAAAAAAAAoY/pG3jt7Eb_uk/s1600/Pin%25C3%25B3quio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://3.bp.blogspot.com/-dsGaj5U_Rvg/TjJNzI_XfCI/AAAAAAAAAoY/pG3jt7Eb_uk/s320/Pin%25C3%25B3quio.jpg" width="213px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Tenho convivido com pessoas que fazem movimentos, se comprometem, “se solidarizam com causas”, colocam a fitinha do bombeiro nos carros, que aliais andou muito em moda, divulgam na internet, no Orkut, no facebook, se colocam contra a Pl 122, apóiam, apóiam, apóiam, &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;mas nunca se envolvem.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A impressão é: Por mais que o discurso seja bonito, nunca veremos essas pessoas se envolvendo por inteiro em qualquer coisa, a não ser que seja diretamente e exclusivamente uma causa sua.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O individualismo não permite que a pessoa se envolva com projetos de terceiros, mas somente naquilo que é seu, que represente&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;seu interesse e principalmente se não demandar muito esforço, a não ser que esteja doendo na própria carne.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Ficam a margem das coisas, nunca se entregam, nunca estão comprometidos, não deixam um pingo de suor em nada daquilo que dizem que é bom ou em causas que eles entendem ser necessárias ou “ de Deus”, porque nem com Deus que eles dizem ser o Deus deles se envolvem a vera e de verdade. Até porque, o próprio&amp;nbsp;Deus esbarra em pessoas que só vivem para si.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Sempre se encontram para buscar promoção pessoal, desenvolver a sua vaidade, não honram com a palavra, manipulam as pessoas com a mentira, que é muito comum em pessoas com esse perfil. Na pior caricatura, enganam os próprios amigos. É quase dizer: amigos-amigos, negócios a parte, e sendo tão a parte que em alguns casos subtraem até benefícios proveniente das outras pessoas (amigos).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Romanos 2.17,24:&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt; “Mas tu que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; e conheces a sua vontade e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído na lei &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;(Faculdade ou Seminário maior)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;; e confias que és guias de cegos &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;(Professores, preletores, pastores e etc.)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, luz dos que estão em trevas &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;(as vezes é melhor não a vida no velador)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;, instruidor dos néscios &lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;(&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000; font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;estúpido, ignorante, que ou o que é desprovido de sentido, de coerência, absurdo)&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;Quem são os néscios?&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abomina os ídolos, roubas os templos? &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;(pode ser igreja ou não?) &lt;/span&gt;&lt;/b&gt;Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="color: #c00000;"&gt;(aos que se utilizam da Bíblia).&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Arial&amp;quot;,&amp;quot;sans-serif&amp;quot;; font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;Como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós.&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;É melhor não conviver com isso. O problema maior pode acontecer com aquele que come contigo. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;O “amigo”? Pode ser aquele que vai levantar o calcanhar contra você. Ele não é fiel a ninguém senão a ele mesmo&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Pense nisso&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 14pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Wagner&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-420558388786184079?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/420558388786184079/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/07/eis-me-aqui-mais-nunca-vai.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/420558388786184079'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/420558388786184079'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/07/eis-me-aqui-mais-nunca-vai.html' title='Eis-me aqui! Mais nunca vai'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-dsGaj5U_Rvg/TjJNzI_XfCI/AAAAAAAAAoY/pG3jt7Eb_uk/s72-c/Pin%25C3%25B3quio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-369614139441991702</id><published>2011-07-21T20:20:00.000-07:00</published><updated>2011-07-21T20:20:48.792-07:00</updated><title type='text'>A DOENÇA DO VÉU!</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-YOFHp0B3BA4/TijsRBPF6EI/AAAAAAAAAoU/1f4K0usZzss/s1600/veu.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" src="http://3.bp.blogspot.com/-YOFHp0B3BA4/TijsRBPF6EI/AAAAAAAAAoU/1f4K0usZzss/s400/veu.jpg" width="400" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É somente na Graça que a Escritura não é uma pedra seca e morta. Ora, para que entendamos isto melhor, é necessário que olhemos com carinho para o texto de Paulo em II Coríntios 3:1-18.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A relação de Paulo com os Coríntios foi forte e contundentemente passional. Ele chegara à cidade e lá encontrara Priscila e Áquila — um casal de Judeus que havia deixado Roma porque Cláudio, o Imperador, ordenara que de lá saíssem todos os judeus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E como eram do mesmo ofício, Paulo e Áquila, começaram a trabalhar e morar juntos, fazendo tendas. Aos sábados, todavia, Paulo pregava na sinagoga. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Havendo conturbação entre os judeus ante a mensagem da Graça em Cristo anunciada pelo apóstolo, Paulo não teve mais ambiente para permanecer usando a sinagoga como lugar de pregação. Então, iniciou seus ensinos da Palavra na casa de Tício, que era vizinha à sinagoga.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em meio a não poucos conflitos, envolvendo ameaças de natureza tanto legal quanto à vida de Paulo, este temeu. O Senhor, todavia, numa daquelas noites, lhe falou, dizendo: “Não temas! Fica na cidade, pois eu tenho muito povo nela”. Paulo, portanto, permaneceu em Corinto quase dois anos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A relação dele com a igreja que ali nasceu tornou-se forte, e, como já disse, de certa forma, passional!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para concluir isto, basta que se Leia as duas epístola que Paulo lhes escreveu. Todavia, é na segunda carta aos Coríntios que esse sentir apaixonadamente dolorido melhor se expressa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O interessante é que mesmo em meio à paixão humana do apostolo, é fácil perceber como seus sentimentos aparecem sem comprometer jamais a verdade da Palavra. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Paulo era um homem que sabia sentir a dor da rejeição sem deixar de expor, com isenção, a verdade da Palavra, não adulterando-a jamais a seu favor!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, é nessa viagem entre o sentir humano e a revelação da Palavra, que a verdade se manifesta como resposta divina ao contexto em questão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A revelação, raramente, não se faz acompanhar pelo sentir de seus mensageiros. Sábios são aqueles que a separam de seu próprio sentir ou os que sentem sem, todavia, sentimentalizarem a revelação à seu favor. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É só assim que uma carta de um ser machucado pode se tornar uma epístola de um ser inspirado!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Neste trabalho, no entanto, não desejo explorar essa dimensão da veicularão da revelação através dos ambientes conturbados da alma do mensageiro. Para mim, isto é tão óbvio que, pelo menos agora, não é do nosso interesse imediato.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A epístola toda tem sido objeto de inúmeros estudos eruditos. Os “arranjos” à que ela tem sido submetida, são inúmeros. Para nós, no entanto, todas as discussões de natureza literária são irrelevantes. O que vale é a mensagem e, esta, não importando as interpretações de natureza histórico-literária, é a mesma:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um apóstolo apaixonadamente sofrido, sentindo-se traído e desconsiderado pela igreja que fundou, e que, agora, além de des-conhecer seu pai espiritual, ainda se entregava às seduções de “falsos apóstolos”, dos “obreiros fraudulentos”, que “adulteravam a Palavra de Deus”, e criavam um “outro evangelho”, pois eram, de fato, “mercadores do “evangelho”, ainda que tivessem o impressionante “poder” de se transformarem em “anjos de luz e ministros de justiça”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A questão é: que “obreiros” são esses e que “evangelho” é esse que subverte aquilo à que Paulo chama de Evangelho da Graça de Deus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É opinião praticamente unânime que os tais “adulteradores da Palavra” eram os cristãos judaizantes ou os judeus próximos à igreja, e que tentavam, insistentemente, trazer aos cristãos a culpa de não serem pessoas que observam a Lei de Moisés. A prova disto é a seqüência do texto, onde as ilustrações são todas as da Lei e de sua produção na mente humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como eu disse inicialmente, corre-se o risco de se ficar tão impressionado com as “pulsões” emocionais do homem Paulo neste embate, que deixa-se de perceber a mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: fica-se com o que está “escrito” e não se percebe, ao nível da Palavra, o que está, também, “dito”, como expressão dos conteúdos da revelação!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Propositadamente abandono aqui os aspectos de natureza histórico-factual e mergulho exclusivamente na mensagem que Paulo faz viajar em meio às suas dores e passionalidades apostólicas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, assim fazendo, o que se vê, é, basicamente, o seguinte:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que o ministério de Paulo gerara neles, pela obra do Espírito, era algo que realizava o sonho dos profetas, que era ver a Palavra inscrita não nas exterioridades do comportamento assustado pela Lei, mas impressa na consciência, nos ambientes do coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Os resultados da interiorização da Palavra, inscrita pelo Espírito do Deus vivente na consciência humana, não era humanamente realizável, sendo, portanto, algo à que Paulo se refere excluindo-se como agente essencial, pois, ele sabia, aquela era uma obra para a qual não há meios humanos de faze-la acontecer. A participação de Paulo era—sem suficiência própria—, apenas pregar o Evangelho da Graça e crer que o resto do trabalho era obra do Espírito de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A certeza de Paulo de que dera um passo muito para além das basicalidades das pregações estereotipadas e exteriorizadas sobre as virtudes da Lei, vinha do fato que ele sabia que a Lei—conquanto boa e santa—, servia apenas para mostrar a nossa “insuficiência”, em relação a sermos salvos por ela. Paulo não se sentia suficiente nem mesmo para pregar a Graça e suas virtudes—como se procedessem dele—, quanto mais a Lei, como se por ela alguém pudesse ser salvo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O argumento dele é o de sempre: “a letra mata”. A observância da Lei salvaria apenas aquele que pudesse cumpri-la toda. E como não existe, à parte de Jesus, ninguém que a tenha cumprido complemente—dos ambientes interiores às suas sutis exterioridades—,todos, portanto, por ela, se colocavam apenas sob os desígnios da culpa e da morte.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Tendo isto em mente, chega agora a hora de olharmos para a Palavra e não apenas para a “epístola de Paulo”. E qual é a “mensagem” que ela carrega para nós hoje?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Inicialmente, Paulo diz que a Lei e sua Gloria são coisas de outrora, diante da sobreexcelente Gloria do evangelho da Graça de Cristo. Todos os verbos por ele usados em relação à Lei a posicionam no passado da revelação da Graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que segue é a incomparabilidade de ambas as revelações: A Lei era externa, a Palavra é interna. A Lei era o ministério da morte, a Palavra é o ministério da Vida. A Lei falava de condenação, a Palavra fala de justificação. A Lei se desvanecia, a Palavra brilha de Gloria em Gloria.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E é neste ponto que Paulo assume a maior ousadia quando compara a caducidade, o esclerosamento da Lei frente a eterna vida produzida pelo ministério do Espírito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas sua ousadia não pára aí. Ele chama, fundado na certeza da Graça, até mesmo Moisés para um frente a frente, pois, diz: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;“E não somos como Moisés que punha véu sobre a face, para que os filhos de Israel não atentassem na terminação do se desvanecia”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, ele diz que na Graça ele se sente com ousadia para tirar até mesmo a mascara de Moisés. O véu de Moisés, para Paulo, não escondia a Gloria, mas seu desvanecimento, sua morte, sua incapacidade de reacender a face, mediante a Lei, com a Luz da Graça.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O problema, para o apostolo, é que aquele véu se tornara um elemento de natureza espiritual. O véu se transformara numa camada de presunção que cegava os sentidos para as demais percepções da vida! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, como a Lei estava dada, e sua constituição era fixa—desde o elemento no qual fora inscrita: pedra—, até mesmo as suas observâncias externas tornavam-se, também, fixas. Portanto, dela não se poderia esperar que nascesse vida, pois, esta acontece apenas onde há o humos da liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, diz Paulo, há um véu espiritual sobre os sentidos embotados de todos os legalistas, sejam eles judeus ou não!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A Lei embota os sentidos! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A Lei tira a sensibilidade para a Palavra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Somente a “conversão” ao Senhor—e aqui Paulo não fala de se tornar “cristão” ou “membro de igreja” ou “crentes na Bíblia”, conforme hoje entendemos a idéia de “conversão”, mas de se render à Graça em Cristo—, é o que pode des-anuviar os sentidos cegados pela presunção gerada pelo sentimento de superioridade oriundo da observância externa da Lei, bem como, pelo pre-conceito que dela se origina, criando uma barreira invisível para a percepção da Palavra no coração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;“Até hoje, quando é lido Moisés, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que diz Paulo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que Paulo nunca imaginou é que dois mil anos depois nós ainda constatássemos a mesma cegueira, e muito menos ainda poderia ele imaginar que tivéssemos que repetir a sua frase relacionada aos judeus legalistas, agora, reatualizada e aplicada aos “cristãos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;“Até hoje, quando é lida a Bíblia, o véu está posto sobre o coração deles”—é o que com dor melancólica tem-se que dizer acerca da grande maioria dos cristãos, especialmente de seus “lideres” e “mestres”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, o que se disse acerca “deles” é o mesmo que hoje temos que admitir acerca de “nós mesmos”, pois, se ainda há Lei, não há revelação da Graça. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Isto porque somente na Graça o véu é retirado. E este tirar o véu é fruto da libertação do medo, e que só acontece em nós como obra do Espírito no coração do ser humano que não tem nenhum tipo de auto-suficiência, porque confiou des-assustadamente na obra consumada de Jesus na Cruz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, onde está-há o Espírito do Senhor, aí está-há liberdade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto o argumento de Paulo nos remete, na Graça, para uma postura diametralmente oposta àquela gerada pela Lei! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A Lei cobre o rosto, esconde o ser, camufla a culpa, veste-se de exterioridades compartimentais, se jactancia de seu conhecimento e teme mostrar a cara a Deus e ao próximo, daí, pela Lei, o ser não revelar jamais seu interior, pois, em o fazendo, mostrar seu estado de desvanecencia! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Na Graça, todavia, a salvação é o posto. Se a Lei cobre a face e esconde o ser, o Espírito, e a confiança na suficiência de Cristo, nos põe no extremo oposto dessa atitude:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;“E todos nós com o rosto desvendado, contemplando como por espelho a gloria do Senhor, somos transformados de gloria em gloria, na sua própria imagem, como pelo Senhor, o Espírito”—é o argumento antitético de Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E mais: não é algo apenas que ocorre na perspectiva individual, mas também, comunitária. Afinal, Paulo diz: “E todos nós...”&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A minha tentação agora é prosseguir em II Coríntios. Todavia, julgo ser mais sábio—a fim de ser também sintético—, parar por aqui a fim de verificarmos as implicações dessa verdade em relação à nossa temática.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Primeiramente quero chamar a sua atenção para um fato. A maioria dos comentaristas bíblicos fica tão aferrado ao sentido “histórico” da Escritura em questão que não se dedica à percepção do que está dito para nós hoje.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Em segundo lugar, fica também claro que como nós somos seres ocidentais— de origem não judaica apesar de que, quase todos nós, sermos pessoas de origem culturalmente judaico-cristã—, na maioria das vezes, nos permitamos ler a passagem apenas como critica aos judeus legalistas ou aos cristãos judaizantes; esquecendo-nos que a Escritura em questão não é “pedra”, é Palavra do Deus Vivente, e é re-atualizada em cada novo contexto da história. Portanto, é algo para nós, hoje!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A terceira observação é que as implicações do que Paulo diz aqui, transcendem, em muito, ao contexto histórico imediato, e recaem sobre todos os conteúdos da Teologia Moral de Causa e Efeito—sejam eles judaicos, espíritas kardecistas, afro-ameríndios, católicos, evangélicos, animistas ou hindus!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Aí está o nosso problema: nós lemos a Palavra emblematicamente, o que nos faz pensar que ela foi dirigida a “outros”, não à nós!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, onde se diz judeu não se pensa em nada que não seja “judaico”. É o que está “escrito” trabalhando contra o que foi “dito”!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A questão é que na maioria das vezes, onde se lê, negativamente, “judeu” ou “fariseu”, dever-se-ia ler “legalista”, “moralista”, “auto-suficiente”, ou mesmo, um praticante de qualquer Teologia Moral de Causa e Efeito e seus pretensos elementos de auto-justificação, fundados na presunção humana de agradar a Deus por seus próprios méritos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, isto posto, o texto em questão tem naqueles que Paulo chama de “todos nós com o rosto desvendado” um grupo que na história do Cristianismo é uma minoria insignificante! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A maior parte de nós é membro da “igreja em Corinto” e somos traidores do apostolo Paulo, pois nos entregamos aos “falsos apóstolos” e a seu “evangelho adulterado”, mesmo que embrulhado com papel de presente estampados com símbolos “cristãos”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quem, honestamente, pode dizer que a História do Véu não é também a História do Cristianismo?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quem, sinceramente, não percebe que nós somos hoje, na maior parte dos casos, a repetição dos mesmos conteúdos humanos e espirituais contra os quais Jesus, os profetas, Paulo, os apóstolos e a Palavra se insurgem nas Escrituras?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ninguém se engane! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nós, cristãos, somos também parte do Povo do Véu! E nossos sentidos estão igualmente embotados para a percepção do Evangelho!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Como eu já disse antes, a aceitação do Jesus Histórico nada tem a ver com o acolhimento dos conteúdos de Sua Palavra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É possível conhecer a Jesus segundo a carne e não segundo o Espírito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É a pressuposição da vigência da Lei o que nos impede de discernir o espírito da Palavra e a palavra do Espírito, com liberdade para mostrar a cara, crendo que somente pela expressão des-amedrontada do ser que confiou na Graça, é que vem a conversão incessante, de gloria em gloria, tendo a Jesus como a referência-infusa-cotidiano-existêncial, para a mudança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje as pessoas se convertem à “igreja”, não à Cristo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É por esta razão que os conteúdos do Evangelho da Graça estão tão adulterados entre nós. E pior: não enxergamos nada disso, pois, à semelhança deles—os judeus, os fariseus, os cristãos judaizantes—, nossos sentidos também estão “embotados”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A Graça é hoje a mais escandalosa de todas as mensagens cristãs! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E é por esta razão que não se pode nem mesmo usar mais as “nomenclaturas” do Cristianismo a fim de definir o conteúdo das palavras do Evangelho, pois, quase todos os termos se revestiram de outras conotações e de outros conteúdos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A terminologia já não serve mais, pois, seus conteúdos foram adulterados por um “outro evangelho”, que usa os termos de sempre, mas nega, na prática, seus conteúdos inegociáveis e eternos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, para Paulo, “lutar juntos pela fé evangélica” significava não fazer concessões que adulterassem os conteúdos do Evangelho da Graça de Deus! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, todavia, isto significa nos unirmos contra os que não nos aceitam como os “representantes” de Cristo na Terra!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, neste sentido—com as conotações que a palavra “evangélico” carrega entre nós—, Paulo já não a usaria, pois, nossa prática relacional nega aquilo que ele entendia como evangelho; e nossos conteúdos, falsificam ainda mais o significado original da mensagem à qual ele fazia referência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Pior do que isto, entretanto, é saber que Paulo, por exemplo, não nos reconheceria como cristãos, mas como pagãos não convertidos ao Evangelho da Graça de Deus!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Por muito menos ele escreveu aos Gálatas e aos Coríntios temendo haver corrido em vão! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Mas e se ele estivesse presente num ano eleitoral no Brasil? Se visse e soubesse de todas as negociações de almas-votos que são feitas em Nome de Jesus? se visse “cristãos” curvados aos ídolos visíveis e invisíveis, cultuando imagens—que vão das de barro e gesso à imagem como reputação ou, marketeiramente, apenas como “imagem”? e se assistisse pela televisão a venda de todos os significados cristãos na forma de crença em objetos de energia espiritual pagã? e se visitasse uma “igreja” e assistisse filas de pessoas para andarem sobre sal grosso, ou para mergulharem em águas tonificadas do Jordão e a passarem pela Cruz de Jesus—que nesse caso é iluminada com neon e não passa de um tapume religioso extremamente brega—a fim de ganharem um carro zero, como pagamento pela sua crença? e se ele soubesse agora que a fé é um sacrifício que se expressa como dízimos, como troca de bênçãos por dinheiro, de cura pelo sacrifício de longas novenas e correntes, que só não são “quebradas” se a pessoa não deixar de largar sempre algum dinheiro no altar-bolso dos pastores? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que enojaria a Paulo, todavia, seria ver pastores oferecendo o “sangue do Cordeiro” ––e que no caso é um suco de uva—e, segundo o anuncio, a pessoa deve ir ao templo e levar para casa o “sangue do Cordeiro” a fim de ungir a casa de trás para frente e da frente para trás. Desse modo estão voltando para muito menos que as materialidades da imolação do sangue de um cordeiro—ordenada por Deus no Êxodo — indo para um poderoso suco de uva. E o suco de uva, que é menos que o sangue de um cordeiro na simbolização do Êxodo—período usado pela seita para amparar biblicamente a sua campanha de dinheiro—, é apresentado como “o Sangue do Cordeiro”, que não é mais o que Jesus fez na Cruz e é apropriado somente pela fé na Palavra, mas passou a ser um fetiche, uma pedra de toque, uma imantação animista da uva, uma regressão ao paganismo mais primitivo, uma mágica de bruxos, uma blasfêmia, um estelionato satânico de uma verdade com a qual não se brinca impunemente: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue, tem a vida eterna... As palavras que vos tenho dito são espírito e são vida”—conforme o Cordeiro. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, Paulo veria aturdido o regresso da fé evangélica aos tempos dos cultos feitos à Baal, para as imagens de escultura, para um tempo onde nem sombra ainda havia das sombras das coisas que haviam de vir.—coisas essas, que até mesmo perderam a simbolização em razão de Jesus haver sido o cumprimento de todas elas! A epistola aos Hebreus foi escrita por muitíssimo menos!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Fazer o que estão fazendo da santidade do sangue do Cordeiro, tornando-o num amuleto de infusão animista e de interesse cambista, e que se materializa num suco de uva que carrega em si o poder de benzer uma casa e protege-la de todo mal, é insuportável, enojante, blasfemo e é Anátema! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Paulo vomitaria! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E Jesus?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O escritor de Hebreus diria que estão brincando com fogo ardente e consumidor e crucificando o Filho de Deus não apenas uma segunda vez, mas todos os dias—fazendo Dele um produto de barganha, mágica e fetichismo, e que leva as pessoas não à Jesus, mas sim à “sessão”, pois, também segundo os mesmos “pastores”, Deus só fala no lugar onde eles, os pastores, estão com a sacola na mão! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E eles precisam que Deus se confine em seus templos, se imante nos seus sucos de uva—e outros produtos mágicos—e se deixe comprar pelo dinheiro depositado como sacrifício aos pés desses lobos que oferecem a Jesus como “poder” que se leva para casa em “pacote”; Cristo como “produto simbólico” que pode ser o Pai das luzes, não conforme Tiago, mas conforme Alam Kardec; o Sangue do Cordeiro como suco de uva bom para “proteger a casa”; sim! assim fazendo do que foi feito por Jesus, de Graça, de uma vez e para sempre, algo a ser vendido pelos camelôs do engano e do estelionato! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Meu Deus, e se... Paulo visse...!? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Sim, e se Paulo nos visitasse? Que epístola nos escreveria? Será que a escreveria? Será que não nos trataria como o fez com as “sinagogas” durante a sua vida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: sendo acolhido e sendo-lhe dada a palavra, ficava até ser expulso, para depois disso abrir uma nova porta à Palavra, mesmo que fosse na casa vizinha, como foi no caso de Corinto!?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, ser evangélico, antes–digo: para Paulo—significava ter compromisso de fé e vida com o Evangelho de Jesus. Hoje, ser “evangélico” é pertencer a uma “igreja”, uma instituição religiosa que roubou o direito autoral do termo, falsificou-o e se utiliza dele praticando um terrível “estelionato” simbólico. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, ser evangélico já não tem nada a ver com ser Povo das Boas Novas de Jesus, mas ser membro de uma instituição religiosa que se utiliza das terminologias, enquanto, na maior parte das vezes, nega os conteúdos originais da expressão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E se continuarmos assim, dentro de pouco tempo, quem for genuinamente evangélico—ou seja: alguém que crê conforme a Boa Nova da Graça em Cristo revelada nos evangelhos—, terá que deixar de se auto-definir desse modo sob pena de que as pessoas pensem que o Evangelho tem alguma coisa a ver com os “evangélicos”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Nos dias de hoje, quase sempre, ser “um evangélico” já não tem nada a ver com ser evangélico conforme o apostolo Paulo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje, quando um evangélico “evangeliza”, em geral, ele o faz a fim de que a “igreja” cresça como poder histórico visível. Ou seja: “evangelização” significa crescimento numérico sob o pretexto de que se quer salvar as almas do inferno. Pelo menos é isto que se diz e é isto que as “ovelhas” pensam, pura e ingenuamente. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;De fato, se se conversar ou se se tiver alguma intimidade com o meio pastoral, ver-se-á que na maioria das vezes corre-se não atrás da vida humana, mas dos recursos humanos que com as multidões também chegam para dentro do negócio religioso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não é de admirar que o marketing seja hoje um dos mais importantes instrumentos usados pela “igreja”. Apenas uma “igreja” precisa de marketing. Isto porque quem de fato é, não tem que se preocupar em parecer ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O marketing religioso é o lugar onde nossos ídolos são fabricados e polidos, de tal modo que sua “imagem” possa continuar a inspirar os devotos ou a enganar os que se impressionam com aparências.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O marketing como pro-moção pessoal, é moral, pois, é imagem de escultura, sendo, também, idolatria!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Explosão numérica, na História da Igreja, quase sempre correspondeu a diluição tanto da Palavra, como do caráter do discipulado, bem como implicou em des-significação da alma humana, afinal, uma multidão pode se beneficiar da Palavra, quando há Palavra, mas não pode experimentar reconstruções de individuação, pois, nas massas, ninguém cresce como indivíduo na comunhão fraterna, na afirmação individual e nos carinhos de quem conhece e se importa, pois, tais realidades, inexistem em todo processo de massificação. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além disso, milhares de “acomodações” precisam ser feitas em relação ao conteúdo essencial do evangelho quando se utiliza do marketing religioso ou das associações políticas, culturais e econômicas que daí advêm— ou seja: da rendição ao significado-des-significado do capital das massas, que são reduzidas apenas ao testemunho de poder majoritário que elas trazem aos lideres, enquanto as almas dos indivíduos viram apenas números.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Quando Paulo evangelizava isto significava levar às pessoas a consciência da Graça salvadora de Jesus e da possibilidade da experiência da liberdade-salvadora, tanto na perspectiva individual, como também na comunitária. O resultado, portanto, não é o surgimento de um número a mais para as estatísticas celestiais, mas uma nova criatura, que já começa a se humanizar na Terra, nos vínculos e nas mutações dinâmicas e permanentes que o Espírito da Graça, em Cristo, faz nascer no Novo Homem!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Desse modo, como já disse antes, se Paulo estivesse vivo hoje, provavelmente, ele nos diria que nós ainda não somos convertidos, pois, voltamos atrás, e aderimos aos conteúdos que negam a Cruz de Cristo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Isto nos coloca, no mínimo, diante de três reflexões. A primeira é que a atual “consciência cristã”, é, na maior parte das vezes, anti-cristã, e uma clara e escrachada negação dos conteúdos do Evangelho de Jesus! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A segunda, é a impossibilidade hermenêutica de que a Leitura da Escritura feita com “véu na face” possa nos conduzir à revelação da Palavra da Graça! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Portanto, não importa o “método” ou a “escola hermenêutica” em questão. Na Graça até o pior de todos os “métodos” trás mais revelação da Palavra que o melhor método hermenêutico usado com as viseiras da Lei, da Moral, dos Legalismos, dos Carismatismos narcisistas (que faz do totem carismático a forma referencial de ser para os demais), e seus derivados! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Todos são apenas o sub-produto da formula conceitual da Teologia Moral de Causa e Efeito! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É triste ver pessoas cristãs, inteligentes, cultas, preparadas, letradas, instruídas, e com capacidade de “ler”, não conseguirem levar as implicações do que entendem, mesmo do ponto de vista da compreensão cognitiva, até as últimas conseqüências de sua própria percepção! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E&amp;nbsp;por quê? Porque ainda estão presas às sistematizações da Lei às quais o Cristianismo subjugou a Palavra que pode nos libertar! Mas não sendo a Palavra, não liberta. E se não liberta, escraviza e gera medo!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Enquanto não se abandona o véu e se põe a cara para fora, olhando na Graça para a Graça, não se vive a dinâmica da conversão que muda não apenas as exterioridades do comportamento, mas as essências do ser e isto de modo constante e permanente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Afinal, são dinâmicas diametralmente opostas entre si: uma cobre a face, a outra a põe para fora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, isto no remete para a terceira constatação. A Teologia Moral de Causa e Efeito—que é a mãe da Síndrome do Véu—é a patrocinadora de nossas piores doenças! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O medo que esconde o ser transforma o interior humano num viveiro de enfermidades psicopatológicas. Literalmente, o ser se desvanece. Assim é que a História do Cristianismo é eivada de enfermidades numa demonstração tão escandalosa que nega a fé em Jesus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: se o Evangelho de Cristo gera algo como o Cristianismo e seus derivados históricos—incluindo-se, obviamente, os “evangélicos”—então, ele não é a Verdade!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, os cristãos, até neste particular, foram objeto de seu próprio veneno e juízo sobre os demais homens. Pregaram não a Graça, mas a teologia de causa e efeito e seus veredictos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Hoje—e não é de hoje—os mesmos critérios se voltaram contra nós. Ao nos oferecermos ao mundo como o efeito visível de nossa relação causal com Deus, e, após isto, com a maior cara-de-pau, nos exibirmos como a demonstração comportamental do efeito, sem o percebermos, demos e continuamos a dar um passo a mais em nosso auto-enagano: jactamo-nos de nosso comportamento e, sem o discernirmos, tornamo-nos aos olhos do mundo a Causa de nossa própria salvação. E como nosso “showcase” de comportamento nega a mensagem de Jesus, e, pior ainda, como nossa saúde humana e histórica não visibiliza nem mesmo aquilo do que nos jactamos—nossa superioridade Moral e humana sobre os demais homens—, caímos em nossa própria armadilha e desviamos o olhar humano do único ponto de referência para todos—para o indivíduo, a igreja e o mundo—, que é Cristo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Esta é a razão pela qual o Cristianismo, no mundo ocidental, tornou-se o principal patrocinador da des-percepção do Evangelho e o agente mais corruptor de todos os conteúdos da Verdade de Deus em Sua Palavra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo histórico se tornou o pior promoter de qualquer Palavra do Evangelho, pois, para nós, o Evangelho é apenas uma versão cristã da Lei, e de uma Lei brega, feia, estereotipada, infantil, presunçosa e des-cumprida pelos seus patrocinadores. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim, a doutrina do Purgatório é verdade para todos os cristãos—incluindo os protestantes e evangélicos! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E por quê? Ora, dizemo-nos “salvos” pela Graça, na chegada. Daí em diante, somos “santificados” pela Lei. Então, ficamos num limbo, num purgatório existencial sobre a Terra, pois, nem nos tornamos filhos da Graça a vida toda e nem nos entregamos aos rigores da Lei com honestidade. Desse modo, não usufruímos nem a saúde e nem a paz que vem da Graça e, nem tampouco, conseguimos viver pela Lei. Ou seja: vivemos em permanente estado de transgressão e culpa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E quanto mais existimos nesse “purgatório”, mais orgulhosos, raivosos, arrogantes e mal-humorados nos tornamos. Afinal, nós sabemos que nós não passamos de um grande “estelionato” histórico, pois, no coração, nós temos consciência de que não somos nem uma coisa nem outra: nem Gente da Graça e nem tampouco o Povo da Lei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Então, nos tornamos os doentes que vendem cura!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Somos como o homem que sofreu um derrame generalizado—perdendo seus movimentos e poder de agir—e, ainda assim, se oferece ao mundo para dar aula de levantamento de peso, estética corpórea, e garante que é capaz de correr as Olimpíades, não sendo capaz de nem mesmo enxugar a própria baba que cai de seus lábios arrogantemente murchos, e, muito menos ainda, é capaz de cuidar do próximo que vive ao seu lado no mesmo estado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo não se enxerga. E os cristãos, raramente, o conseguem fazer!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Meu trabalho há muitos anos é tentar separar, ante a percepção histórica das pessoas, o que é o Evangelho daquilo no que o Cristianismo se tornou. Assim, vou vendo muitos voltarem a Cristo, ainda que, em muitos casos, jamais consigam botar os pés numa “igreja”. E, agindo assim, penso estar, de fato, também evangelizando, anunciando a Boa Nova aos Gentios como eu mesmo; ou seja: dizendo-lhes que estamos livres do Cristianismo a fim de podermos servir a Deus em novidade de vida e não segundo a caducidade da letra e nem tampouco de acordo com a perversão cristã do evangelho. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Assim faço por julgar que essa é a única maneira de ajudar aqueles que encontraram a Jesus, mas que jamais conseguiram encontrar na Terra a Sua Igreja porque esta não está perceptível aos nossos sentidos históricos, institucionalmente falando!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O Cristianismo não carrega nem os conteúdos do Evangelho e nem se parece com Jesus! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E como creio que o Evangelho de Cristo é a Verdade que liberta, só posso—juntamente com milhões de outros seres humanos—, pensar que o que experimentamos, na maior parte do tempo, até aqui, é uma “falsificação do evangelho”, especialmente porque os conteúdos do Evangelho de Cristo foram institucionalizados como doutrinas ( a letra mata) e formas (odres envelhecem) que negam a Graça, a Misericórdia e a Liberdade em fé, que Jesus conquistou na Cruz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Jesus não veio ao mundo para criar um Circo, em alguns casos; uma Penitenciária, conforme outros casos; um Estado Soberano, conforme o Vaticano Católico e os “vaticaninhos” dos outros grupos e seitas cristãs; e, nem tampouco, um Hospício, como acontece na maioria dos casos! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Além disto, Ele não veio ao mundo para que Sua mensagem se transformasse numa ideologia moral ou política; e, nem ainda, para que ela, a mensagem, gerasse uma espécie de Admirável Mundo Novo, onde, pelo controle, todos se tornassem clones de comportamentos que matam as produções individuais e saudáveis das dinâmicas do ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo a Reforma Protestante não percebeu o tamanho nem a profundidade do engano ao qual nós, cristãos, nos havíamos rendido, inconscientemente, é claro!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As 95 tese de Lutero puseram a Escritura, Cristo, a Graça e a Fé num pacote “sistematizado”, como se fossem coisas diferentes uma da outra.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O que nem Lutero e nem Calvino—o mais culto deles, embora Lutero pareça ter sido mais humano em suas expressões francas sobre sua condição humana— perceberam em plenitude, é que havia não apenas uma “Reforma Doutrinária” a ser feita, mas, muito antes disso, uma “Desconstrução do Pressuposto Conceitual” a ser realizada!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E por quê? Porque o problema não era, sobretudo, “doutrinário”. Os erros doutrinários da Igreja Católica não eram “tópicos isolados”. Eles eram todos o sub-produto da mesma e única coisa: a Teologia Moral de Causa e Efeito, que estava presente em tudo e que continuou, mesmo que sob outras insígnias, a determinar também os valores do Protestantismo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Crendo assim, Lutero não precisaria de 95 teses. Bastava uma. E essa é aquela “única” tese de Paulo em todas as suas epístolas: a Graça de Cristo é o fim de toda Lei e o começo-realizado de toda Vida, para a paz e a justiça de todo aquele que crê! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;As demais “teses” não passavam de aplicativos históricos e circunstanciais, mas o Protestantismo as transformou, posteriormente, em letras e formas fixas, perdendo assim, outra vez, as mobilidades e liberdades histórico-aplicativas da missão de fazer nascer uma reforma que sempre se auto-reformasse, conforme os tempos e as épocas, e de acordo com a Imutabilidade dos Princípios da Palavra. A tese, portanto, é uma só. Os aplicativos e suas des-construções e re-construções é que precisam ser permanentemente re-atualizados!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;E mais: é somente quando se tem a coragem de se fazer essa ruptura radical é que o véu sai da face e nós ganhamos, movidos pelas certezas da fé na Graça, a coragem de botar o rosto para fora, saindo de nossos medos, sombras, fobias e auto-justificações neuróticas!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, perdoem-me os irmãos que beatificaram São Lutero e São Calvino—que, sem dúvida, são “santos protestantes” com as mesmas características de infalibilidade interpretativa da Escritura de um Papa Católico—, acerca dos quais eu digo, sendo muito menos atrevido do que Paulo— quando do ponto de vista judaico de seus dias, disse “E não somos como Moisés...”—, que aqueles dois baluartes da fé, Lutero e Calvino, ainda ficaram aquém do que é radicalmente proposto, pois, por razões que somente a Deus pertencem&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caio Fábio&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-369614139441991702?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/369614139441991702/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/07/doenca-do-veu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/369614139441991702'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/369614139441991702'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/07/doenca-do-veu.html' title='A DOENÇA DO VÉU!'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-YOFHp0B3BA4/TijsRBPF6EI/AAAAAAAAAoU/1f4K0usZzss/s72-c/veu.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2150888634706917179</id><published>2011-07-14T13:13:00.000-07:00</published><updated>2011-07-14T13:22:19.138-07:00</updated><title type='text'>De qual denominação você é?</title><content type='html'>A pergunta mais frequente de quem tem na própria vida o mesmo espírito do video publicado no site do Caio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;iframe width="425" height="349" src="http://www.youtube.com/embed/lGxsTBHmJR4" frameborder="0" allowfullscreen&gt;&lt;/iframe&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sacralizaram as estruturas religiosas.&amp;nbsp;Esse mal, não é somente privilégio do cristianismo.&lt;br /&gt;Assista o vídeo e reflita sobre a tua religiosidade e aquilo que realmente tem valor diante de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pare e pense&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2150888634706917179?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2150888634706917179/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/07/de-qual-denominacao-voce-e.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2150888634706917179'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2150888634706917179'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/07/de-qual-denominacao-voce-e.html' title='De qual denominação você é?'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://img.youtube.com/vi/lGxsTBHmJR4/default.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-4317206224186769976</id><published>2011-06-29T07:19:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T07:24:15.320-07:00</updated><title type='text'>Deus nos livre de um Brasil evangélico</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-zI2GwjlvpSo/Tgs0XnlyXxI/AAAAAAAAAoQ/OgTcqpNy3UU/s1600/Tulips.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-zI2GwjlvpSo/Tgs0XnlyXxI/AAAAAAAAAoQ/OgTcqpNy3UU/s320/Tulips.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; color: black; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 11px; text-align: left;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;Começo este texto com uns 15 anos de atraso. Eu explico. Nos tempos em que outdoors eram permitidos em São Paulo, alguém pagou uma fortuna para espalhar vários deles, em avenidas, com a mensagem: “São Paulo é do Senhor Jesus. Povo de Deus, declare isso”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rumino o recado desde então. Represei qualquer reação, mas hoje, por algum motivo, abriu-se uma fresta em uma comporta de minha alma. Preciso escrever sobre o meu pavor de ver o Brasil tornar-se evangélico. A mensagem subliminar da grande placa, para quem conhece a cultura do movimento, era de que os evangélicos sonham com o dia quando a cidade, o estado, o país se converterem em massa e a terra dos tupiniquins virar num país legitimamente evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando afirmo que o sonho é que impere o movimento evangélico, não me refiro ao cristianismo, mas a esse subgrupo do cristianismo e do protestantismo conhecido como Movimento Evangélico. E a esse movimento não interessa que haja um veloz crescimento entre católicos ou que ortodoxos se alastrem. Para “ser do Senhor Jesus”, o Brasil tem que virar "crente", com a cara dos evangélicos. (acabo de bater três vezes na madeira).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Avanços numéricos de evangélicos em algumas áreas já dão uma boa ideia de como seria desastroso se acontecesse essa tal levedação radical do Brasil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imagino uma Genebra brasileira e tremo. Sei de grupos que anseiam por um puritanismo moreno. Mas, como os novos puritanos tratariam Ney Matogrosso, Caetano Veloso, Maria Gadu? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não gosto de pensar no destino de poesias sensuais como “Carinhoso” do Pixinguinha ou “Tatuagem” do Chico. Será que prevaleceriam as paupérrimas poesias do cancioneiro gospel? As rádios tocariam sem parar “Vou buscar o que é meu”, “Rompendo em Fé”?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma história minimamente parecida com a dos puritanos provocaria, estou certo, um cerco aos boêmios. Novos Torquemadas seriam implacáveis e perderíamos todo o acervo do Vinicius de Moraes. Quem, entre puritanos, carimbaria a poesia de um ateu como Carlos Drummond de Andrade?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como ficaria a Universidade em um Brasil dominado por evangélicos? Os chanceleres denominacionais cresceriam, como verdadeiros fiscais, para que se desqualificasse o alucinado Charles Darwin. Facilmente se restabeleceria o criacionismo como disciplina obrigatória em faculdades de medicina, biologia, veterinária. Nietzsche jazeria na categoria dos hereges loucos e Derridá nunca teria uma tradução para o português.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mozart, Gauguin, Michelangelo, Picasso? No máximo, pesquisados como desajustados para ganharem o rótulo de loucos, pederastas, hereges.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Brasil evangélico não teria folclore. Acabaria o Bumba-meu-boi, o Frevo, o Vatapá. As churrascarias não seriam barulhentas. O futebol morreria. Todos seriam proibidos de ir ao estádio ou de ligar a televisão no domingo. E o racha, a famosa pelada, de várzea aconteceria quando?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Brasil evangélico significaria que o fisiologismo político prevaleceu; basta uma espiada no histórico de Suas Excelências nas Câmaras, Assembleias e Gabinetes para saber que isso aconteceria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um Brasil evangélico significaria o triunfo do “american way of life”, já que muito do que se entende por espiritualidade e moralidade não passa de cópia malfeita da cultura do Norte. Um Brasil evangélico acirraria o preconceito contra a Igreja Católica e viria a criar uma elite religiosa, os ungidos, mais perversa que a dos aiatolás iranianos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada vez que um evangélico critica a Rede Globo eu me flagro a perguntar: Como seria uma emissora liderada por eles? Adianto a resposta: insípida, brega, chata, horrorosa, irritante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Prefiro, sem pestanejar, textos do Gabriel Garcia Márquez, do Mia Couto, do Victor Hugo, do Fernando Moraes, do João Ubaldo Ribeiro, do Jorge Amado a qualquer livro da série “Deixados para Trás” ou do Max Lucado.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Toda a teocracia se tornará totalitária, toda a tentativa de homogeneizar a cultura, obscurantista e todo o esforço de higienizar os costumes, moralista.&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;O projeto cristão visa preparar para a vida. Cristo não pretendeu anular os costumes dos povos não-judeus. Daí ele dizer que a fé de um centurião adorador de ídolos era singular; e entre seus criteriosos pares ninguém tinha uma espiritualidade digna de elogio como aquele soldado que cuidou do escravo.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Levar a boa notícia não significa exportar uma cultura, criar um dialeto, forçar uma ética. Evangelizar é anunciar que todos podem continuar a costurar, compor, escrever, brincar, encenar, praticar a justiça e criar meios de solidariedade; Deus não é rival da liberdade humana, mas seu maior incentivador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, Deus nos livre de um Brasil evangélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Soli Deo Gloria&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; color: black; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; text-align: left;"&gt;&lt;strong&gt;Ricardo Gondim&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-4317206224186769976?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/4317206224186769976/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/06/deus-nos-livre-de-um-brasil-evangelico.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4317206224186769976'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4317206224186769976'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/06/deus-nos-livre-de-um-brasil-evangelico.html' title='Deus nos livre de um Brasil evangélico'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-zI2GwjlvpSo/Tgs0XnlyXxI/AAAAAAAAAoQ/OgTcqpNy3UU/s72-c/Tulips.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2174592493051148369</id><published>2011-06-29T07:01:00.000-07:00</published><updated>2011-06-29T07:03:33.704-07:00</updated><title type='text'>Confissões de um Exdependente de Igreja</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; color: black; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: calibri, verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 11px;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 0px; -webkit-border-vertical-spacing: 0px; -webkit-text-decorations-in-effect: none; -webkit-text-size-adjust: auto; -webkit-text-stroke-width: 0px; border-collapse: separate; color: black; letter-spacing: normal; orphans: 2; text-indent: 0px; text-transform: none; white-space: normal; widows: 2; word-spacing: 0px;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="-webkit-border-horizontal-spacing: 2px; -webkit-border-vertical-spacing: 2px; color: #333333; font-family: calibri, verdana, sans-serif; font-size: 11px; line-height: 11px;"&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-hWyM4uAGiwY/Tgsv8E-jmCI/AAAAAAAAAoI/djDXVhvji4I/s1600/Desert.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://3.bp.blogspot.com/-hWyM4uAGiwY/Tgsv8E-jmCI/AAAAAAAAAoI/djDXVhvji4I/s320/Desert.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="color: #333333; font-family: calibri, cambria, verdana, &amp;quot;trebuchet ms&amp;quot;, arial, helvetica, sans-serif; font-size: 15px; line-height: 1.6em; padding-bottom: 25px; padding-top: 7px; text-align: left; text-decoration: none; word-spacing: 0.05em;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="color: white;"&gt;Outro dia um pastor observou que eu deveria confessar ao leitor impenitente da Bacia, que não tem como concluir isso lendo apenas o que escrevo, que não vou à igreja faz mais de dez anos. Ele dava a entender que essa confissão provocaria uma queda sensível na minha popularidade; percebi imediatamente que ele estava certo, e que mais cedo ou mais tarde teria, para podar os galhos da celebridade (porque a fama é uma espécie de compreensão), deixar de contornar indefinidamente o assunto.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Quanto mais penso na questão, no entanto, mais chego à conclusão que o que tenho de confessar é o contrário, e ao resto do mundo, não aos amigos que convivem com desenvoltura entre termos como gazofilácio, genuflexão, glossolalia e graça irresistível. Devo explicações à gente comum que vê o domingo, incrivelmente, como dia de descanso – dia de ir à praia, de andar de bicicleta no parque, de abraçar os amigos ao redor de um churrasco, de correr atrás de uma bola ou de encontrar a paz diante de uma lata de cerveja e uma tela radiante.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Preciso confessar que durante trinta anos fui consumidor de igreja. Durante trinta anos fui dependente de igreja e trafiquei na sua produção.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Devo confessar o mais grave, que durante esses anos abracei a crença (em nenhum momento abalizada pela Escritura ou pelo bom senso) que identificava a qualidade da minha fé com minha participação nas atividades – ao mesmo tempo inofensivas, bem-intencionadas e auto-centradas – de determinada agremiação. Em retrospecto continuo crendo em mais ou menos tudo que cria naquela época, porém essa crença confortante e peculiar (espiritualidade = participação na igreja institucional) fui obrigado contra a vontade, contra minha inclinação e contra a força do hábito, a abandonar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Preciso deixar claro que não guardo daqueles anos qualquer rancor; de fato não trago deles nenhuma recordação que não esteja envolta em mantos de nostalgia e carinho. Ao contrário de alguns, não sinto de forma alguma ter sido abusado pela igreja institucional; sinto, ao invés disso, como se tivesse sido eu a abusar dela. Minha impressão clara não é ter sido prejudicado pela igreja, mas de tê-la usado de forma contínua e consistente para satisfazer meus próprios apetites – apetites por segurança, atenção, glória, entretenimento, aceitação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Se hoje encaro aqueles dias como uma forma de dependência é porque acabei aceitando o fato de que a igreja como é experimentada – o conjunto de coisas, lugares, atividades e expectativas para as quais reservamos o nome genérico de igreja – representam um sistema de consumo como qualquer outro. As pessoas consomem igreja não apenas da forma que um dependente consome cocaína, mas da forma que adolescentes consomem telefones celulares e celebridades consomem atenção – isto é, com candura, com avidez, mas muitas vezes para o seu próprio prejuízo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Todo sistema de consumo confere alguma legitimação, isto é fornece ao consumidor pequenas seguranças e pequenas premiações que fazem com que ele se sinta bem, sinta-se uma pessoa melhor (ou em condições privilegiadas) por estar desfrutando de um produto ou serviço de que – e isto é importante na lógica interna da coisa – não são todos que desfrutam.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;As igrejas institucionais, por mais bem-intencionadas que sejam (e, creia-me, há muito mais gente bem-intencionada envolvida na criação e na sustentação delas do que seria de se supor) funcionam precisamente dessa maneira. Não é a toa que tanto a palavra quanto o conceito&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;propaganda&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;nasceram, historicamente falando, nos salões eclesiásticos. Se hoje há shopping centers e roupas de marca é porque a igreja inventou o conceito de propaganda e de consumo de massa. Foi a igreja a primeira a vender a idéia de que vestir determinada camisa e ser visto em determinada companhia demonstram eficazmente o seu valor como pessoa; foi a primeira a promover a noção simples (mas cujo tremendo poder as corporações acabaram descobrindo) de que o que você consome mostra que tipo de pessoa você é.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;As pessoas que consomem igreja não têm em geral qualquer consciência de que estão se dobrando a um sistema de consumo, mas as evidências estão ali para quem quiser ver. A igreja não é um lugar a que se vai ou um grupo de pessoas que se abraça, mas uma marca que se veste, um produto que se consome continuamente. Tudo de bom que costumamos dizer sobre a igreja reflete, secretamente, essa nossa obsessão com o consumo – “o louvor foi uma benção”, “o sermão foi profundo”, “o coro cantou com perfeição”, “a palavra atingiu os corações”, “Deus falou comigo”. Em outra palavras, tudo que temos a dizer sobre a experiência da igreja são&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;slogans&lt;/em&gt;. Na qualidade de consumidores, o que fazemos é retroalimentar nossa dependência, promovendo continuamente nosso produto na esperança de angariar mais consumidores e portanto mais legitimação.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;O curioso, o verdadeiramente paradoxal, é que nada nesse sistema circular de consumo (ou em qualquer outro) tem qualquer relação com espiritualidade, com fé ou com a herança de Jesus. Ao contrário, sabemos ao certo que Jesus e os apóstolos bateram-se até a morte no esforço de demolir a tendência muito humana de encarcerar (isto é, satisfazer) os anseios emocionais e espirituais das pessoas em sistemas de consumo e legitimação (isto é, sistemas de controle).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;O russo Leo Tolstoi acreditava que, diante da suprema singeleza do ensino de Jesus, levantar (e em seu nome!) uma máquina implacável e arbitrária como a igreja equivalia a&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/isto-aconteceu-quando-jesus-revelava-sua-doutrina-aos-homens" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;restaurar o inferno&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;depois que Jesus tornou o inferno obsoleto. De minha parte, vejo a igreja institucional como um refúgio construído por mãos humanas para nos proteger das terríveis liberdades e responsalidades dadas por Deus a cada mortal e que Jesus desempenhou de modo tão espetacular. Por outro lado, talvez esse refúgio seja ele mesmo o inferno.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;No fim das contas você não encontrará na igreja nada que não seja inteiramente atraente e desejável, e aqui está grande parte do problema. Vá a um templo evangélico no domingo de manhã e o que vai encontrar é gente amável, respeitável, ordeira, de banho tomado, sorridente, perfumada e usando suas melhores roupas – e é preciso reconhecer que há um público para esse tipo irresistível de companhia. O bom-mocismo reinante é tamanho, na verdade, que não resta praticamente coisa alguma do escândalo inicial do evangelho. Enquanto descansamos nesse abraço comum a verdadeira igreja, onde estiver (e talvez exista apenas no futuro), estará por certo mais próxima do dono do bar, da vendedora de jogo do bicho, do travesti exausto da esquina, do divorciado com seu laptop, dos velhinhos que babam em desamparo e das crianças que alguém deixou para trás. Certamente não usará gravata e não terá orçamento anual nem endereço fixo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Portanto nada tenho contra aquilo que a igreja diz, que é em muitos sentidos bom e justo, mas não tenho como continuar endossando aquilo que a igreja&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;dá a entender&lt;/em&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;– sua mensagem subliminar, por assim dizer, mas que fala muitas vezes mais alto do que qualquer outra voz. Com o discurso eclesiástico oficial eu poderia conviver indefinidamente (como de fato já fiz), mas seu meio é na verdade sua mensagem, e frequentar uma igreja é dar a entender:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;1. Que aquela facção da igreja é de algum modo mais notável, e portanto mais legítima, do que todas as outras;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;2. Que o modo genuíno de se exercer o cristianismo é estar presente nas reuniões regulares e demais atividades de determinada agremiação, ou seja, que a devoção é uma espécie de prêmio de assiduidade;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;3. Que&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/a-seducao-da-ortodoxia" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;o conteúdo da crença&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;é mais importante do que&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/2007/minha-fe-nao-e-aquilo-em-que-acredito" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;o desafio da fé&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;4. Que o caminho do afastamento do mundo,&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/quarto-passo-viva-inteiramente-inserido-no-seu-mundo" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;segundo o exemplo de João Batista&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;, é mais digno de imitação do que o caminho do envolvimento com o mundo,&lt;span class="Apple-converted-space"&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.baciadasalmas.com/2006/1-viva-a-intolerancia" style="border-bottom-color: rgb(140, 34, 27); border-bottom-style: dotted; border-bottom-width: 1px; color: #333333; text-decoration: none;"&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;segundo a vida de Jesus&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;5. Que o modo de vida baseado na busca circular pela legitimação é mais respeitável do que o das pessoas que conseguem viver sem recorrer a esses refrigérios;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;6. Que o modo adequado de honrar a herança de Jesus é dançar em celebração ao redor do seu nome, ignorando em grande parte o que ele fez e diz.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Está confirmada, portanto, a ambivalência da minha posição em relação à igreja institucional. Por um lado, sinto falta dos seus confortos; por esse mesmo lado, respeito a inegável riqueza de sua herança cultural, que não gostaria de ver de modo algum apagada. Por outro lado, ressinto-me de que o nome singular de Jesus permaneça associado a um monstro burocrático no que tem de mais inofensivo e opressor no que tem de mais perverso, quando sua vida foi a de um matador de dragões dessa precisa natureza. Dito de outra forma, não tenho como condenar a permanência de alguma manifestação da igreja, mas não tenho como justificá-lo se você faz parte de uma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Em janeiro de 1996 Walter Isaacson perguntou a Bill Gates a sua posição sobre espiritualidade e religião. Sua resposta entrará para os anais da infâmia – e não a dele. “Só em termos de alocação de recursos, a religião já não é coisa muito eficiente. Há muita coisa que eu poderia estar fazendo domingo de manhã”. Em resumo, o que dois mil anos de cristianismo institucional ensinaram ao homem mais antenado da terra é que religião é o que os cristãos fazem no domingo de manhã.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Só não ouse criticar o cara por sua visão rasa de espiritualidade. Fomos nós que demos essa impressão a ele, e só a nós cabe encontrar maneiras de provar que ele está errado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Invente uma.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: white;"&gt;Paulo Brabo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2174592493051148369?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2174592493051148369/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/06/confissoes-de-um-exdependente-de-igreja.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2174592493051148369'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2174592493051148369'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/06/confissoes-de-um-exdependente-de-igreja.html' title='Confissões de um Exdependente de Igreja'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-hWyM4uAGiwY/Tgsv8E-jmCI/AAAAAAAAAoI/djDXVhvji4I/s72-c/Desert.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-6460254028950166191</id><published>2011-06-13T07:42:00.000-07:00</published><updated>2011-06-12T20:25:31.247-07:00</updated><title type='text'>O Jesus Terreno e o Cristo Extraterrestre</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TAfBQ80zDSI/AAAAAAAAAgA/MZkd_DyzM8o/s1600/Jesus.jpg"&gt;&lt;img alt="" border="0" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5478559968669142306" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TAfBQ80zDSI/AAAAAAAAAgA/MZkd_DyzM8o/s320/Jesus.jpg" style="cursor: hand; float: left; height: 213px; margin: 0px 10px 10px 0px; width: 217px;" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;O primeiro capítulo do livro de Atos dos Apóstolos narra uma das separações mais dramáticas da história, a ascensão de Jesus ao céu diante dos olhos marejados e perplexos de seus discípulos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A cena inspirou artistas plásticos e poetas ao longo de dois milênios; no que me diz respeito sua encarnação mais notável é a seqüência final de E.T., o Extraterrestre (Steven Spielberg, 1982), em que Elliott e seus familiares, embalados por uma fantástica brisa sublunar e pela trilha sonora espetacular de John Williams, observam a nave de E.T. desaparecer no céu estrelado deixando um rastro que é um arco-íris quase horizontal.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Steven Spielberg já deixou muito claro que E.T. não deve voltar à terra numa continuação, e esperemos que fale sério; Jesus, ao contrário, assegurou aos seus fãs que retornaria. Quando se leva em conta que Atos é uma Parte 2, uma declarada continuação do evangelho de Lucas, deve ficar claro que trata-se de uma continuação cuja dramaticidade é imediatamente prejudicada pela ausência do protagonista da Parte 1. É como se Spielberg resolvesse filmar uma continuação de E.T. em que o próprio E.T. não aparecesse na tela em momento algum. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Poderia ser até um grande filme, mas muita gente sairia do cinema sentindo-se traída; a expectativa de um fã/seguidor é ver a tela cheia com o rosto familiar do protagonista – ou contar pelo menos com o consolo de saber que seu nome não está sendo usado em vão numa continuação que nada tem a ver com ele. O momento mais importante da narrativa é portanto este, o da seminal cisão na experiência da humanidade com Jesus. “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.” Terminara visivelmente a era do Jesus terreno e começava uma inconcebível outra, em que o Filho do Homem angariaria uma nova fama e um novo nome. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Os protagonistas do livro de Atos teriam de conviver, pela primeira vez, com a idéia e com as implicações de um Cristo extraterrestre. Em termos históricos, o Jesus terreno é o indomável rabi de pés empoeirados que contava histórias cheias de ironia, bebia com agiotas e tinha os pés massageados por prostitutas. É o homem que desdobrava bem-aventuranças, dizia que os pecadores são gente mais notável do que os carolas e ensinava que para serem dignos de Deus (“filhos de Deus”, ele dizia) seus seguidores deveriam amar os seus inimigos e emprestar sem esperar receber de volta. O homem muito real que comia, chorava, abraçava, dormia, pedia água, sangrava e morreu. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Cristo extraterrestre é o Jesus ressurreto e coroado de glória, ausente em pessoa porque está presente no céu, sentado no lugar de absoluta honra à direita de Deus. É o Jesus dos hinos de Paulo, o Adão que deu certo, o irmão mais velho de uma nova e afortunada geração, o admirável Senhor em quem reside, vertiginosamente, “toda a plenitude”. É o Verbo cósmico de volta ao seio da divindade; é o Messias sofredor em sua nova carreira de Rei da Glória.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Cristo extraterrestre é o Jesus de todas as teologias tradicionais: o grande Salvador, o grande Senhor, o grande e terrível Unigênito de Deus. É o interventor que intercede constantemente em favor da justiça, o Filho que merece a admiração incessante do Pai (e portanto do universo), o juiz que aguarda impaciente o momento de retribuir, o derramador de graça em nome de quem são feitas todas as orações. É um homem espiritual, e os teólogos não estão certos sobre se restam em seu corpo espiritual cicatrizes da terra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A partir deste ponto, como veremos, a narrativa de Atos (e na verdade todo o restante do Novo Testamento) só terá aparentemente olhos e ouvidos para o Jesus extraterrestre, o Cristo ressurreto. Se digo “aparentemente” é porque espero que quando os testemunhos forem devidamente ouvidos não seja realmente assim.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se o Jesus terreno era o sujeito notável que penso que era, deve ser possível encontrar traços de sua radioatividade nas aventuras posteriores dos seguidores do Cristo extraterrestre. Porém, neste momento da nossa própria narrativa pessoal, estabelecer a distinção entre o Jesus terreno e o Cristo extraterrestre pode ser relevante por mais de um motivo. Em primeiro lugar, analisar essa distinção é importante porque, embora o Cristo extraterrestre esteja longe de ser unanimidade, o Jesus terreno conta com a admiração de praticamente todo mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Ateus, agnósticos, muçulmanos, hindus, judeus e ideólogos de todas as estirpes, mesmo quando demonstram repugnância diante da história da igreja ou da idéia da divindade de Cristo, estarão em grande parte dispostos a admitir a singularidade e a relevância do Jesus terreno. Mesmo quem recusa-se com convicção a ajoelhar-se diante do Deus Filho acaba dobrando-se voluntariamente diante do Filho do Homem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;É incrível reconhecer que o Jesus da narrativa dos evangelhos, o Jesus anterior a qualquer teologia, angariou irresistivelmente (e continua angariando) a admiração de gente que não via nada de particularmente admirável no cristianismo institucional. Agnósticos convictos como H. G. Wells, salvadores da humanidade como Gandhi, miseráveis como Tolstoi, teimosos como Nietzsche e pensadores radicais como Wilhelm Reich – todos esses críticos empedernidos do cristianismo – deixaram singelo testemunho de sua admiração pelo Jesus dos evangelhos: alguns ao ponto de se considerarem seguidores dele. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Vê-se portanto, que a cisão entre o Jesus da terra e o do céu deixou uma fratura histórica que ziguezagueou obedientemente até a nossa porta. A rachadura ainda divide o mundo. Grosso modo, os cristãos sentem repugnância pelo mundo e atração pelo Cristo extraterrestre; o mundo sente atração pelo Jesus terreno e repugnância pelos cristãos. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O que me interessa em especial é determinar por que os cristãos, historicamente falando, abraçaram com convicção o Jesus “espiritual” da teologia e relegaram a um distante segundo plano o Jesus de carne e osso e suas impensáveis exigências. Parte da resposta, obviamente, acabo de dar. Essa obsessão dos cristãos com o Cristo extraterrestre é o segundo motivo pelo qual creio que a questão precisa ser resolvida ou pelo menos adequadamente equacionada. Quando e de que modo ficou determinada a “vitória” final do Cristo ressurreto sobre o Jesus de carne? Que sua vitória foi esmagadora não espero que ninguém ouse negar. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Quando pensam em Jesus – dizendo melhor, quando pensam num Jesus relevante para o momento presente – os cristãos pensam inevitavelmente no Cristo extraterrestre. É diante dele que despejam suas súplicas e suas reclamações; é sua companhia que almejam e seu conforto que esperam; é a ele que adoram e é no seu esplendor que entrevêem a glória do próprio Deus. É sua voz que esperam ouvir. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;O Jesus de carne e osso dos evangelhos (sua postura, sua companhia, suas ironias, suas lealdades) é visto secretamente como manifestação embaraçosa do insondável senso de humor divino. Ao mesmo tempo esse Jesus terreno é publicamente respeitado como honroso precursor, um segundo João Batista cuja função era preparar o terreno para a chegada do novo e aprimorado Jesus da glória. O rabi da Galiléia é visto como um ponto provisório do trajeto, não o Caminho em si. Devidamente orientados pelos que interpretaram a narrativa para nós, os cristãos aprenderam a não procurar Jesus na terra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Procuramo-lo incessantemente no céu, que é o seu ambiente. Como fulcro desse escândalo todo, o testemunho do livro de Atos deve ser considerado importante, talvez vital. Aqui estão as vozes e as vidas da única geração para a qual esses dois adversários, o Jesus terreno e o Cristo extraterrestre, eram uma mesma e espantosa pessoa. Esses seus seguidores, que tinham ouvido do Jesus terreno que não se pode servir a dois senhores, teriam que determinar em pouco tempo sobre quem deitariam as suas lealdades. E a primeira voz divina que ouviram, enquanto ainda olhavam assombrados para a nuvem que ocultara deles o seu Jesus, explicou-lhes que Jesus não deveria ser procurado no céu.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Por Paulo Brabo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom!&lt;br /&gt;Wagner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-6460254028950166191?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/6460254028950166191/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/06/o-jesus-terreno-e-o-cristo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6460254028950166191'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6460254028950166191'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/06/o-jesus-terreno-e-o-cristo.html' title='O Jesus Terreno e o Cristo Extraterrestre'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TAfBQ80zDSI/AAAAAAAAAgA/MZkd_DyzM8o/s72-c/Jesus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-6661005751501674438</id><published>2011-06-02T21:35:00.000-07:00</published><updated>2011-06-02T21:35:40.125-07:00</updated><title type='text'>Comensalidade: refazer a humanidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-b7YuLkPGxqI/TehkVr92V-I/AAAAAAAAAoE/2fxaKt3quNA/s1600/Boff111.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320px" src="http://4.bp.blogspot.com/-b7YuLkPGxqI/TehkVr92V-I/AAAAAAAAAoE/2fxaKt3quNA/s320/Boff111.jpg" t8="true" width="226px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Comensalidade significa comer e beber juntos ao redor da mesma mesa. Esta é uma das referências mais ancestrais da familiariedade humana pois aí se fazem e se refazem continuamente as relações que sustentam a família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesa antes que um móvel remete a uma experiência existencial e a um rito. Ela representa o lugar privilegiado da família, da comunhão e da irmandade. Partilha-se o alimento e junto com ele, comunica-se a alegria de encontrar-se, o bem-estar sem disfarces, a comunhão direta que se traduz pela sem cerimônia dos comentários dos fatos cotidianos, das opiniões sem censura sobre os acontecimentos da crônica local, nacional e internacional. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os alimentos são mais que coisas materiais. São sacramentos do encontro e da comunhão. O alimento é apreciado e feito assunto de comentários. A maior alegria da mãe ou da cozinheira é perceber a alegria dos comensais. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas importa reconhecer que a mesa é também lugar de tensões e de conflitos familiares, onde as coisas são discutidas abertamente, diferenças são explicitadas e acertos podem ser estabelecidos. Onde há também silêncios perturbadores que revelam todo um mal-estar coletivo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cultura contemporânea modificou de tal forma a lógica do tempo cotidiano em função do trabalho e da produtividade que enfraqueceu a referência simbólica da mesa. Esta foi reservada para os domingos ou para os momentos especiais, de festa ou de aniversário, quando os familiares e amigos se encontram. Mas, via de regra, deixou de ser o ponto de convergência permanente da família. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mesa familiar foi substituída lamentavelmente pelo fast food que permite apenas a nutrição mas não a comensalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A comensalidade é tão central que está ligada à própria essência do ser humano enquanto humano. Há sete milhões de anos, teria começado a separação lenta e progressiva entre os símios superiores e os humanos, a partir de um ancestral comum. A especificidade do ser humano surgiu de forma misteriosa e de difícil reconstituição histórica. Entretanto, etnobiólogos e arqueólogos nos acenam para um fato singular: quando nossos antepassados antropóides saíam a recoletar frutos, sementes, caças e peixes não comiam individualmente o que conseguiam reunir. Tomavam os alimentos e os levavam ao grupo. E ai praticavam a comensalidade: distribuiam os alimentos entre si e comiam-nos grupal e comunitariamente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Portanto, a comensalidade que supõe a solidariedade e a cooperação de uns para com os outros, permitiu o primeiro salto da animalidade em direção da humanidade. Foi só um primeiríssimo passo, mas decisivo porque coube a ele inaugurar a característica básica da espécie humana, diferente de outras espécies complexas (entre os chimpanzés e nós há apenas 1,6% de diferença genética): a comensalidade, a solidariedade e a cooperação no comer. Essa pequena diferença faz toda uma diferença. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essa comensalidade que ontem nos fez humanos, continua ainda hoje a fazer-nos sempre de novo humanos. Por isso, importa reservar tempos para a mesa em seu sentido pleno da comensalidade e da conversação livre e desinteressada. Ela é uma das fontes permanentes de refazimento da humanidade hoje globalmente anêmica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-6661005751501674438?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/6661005751501674438/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/06/comensalidade-refazer-humanidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6661005751501674438'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6661005751501674438'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/06/comensalidade-refazer-humanidade.html' title='Comensalidade: refazer a humanidade'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-b7YuLkPGxqI/TehkVr92V-I/AAAAAAAAAoE/2fxaKt3quNA/s72-c/Boff111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-7505128902329522740</id><published>2011-05-23T22:00:00.000-07:00</published><updated>2011-05-23T22:02:30.771-07:00</updated><title type='text'>Ganhei nova fé</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-vjAB6eBIiKY/Tds7HcAj5yI/AAAAAAAAAoA/xzROlhNDqPU/s1600/quebrantar+22.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-vjAB6eBIiKY/Tds7HcAj5yI/AAAAAAAAAoA/xzROlhNDqPU/s320/quebrantar+22.jpg" width="275" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Recebo muitos pedidos para que volte e ser o "Ricardo de antigamente". Impossível voltar ao passado e mais impossível ainda, vestir os andrajos que o tempo corroeu. Muitas&amp;nbsp;coisas perderam&amp;nbsp;ímpeto dentro de mim. Hoje, algumas afirmações se esvaziam antes mesmo de alcançarem&amp;nbsp;meu coração. Certas concepções já não fazem sentido quando organizo a minha existência.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Ganhei nova fé.&amp;nbsp; Não acredito mais na fé como&amp;nbsp;força dirigida a Deus que o induz a agir. Entendo a verdadeira fé como coragem para&amp;nbsp;enfrentar a existência com os valores de Jesus de Nazaré.&amp;nbsp; Fé significa que a verdade vivida e revelada por Cristo basta para que eu encare as contingências do mundo sem&amp;nbsp;desumanizar-me. Minha fé não pretende movimentar o Divino, mas ser pedra de arranque&amp;nbsp;onde&amp;nbsp;impulsiono a caminhada na deslumbrante (e perigosa) aventura de viver.&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Já não espero que uma relação com Deus me blinde de percalços. Não acredito, e nem quero, Deus me revestindo com uma&amp;nbsp;armadura impenetrável. Considero&amp;nbsp;um despautério prometer, em meio a tanto sofrimento, que os obedientes&amp;nbsp;e puros passarão pela existência incólumes,&amp;nbsp;sem&amp;nbsp;sofrerem&amp;nbsp;doenças, acidentes, violência.&amp;nbsp; &lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Ganhei nova fé e considero leviano afirmar que ao orar, mulheres pouparão os&amp;nbsp;filhos de se envolverem com drogas, promiscuidade e outros males. Por que Deus ficaria de mãos atadas ou indiferente diante das opções, muitas vezes atrapalhadas, de rapazes e moças? Seria justo afirmar que&amp;nbsp;se os pais não vigiarem, Deus permitirá&amp;nbsp;a perdição eterna dos&amp;nbsp;filhos? Como Deus induz alguém a se arrepender?&amp;nbsp;Ele força e arrasta, em resposta ao pedido dos pais? Não seria mais responsável ensinar que a "salvação" dos filhos não depende tanto de uma intervenção divina, mas do&amp;nbsp;exemplo dos pais?&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Tanto na Bíblia hebraica, o Antigo Testamento, como no ministério terreno de Jesus, há relatos de que Deus se recusa a manipular&amp;nbsp;e coagir para trazer qualquer pessoa para si. Deus é amor. Quem ama se faz&amp;nbsp;vulnerável ao abandono. Um exemplo clássico vem do profeta Oséias que encarnou&amp;nbsp;repudio semelhante ao de Iahvé.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Quando Israel era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho. Mas, quanto mais eu o chamava mais eles se afastavam de mim (11.1).&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;No Evangelho de Lucas, Jesus lamentou sobre a cidade de Jerusalém que, além de repetir o antigo hábito&amp;nbsp;de perseguir&amp;nbsp;os profetas, agora o rejeitava:&lt;/span&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Parceiro, o cara tem um minuto pra dar uma palavra em nossa reunião né?&lt;br /&gt;&amp;nbsp;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt;Jerusalém, Jerusalém, você, que mata os profetas e apedreja os que lhe são enviados! Quantas vezes eu quis reunir os seus filhos, como a galinha reúne os seus pintinhos debaixo das suas asas, mas vocês não quiseram!&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;;"&gt; (13.34).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 12pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;G&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;anhei nova fé e deixei de acreditar que os que cumprem ritos religiosos vivem um céu de brigadeiro. Não imagino que, ao obedecer corretamente os mandamentos, o mar da vida pare de ser arriscado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganhei uma fé que não precisa orar de olhos fechados, debulhar terços em rezas, pedir ajoelhado, fazer campanhas, interceder ferozmente&amp;nbsp;em vigílias e&amp;nbsp;clamar aos gritos.&amp;nbsp;Sei que o paganismo rodopia nessa lógica, mas agora entendo que Cristo a negou. As vãs repetições acabam expressando a voracidade de uma espiritualidade que&amp;nbsp;contempla ganhar&amp;nbsp;o&amp;nbsp;que outros mortais não conseguiram. Considero esse tipo de devoção&amp;nbsp;puro clientelismo. Murros em ponta de faca, que misturam ilusão com uma esperança bem parecida com os anseios da tartaruga que sonha com as alturas, mas&amp;nbsp;é obrigada a&amp;nbsp;respirar o&amp;nbsp;pó da estrada.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Ganhei uma fé com demandas éticas.&amp;nbsp;Não seria indigno um cristão pedir que Deus lhe ajude a passar em concurso público? Sim,&amp;nbsp;esse tipo de oportunismo em nome de Deus é&amp;nbsp;aberração ética. Em uma enconomia como a latino americana&amp;nbsp;que gera&amp;nbsp;excluídos, não cabe rogar que “o Senhor abra uma porta de emprego”. Não faz sentido conceber que&amp;nbsp;o Todo Poderoso esteja, não se sabe por quais critérios, a&amp;nbsp;recolocar seus eleitos&amp;nbsp;no mercado de trabalho.&amp;nbsp;Ganhei uma&amp;nbsp;fé que&amp;nbsp;luta por mais justiça nos chamados&amp;nbsp;países emergentes, com bolsões miseráveis, onde bilhões sobrevivem com menos de 1 dólar por dia.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;Já me indispus com grandes segmentos religiosos. Noto, sim, as idealizações de um movimento que deseja ser tratado como o próprio reino de Deus. Inundado de&amp;nbsp;insinuações de que estou em crise, crisolo, mudo de pele, revisto-me de maturidade. Repito o padrão paulino: "deixo as coisas de menino". Sei que muitos jargões piedosos cumprem o&amp;nbsp;papel ideológico de afastar&amp;nbsp;as pessoas da realidade empurrando-as para o delírio religioso. Mas nesse caso religião&amp;nbsp;e&amp;nbsp;ópio são iguais.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;,&amp;quot;serif&amp;quot;; mso-ansi-language: PT-BR; mso-bidi-language: AR-SA; mso-fareast-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-language: PT-BR;"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ricardo Gondim&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;&lt;b&gt;Soli Deo Gloria&lt;/b&gt; &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br style="mso-special-character: line-break;" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-7505128902329522740?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/7505128902329522740/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/05/ganhei-nova-fe.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7505128902329522740'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7505128902329522740'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/05/ganhei-nova-fe.html' title='Ganhei nova fé'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-vjAB6eBIiKY/Tds7HcAj5yI/AAAAAAAAAoA/xzROlhNDqPU/s72-c/quebrantar+22.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-3036298929995259954</id><published>2011-05-02T21:45:00.000-07:00</published><updated>2011-05-04T15:28:50.009-07:00</updated><title type='text'>Adultério, Divórcio e Novo Casamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-yj8pllUVxrk/Tb-IVRhRX5I/AAAAAAAAAn8/yzhrpvNM6VA/s1600/adulterio.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="226" j8="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-yj8pllUVxrk/Tb-IVRhRX5I/AAAAAAAAAn8/yzhrpvNM6VA/s320/adulterio.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;A Bíblia fala em alguns textos sobre a necessidade de separação sem que necessariamente fosse por causa de relações sexuais ilícitas ou fornicação (porneia).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como já é conhecido, Moisés deu carta de divórcio por causa da dureza de coração. Qual seria a dureza de coração para que se fizesse necessária a separação?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos ler o texto de Deuteronômio?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dt 24.1.4 Quando um homem tiver tomado uma mulher e consumado o matrimônio, mas esta, logo depois, não encontrar mais graça a seus olhos, porque viu nela algo de inconveniente, ele lhe escreverá então uma ata de divórcio e a entregará, deixando-a sair de sua casa em liberdade. Tendo saído de sua casa, e se ela voltar a pertencer a outro, e se também este a repudia, e lhe escreve e lhe entrega em mãos uma ata de divórcio, e a deixa ir de sua casa em liberdade (ou se este outro homem que a tinha esposado vem a morrer) o primeiro que a tinha repudiado não poderá retomá-la como esposa, após ela ter-se tornado impura: isso seria um ato abominável diante do Senhor. E tu não deverias fazer pecar a terra que o Senhor teu Deus te dará como herança.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;VEJA:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É por causa desse texto e de mais alguns que vou citar, que os Judeus lá no Novo Testamento repudiavam por qualquer motivo suas mulheres segundo a interpretação das escolas que estavam presentes com Jesus em Mt 19.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos estudar um pouco sobre as escolas de Shammai e Hillel. Posso antecipar que um era mais conservador e outro mais liberal, e a partir desses influentes rabinos os fariseus interpretavam a Lei segundo as suas comodidades, a ponto de uma mulher poder ser repudiada por estar feia, de unha mal feita, queimasse a comida. Resumindo; por qualquer motivo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Você percebeu que o marido que repudiou e a mulher repudiada poderiam casar de novo em Dt? Na discussão e interpretação bíblica não pode haver contradição entre Antigo e Novo Testamento (Primeiro e Segundo Testamento)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ela podia pertencer a outro e o marido que a repudiou só não podia ficar com ela porque se tornara impura pelo fato de ter pertencido a outro. Que machismo maldito!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já existe uma dificuldade no texto porque em Deuteronômio cap. 22.22 diz que a mulher adúltera e o homem com quem ela adulterou tinham que ser mortos. Lembre-se que a discussão lá no Novo Testamento está em torno destes textos aqui.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como alguém poderia casar com uma mulher repudiada se ela tinha que ser morta pela lei? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os Fariseus estavam ali para pegar Jesus em alguma contradição com a Lei. A Bíblia diz que eles foram ali para prová-lo. Veja, nem o homem que adulterou com ela estava ali, que segundo a lei, deveria ser morto junto com ela. Era uma armação clara contra Jesus. Lembre-se: Entre as escolas judaicas uma delas permitia o repúdio por qualquer motivo banal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Lembre-se novamente que a discussão está acontecendo com os textos aqui, sendo o seu contexto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Voltemos a Êxodo 34.16 quando Moisés fala de união mista (Israelitas com mulheres de outras nações), ele queria preservar a identidade do povo e a fé. A carta de divórcio foi por causa disso, levando-nos a considerar que a dureza de coração tinha ligação direta com isso. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Verifique o que estou dizendo em Esdras cap. 10.1,5, onde Esdras manda também que os israelitas se separem por causa de casamentos feitos com mulheres de outras nações.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Neemias é o caso mais grave porque se tratava da linhagem sacerdotal (Ne 13.23,31).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vamos devagar para ver se dá para entender, e entendendo, continuamos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um Abraço&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wagner&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-3036298929995259954?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/3036298929995259954/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/05/adulterio-divorcio-e-novo-casamento.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/3036298929995259954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/3036298929995259954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/05/adulterio-divorcio-e-novo-casamento.html' title='Adultério, Divórcio e Novo Casamento'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-yj8pllUVxrk/Tb-IVRhRX5I/AAAAAAAAAn8/yzhrpvNM6VA/s72-c/adulterio.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-4015839177310761545</id><published>2011-04-28T09:59:00.000-07:00</published><updated>2011-04-28T10:13:35.398-07:00</updated><title type='text'>“A Casa de Deus Caiu”</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/-aqG8w23dakk/Tbmco397S9I/AAAAAAAAAn4/NSls6CmMBN8/s1600/25_MHG_sp_renascer.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="204" src="http://3.bp.blogspot.com/-aqG8w23dakk/Tbmco397S9I/AAAAAAAAAn4/NSls6CmMBN8/s320/25_MHG_sp_renascer.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Lembrando do dia que caiu a estrutura do teto da igreja Renascer em São Paulo, eu estava&amp;nbsp;pensando nas pessoas vitimadas no acidente. O que dizer às pessoas que foram acidentadas e as famílias que perderam seus parentes?&amp;nbsp; Eu particularmente fico sem palavras.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A igreja evangélica copiando da tradição católica romana, sacralizou o templo enfatizando sempre aos seus membros que essa estrutura de cimento é a casa de Deus. Os membros devem estar na casa Dele porque é ali que o senhor vai abençoar a vida dos que dali participam.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Analisando primeiro a questão das diversidades de segmentos evangélicos e a grande divergência entre as várias denominações, é necessário que o deus destas casas seja também fragmentado para poder conciliar tanta briga e julgamento do tipo: A igreja do fulano é fria, a outra denominação é carnal, a outra é mundana, se for calvinista, está incitando seus membros ao pecado porque dizem: salvação não se perde, o pentecostal diz que o Batista tradicional é frio, as igrejas neo pentecostais sem ética, sem preparo dos pastores, dando mau testemunho e divisão por todos os lados. Onde está a casa de Deus? Para mim, só isso, já seria o suficiente para deixar Deus livre destas casas, e não mais coloca-las como referência desse encontro, porque essas casas parecem mais casas da mãe Joana de que qualquer outra coisa.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Vamos negar o que a Bíblia diz: “Deus não habita em templos feito por mãos de homens”, vamos negar o que Jesus disse: “nem em Jerusalém e nem no monte se adoraria o Senhor” acabando com qualquer geografia?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;A igreja&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt; é a casa do deus do espírito religioso, mas não é, nem casa de Deus e nem referência de culto, senão para aqueles que alimentam esse espírito.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%; mso-ascii-font-family: Calibri; mso-bidi-font-family: &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;; mso-fareast-font-family: Calibri; mso-hansi-font-family: Calibri;"&gt;As influências dessa perversão são sutis mas extremamente alienadora.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt; As pessoas acreditam nesses líderes que manipulam as suas consciências, prendendo essa gente a esse grande esquema religioso que só visa dinheiro, interesses pessoais desses líderes e a vaidade que faz com que Nabucodonosor seja fichinha diante dessa gente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;A minha consolação é que essas pessoas não são esquecidas pelo &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;verdadeiro Deus, &lt;/b&gt;que está acima de todas essas referências e que a verdadeira casa de Deus como diz a Bíblia somos nós, “voz sois casa de Deus, colunas do templo, pedras vivas, habitação de Deus, morada de Deus”. Ele sabe que no mundo estamos sujeitos a todas as coisas, mas aquele que está em Cristo não pode morrer porque já passou da morte para a vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;É preciso dizer uma coisa: usando da importância que a igreja evangélica da aos templos. Era melhor que as pessoas não fossem a “casa de deus” porque não teriam morrido e se ferido. Como explicar um deus onde exatamente no horário de culto permite que o local onde o povo é abençoado venha abaixo? Que tipo de bondade e amor é esse? Deus não tem o controle nem sobre sua casa? Se fossem falar sobre alguma punição a igreja por causa dos pastores estarem presos lá nos Estados Unidos, eu perguntaria: Não poderia cair quando estivesse vazia? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Meus amigos e irmãos em Cristo. A Igreja de Deus não cai porque ela não tem teto para cair, ela não tem geografias, caminha sem poder ser identificada pelos homens. Igrejas instituídas nascem, se corrompem, se dividem, algumas acabam, outras se vendem a Mamom, outras são totalmente divididas internamente, outras valorizam aqueles que tem dinheiro e desprezam os mais pobres. Resumindo são todas falidas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Acredito nas pessoas que se reúnem ali na igreja Renascer e em outras igrejas, mas tenho muitas restrições a &lt;b style="mso-bidi-font-weight: normal;"&gt;igreja instituída&lt;/b&gt; como um todo. Acredito no que a Bíblia diz: “sai dela povo meu”. Saia desse grande sistema de alienação que não só corrompe a verdadeira comunhão com Deus como nos afasta da verdadeira espiritualidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Que Deus possa consolar as famílias da igreja renascer, e possa trazer cura e livramento as vítimas dessa tragédia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Nele,&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Em quem as portas do inferno não prevalecerão contra a sua Igreja.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="margin: 0cm 0cm 10pt; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: 12pt; line-height: 115%;"&gt;&lt;span style="font-family: Calibri;"&gt;Wagner &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-4015839177310761545?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/4015839177310761545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/casa-de-deus-caiu.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4015839177310761545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4015839177310761545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/casa-de-deus-caiu.html' title='“A Casa de Deus Caiu”'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/-aqG8w23dakk/Tbmco397S9I/AAAAAAAAAn4/NSls6CmMBN8/s72-c/25_MHG_sp_renascer.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8146703289772566565</id><published>2011-04-20T21:20:00.000-07:00</published><updated>2011-04-20T21:22:31.241-07:00</updated><title type='text'>Carta de um apóstolo a seu bispo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-cbtlUiLZ8q0/Ta-vgUBvWrI/AAAAAAAAAn0/YbMSPAWc4J0/s1600/Escrevendo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="302px" i8="true" src="http://1.bp.blogspot.com/-cbtlUiLZ8q0/Ta-vgUBvWrI/AAAAAAAAAn0/YbMSPAWc4J0/s320/Escrevendo.jpg" width="320px" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulinho, apóstolo pela unção do mover dos últimos dias, líder na prosperidade e na conquista, a Timmy, verdadeiro filho na obediência a tudo o que digo, e que nada tem a dizer em contrário, pois sabe que Deus fere a quem mexe com um ungido do Senhor — fé e obstinação neste ano de Elias e de Gideão, conforme a fé de Abraão, e o poder dos 318 na Fogueira Santa de Israel. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando eu estava de viagem, rumo à Disney, roguei que permanecesses ainda em São Paulo para admoestares a certas pessoas, a fim de que não ensinem outra doutrina, nem se ocupem com sites sobre a Graça, que, antes, promovem discussões do que o serviço de nossa causa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Ora, o intuito da presente admoestação visa levar todos ao temor e ao medo, ajudando-os a abandonarem suas próprias consciências a fim de seguirem apenas a nossa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Desviando-se algumas pessoas de nossa Visão de prosperidade, quebra de maldiçoes, células e moveres, perderam-se em loquacidade frívola, pretendendo passar por mestres de uma “outra Visão de Deus”, não compreendendo, todavia, nem o que dizem, nem os assuntos sobre os quais fazem ousadas asseverações, dizendo que estamos contra o que Jesus ensinou.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sabemos, porém, que a Visão é boa, se alguém dela se utiliza de modo safo, tendo em vista que não se promulga a Visão para quem é lúcido de espírito, mas sim para gente fraca, infeliz, pagã de mente, cheia de tragédias, e, sobretudo, para todos quantos não se opõe à Visão Apostólica (que se sintam culpados o suficiente para fazerem o que mandamos), segundo o mover que recebemos, e do qual fui encarregado pelos Apóstolos do Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Sou grato para com aquele que me deu a Visão, que me considerou fiel, designando-me para o ministério,da expropriação indébita e da catividade dos homens, pois, se vão dar de dinheiro para alguma coisa, que seja então para nós, em cujas mãos o dinheiro terá bom uso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mim, que, noutro tempo, era frio, crente, amante da Palavra, mas pobre e derrotado, me foi dada a Visão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Transbordou, porém, a PROPSERIDADE DE DEUS, e foi me deixando cada vez mais rico, conforme a fé de Abraão e as correntes de prosperidade que fiz. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiel é a palavra de DETERMINAÇÃO e digna de toda aceitação: que nós, os da Visão Apostólica, recebemos de Jesus Cristo o poder de falar e vermos as coisas acontecerem conforme o nosso COMANDO. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas, por esta mesma razão, me foi concedida a fé para prevalecer sobre os outros e ver meu ministério maior e mais poderosos, visto que de nada adianta a eternidade sem muito poder, dinheiro e fama no tempo presente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assim, ao Rei eterno, imortal, invisível, Deus único, honra e glória pelos séculos dos séculos, por meio de nossa prosperidade e poder sobre os homens. Amém!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Este é o dever de que te encarrego, ó filho Timmy, segundo as profecias de que antecipadamente foste objeto: combate, firmado nelas, o bom combate, que é arrancar dos ímpios a grana deles, até o fim; isso mantendo a determinação, pois, essa coisa de boa consciência é para crente à antiga, não para nós, que, pela Visão, fomos postos acima dessas coisas básicas; posto que os que não fazem como nós fazemos, estarão sempre sem prosperidade ministerial e na vida pessoal. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E dentre esses se contam Caio, Brega, Marcelo, Chico e outros; os quais entreguei a Satanás para serem castigados, a fim de não mais blasfemarem contra a Visão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Antes de tudo, pois, exorto que se use a prática de correntes, de campanhas, de dias especiais de prosperidade em favor exclusivamente dos que, indo, sempre deixam dinheiro para a Visão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se esqueça que nossa prioridade é conquistar o Brasil, tendo os governadores, deputados, presidentes e demais autoridades em nossas mãos; sim, todos os que se acham investidos de autoridade; para que vivamos vida rica e abastada, ainda que percamos a piedade e o respeito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isto é bom e aceitável diante de mim, que sou o Pai da Visão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, é meu desejo que todos os homens sejam envolvidos em nossos grupos e células, até que todos sejam como eu e conforme o nosso Curso Acerca da Visão e dos Moveres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porquanto há uma só Visão e uma só mediadora entre Deus e os homens, a nossa Visão e a freqüência às nossas campanhas e Fogueiras Santas; a qual, a Visão, tem o poder de fazer todos os homens ficarem ricos, e assim, darem mais para nós. .&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para isto fui designado Profeta e Apóstolo (afirmo a verdade, não minto), mestre dos crentes inseguros na fé e na verdade (melhor público alvo para nós!).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quero, portanto, que os homens dêem muito, enquanto levantam as mãos nos cultos, ainda que com ira e animosidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Da mesma sorte, que as mulheres, em traje de peruas, se ataviem com opulência, com cabeleira frisada e com ouro, ou pérolas, ou vestuário dispendioso, sem esquecer de darem esmolas para as creches fantasmas que criamos (como é próprio às mulheres que professam ser da Visão).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A mulher aprenda em silêncio, com toda a submissão, pois o que lhe cabe é contribuir; a menos que ela venha a tornar-se uma Bispa da Visão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiel é a palavra: se alguém aspira ao episcopado, excelente obra almeja; pois, por meio dele, pode-se ficar rico e poderoso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É necessário, portanto, que o bispo seja malandro, safo, aparentando ser esposo de uma só mulher, destemperado, expansivo, capaz de se gabar da Visão, sem muita sensibilidade, apto para enganar; dado ao vinho pra esquentar antes de entrar no palco, violento se necessário, porém com cara de bonzinho; ainda que goste de contendas, seja avarento. É muito importante, todavia, manter as aparências, por isto, ele deve ser alguém que mostre governar bem a própria casa, criando os filhos na igreja e na Visão, com toda a aparência de coisa boa (pois, se alguém não sabe governar a própria casa, como cuidará da minha igreja e da minha Visão?); que seja jovem a fim de impressionar, pois há grande poder na soberba de um jovem imaturo e cheio de cobiça conforme o espírito de nossa Visão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também é necessário que ele tenha bom testemunho dos de fora como comunicador e homem de marketing, a fim de dar volta até no diabo. Ou seja, Timmy: procuramos camelôs que percebam a vantagem da Visão!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Escrevo-te estas coisas, esperando ir ver-te em breve; para que, se eu tardar, fiques ciente de como se deve proceder na casa de Deus, que é a porta da Visão da Prosperidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ora, em nossa conferencia da Visão determinamos expressamente que, nos últimos tempos, alguns apostatarão da fé, por obedecerem a espíritos enganadores e a ensinos de demônios, seguindo a Graça de Deus, a qual, não existe como eles falam, sendo apenas algo liberado por um Apóstolo credenciado por mim, o Pai da Visão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles agem assim pela hipocrisia dos que falam mentiras e que têm cauterizada a própria consciência, que proíbem as correntes santas, as barganhas, o lucro vindo dos dízimos, coisas que Deus criou para nós, os da Visão; pois todo dinheiro é bom, e, recebido com ações de graças, nada é recusável, nem que antes se tenha dar uma lavada nele, porque, pelas nossas campanhas e projetos, até o dinheiro do tráfico é santificado.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Expondo estas coisas aos irmãos, serás bom ministro da Visão, alimentado com as palavras da fé e da boa doutrina que tens seguido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas rejeita as fábulas profanas e de gente que vem com aquela velha história da Graça de Deus. Exercita-te, pessoalmente, no orgulho, nas riquezas, na vida abastada e poderosa; pois, elas sim, têm grande proveito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pois o exercício na Palavra, como eles dizem, para pouco é proveitoso, mas as campanhas da Visão para tudo são proveitosas, porque tem a promessa da vida próspera aqui e agora.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fiel é a Visão e digna de inteira aceitação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Prosperidade, a riqueza, os poderes humanos sejam contigo aqui e agora!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu, Paulinho, abençôo-te com a minha unção de nobreza, para que tua cara seja mais forte que o diamante, a fim de que, questionado, tu nunca desistas da Visão de Prosperidade e Riqueza que aprendeste de mim.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8146703289772566565?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8146703289772566565/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/carta-de-um-apostolo-seu-bispo.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8146703289772566565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8146703289772566565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/carta-de-um-apostolo-seu-bispo.html' title='Carta de um apóstolo a seu bispo'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-cbtlUiLZ8q0/Ta-vgUBvWrI/AAAAAAAAAn0/YbMSPAWc4J0/s72-c/Escrevendo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2675833983603921258</id><published>2011-04-13T10:23:00.000-07:00</published><updated>2011-04-13T10:23:50.903-07:00</updated><title type='text'>A difícil passagem do tecnozóico ao ecozóico</title><content type='html'>&lt;table align="center" border="0" cellpadding="0" cellspacing="0" class="bodytexto" style="height: 496px;"&gt;&lt;tbody&gt;&lt;tr&gt; &lt;td valign="top"&gt; &lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/-e8IbDnppowk/TaXbaRKreuI/AAAAAAAAAnw/ETtbnikvA-4/s1600/Boff.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" src="http://1.bp.blogspot.com/-e8IbDnppowk/TaXbaRKreuI/AAAAAAAAAnw/ETtbnikvA-4/s320/Boff.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As grandes crises comportam grandes decisões. Há decisões que significam vida  ou morte para certas sociedades, para uma instituição ou para uma pessoa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A situação atual é a de um doente ao qual o médico diz: ou você controla suas  altas taxas de colesterol e sua pressão ou vai enfrentar o pior. Você  escolhe.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; A humanidade como um todo está com febre e doente e deve decidir: ou  continuar com seu ritmo alucinado de produção e consumo, sempre garantindo a  subida do PIB nacional e mundial, ritmo altamente hostil à vida, ou enfrentar  dentro de pouco as reações do sistema-Terra que já deu sinais claros de estresse  global. Não tememos um cataclisma nuclear, não impossível mas improvável, o que  significaria o fim da espécie humana. Receamos isto sim, como muitos cientistas  advertem, por uma mudança repentina, abrupta e dramática do clima que,  rapidamente, dizimaria muitíssimas espécies e colocaria sob grande risco a nossa  civilização. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Isso não é uma fantasia sinistra. Já o relatório do IPPC de  2001 acenava para esta eventualidade. O relatório da U.S. National Academy of  Sciences de 2002 afirmava “que recentes evidências científicas apontam para a  presença de uma acelerada e vasta mudança climática; o novo paradigma de uma  abrupta mudança no sistema climático está bem estabelecida pela pesquisa já há  10 anos, no entanto, este conhecimento é pouco difundido e parcamente tomado em  conta pelos analistas sociais”. Richard Alley, presidente da U.S. National  Academy of Sciences Committee on Abrupt Climate Change com seu grupo comprovou  que, ao sair da última idade do gelo, há 11 mil anos, o clima da Terra subiu 9  graus em apenas 10 anos (dados em R.W.Miller, Global Climate Disruption and  Social Justice, N.Y 2010). Se isso ocorrer consosco estaríamos enfrentando uma  hecatombe ambiental e social de conseqüências dramáticas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que está, finalmente, em jogo com a questão climática? Estão em jogo duas  práticas em relação à Terra e a seus recursos limitados. Elas fundam duas eras  de nossa história: a tecnozóica e a ecozóica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na tecnozóica se utiliza um potente instrumental, inventado nos últimos  séculos, a tecno-ciência, com a qual se explora de forma sistemática e com cada  vez mais rapidez todos os recursos, especialmente em benefício para as minorias  mundiais, deixando à margem grande parte da humanidade. Praticamente toda a  Terra foi ocupada e explorada. Ela ficou saturada de toxinas, elementos químicos  e gases de efeito estufa a ponto de perder sua capacidade de metabolizá-los. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O  sintoma mais claro desta sua incapacidade é a febre que tomou conta do Planeta.  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; Na ecozóica se considera a Terra dentro da evolução. Por mais de 13,7 bilhões  de anos o universo existe e está em expansão, empurrado pela insondável energia  de fundo e pelas quatro interações que sustentam e alimentam cada coisa. Ele  constitui um processo unitário, diverso e complexo que produziu as grandes  estrelas vermelhas, as galáxias, o nosso Sol, os planetas e nossa Terra. Gerou  também as primeiras células vivas, os organismos multicelulares, a proliferação  da fauna e da flora, a autoconsciência humana pela qual nos sentimos parte do  Todo e responsáveis pelo Planeta. Todo este processo envolve a Terra até o  momento atual. Respeitado em sua dinâmica, ele permite a Terra manter sua  vitalidade e seu equilíbriio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; O futuro se joga entre aqueles comprometidos com a era tecnozóica com os  riscos que encerra e aqueles que assumiram a ecozóica, lutam para manter os  ritmos da Terra, produzem e consomem dentro de seus limites e que colocam a  perpetuidade e o bem-estar humano e da comunidade terrestre como seu principal  interesse.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se não fizermos esta passagem dificilmente escaparemos do abismo, já cavado  lá na frente.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Leonardo Boff&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;/td&gt;&lt;/tr&gt;&lt;/tbody&gt;&lt;/table&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2675833983603921258?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2675833983603921258/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/dificil-passagem-do-tecnozoico-ao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2675833983603921258'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2675833983603921258'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/dificil-passagem-do-tecnozoico-ao.html' title='A difícil passagem do tecnozóico ao ecozóico'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/-e8IbDnppowk/TaXbaRKreuI/AAAAAAAAAnw/ETtbnikvA-4/s72-c/Boff.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2471735899535535969</id><published>2011-04-12T20:22:00.000-07:00</published><updated>2011-04-12T20:26:41.338-07:00</updated><title type='text'>Resista à tentação de pertencer a um grupo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-RaxHpeTqKwY/TaUW3Lp0uyI/AAAAAAAAAns/UV7Dd65H-t4/s1600/1111111.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" src="http://4.bp.blogspot.com/-RaxHpeTqKwY/TaUW3Lp0uyI/AAAAAAAAAns/UV7Dd65H-t4/s320/1111111.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Em geral as pessoas estão acostumadas a interagir em espaços proprietários (fechados), não em redes (abertas). Não estão abertas à interação com o que chamei de outro-imprevisível. Por isso fazem escolas, erigem igrejas, urdem corporações e partidos e servem à instituições hierárquicas (sejam sociais, estatais ou empresariais). E, às vezes, seu quadradinho é um espaço proprietário virtual, um blog ou uma página no &lt;em&gt;Facebook&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Mesmo quando se aventuram a fazer redes, as pessoas, em geral, organizam grupos proprietários, estabelecem contextos que separam quem está dentro de quem está fora, criam sulcos que acabam disciplinando a interação por meio de regras (muitas vezes tácitas, mas não por isso menos efetivas), de um glossário próprio (pelo qual ressignificam os termos que usam recorrentemente gerando algum tipo de jargão) não importando para nada se esta “wikipédia” (ou “contextopedia”) privada está ou não publicada em um site aberto ou fechado; enfim, fazem tudo para promover o seu grupo – às vezes chamado de comunidade – à condição de instância mais estratégica do que as demais (os outros ambientes em que interagem, inclusive as mídias sociais onde se registram). Este é um dos motivos pelos quais sua interação nesses outros ambientes é, em geral, tão pouco intensa ou tão pouco frequente. Pudera! Seu tempo está tomado pelo seu próprio grupo (seja uma organização da sociedade formal ou informal, seja um órgão estatal, seja uma empresa).&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;E o mais interessante é que, muitas vezes, essas pessoas estão convencidas intelectualmente de que devem se organizar em rede. Não raro denominam de redes suas organizações hierárquicas ou seus grupos proprietários. Não estão – em sua maioria – mentindo ou fazendo propaganda enganosa. Elas acreditam mesmo que suas organizações sejam redes, desde que seus membros estejam convencidos (ou “tenham consciência”) de que agora entramos na era das redes (por algum motivo elas acham que consciência é algo capaz de determinar comportamentos coletivos).&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Chega a ser fascinante observar como essas pessoas não conseguem viver fora do seu quadrado. E como racionalizam tal aprisionamento lançando mão das mais variadas teorias sociológicas sobre grupos (a sociologia vem aqui, não raro, como um socorro contra a política, como uma proteção contra a experiência direta de uma política não-autocrática). Ah! é difícil, como é difícil se atirar na correnteza quando é tão mais fácil construir diques e ficar boiando na tranquilidade da represa!&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Pois bem. Tudo isso – que já foi dito e repisado, por mim e por outros, nos últimos dois anos – me leva agora a refletir sobre o seguinte: se quiserem realmente tecer redes as pessoas não devem se agregar a outras pessoas em grupos proprietários, comunidades exclusivas,&lt;em&gt; inner circles&lt;/em&gt;, &lt;em&gt;bunkers &lt;/em&gt;para se proteger do mundo exterior ou outras formas de organização constituídas na base do “cada um no seu quadrado”. Sim, pode parecer surpreendentemente contraditório, à primeira vista, dizer o que vou dizer agora:&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;em&gt;Se você quer fazer redes, resista a tentação de pertencer a um grupo.&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Se você se deixa capturar por um grupo ou se põe a capturar outras pessoas para um grupo (que seja considerado – ou funcione como, dá no mesmo – o seu grupo), então você terá imensas dificuldades de interagir em rede de modo mais distribuído do que centralizado. Se você quer, porque acha que precisa, porque sente, às vezes desesperadamente, a vontade de se juntar a outras pessoas para executar algum projeto coletivo, compartilhar com elas suas ideias, seus sonhos (e também suas ansiedades), somar esforços, apoiar e receber apoio praticando a ajuda-mútua dentro de um campo de cumplicidade, enfim, constituir um grupo e coesioná-lo a partir de uma visão comum, de um “falar a mesma língua”, de uma sintonia fina de sentimentos e emoções, então se prepare para fazer o mais difícil: matar essa vontade!&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Simplesmente mate essa vontade. Se&amp;nbsp;preciso, vá para o deserto e passe um tempo lá. Se você já está conectado a outras pessoas, por que diabos quer também forçar uma clusterização que selecionará &lt;em&gt;a priori&lt;/em&gt;  algumas conexões como mais fortes do que outras, alguns caminhos como mais válidos do que outros, alguns planos feitos &lt;em&gt;intra muros&lt;/em&gt; (quer dizer, dentro daquele clusterzinho que foi urdido antes da interação) como mais estratégicos do que outros?&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Não há qualquer problema em se reunir com muitos grupos para propósitos diversos, públicos ou privados, interagir em vários aglomerados, atuar coletivamente em várias instâncias. O problema só surge quando você faz tudo isso não a partir de você mesmo, mas sempre a partir de um grupo que encara os demais ambientes coletivos como campo de atuação (e uma atuação inevitavelmente tática, mesmo quando você proteste o contrário) desse grupo.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Trabalhar em rede distribuída é diferente de trabalhar num grupo proprietário, numa organização nuclear que compartilha uma visão comum e exige essa visão comum para continuar interagindo. Na verdade, o problema está na construção de mundos baseados na participação.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Portanto, se você quer experimentar redes (mais distribuídas do que centralizadas), nada de grupo participativo, nada de chegar a algum formato com base em participação. Redes não são ambientes de participação e sim de interação. Não temos que decidir o que todos farão em bloco. Vamos interagir e ver o que acontece. O formato final de qualquer ação coletiva será sempre uma combinação fractal, emergente, de certo modo inédita e imprevisível, das contribuições de cada um.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Em outras palavras, se você quer fazer redes não pode esquecer jamais uma coisa: você é uma pessoa. Paulo Brabo (2007), em um texto que não me canso de citar, escreveu assim:&lt;/div&gt;&lt;blockquote class="text"&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A primeira coisa a fazer, se você ainda não fez, é desiludir-se por completo de todas as iniciativas comunitárias ou governamentais, por mais bem intencionadas que sejam, e raramente são. Esqueça, meu caro discípulo, o coletivo. A salvação não virá de ongs ou ogs, Gogues ou Magogues, poderes ou potestades. A salvação não virá de igrejas, assembleias, organizações de bairro, sindicatos, asilos, orfanatos ou campanhas de assistência. As ongs têm a tremenda virtude de não serem governamentais, mas contam com a imperdoável falha de serem organizações. Repita comigo: as instituições não existem. Só existem pessoas.&lt;/div&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;É claro que é necessário entender o contexto confessional (ou teologal) em que Brabo escreveu sua bela homilia herética e fixar-se nas suas mensagens centrais: desiluda-se por completo das iniciativas comunitárias, esqueça o coletivo, reconheça a imperdoável falha das organizações (aquela que deriva do fato de serem organizações) e convença-se de que as instituições não existem: só existem pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Fale como uma pessoa. Seja uma pessoa. Não aja como se fosse um grupo, um projeto, uma organização (nem mesmo tuite como se fosse uma coletividade abstrata). Uma pessoa jurídica é uma pessoa imaginária (ou seja, uma não-pessoa). A vida gastou 3,9 bilhões de anos e as coletividades humanas formadas pela convivência gastaram uns 300 mil anos para constituírem essa tão surpreendente quanto improvável realidade que somos (o humano, a pessoa: o encontro fortuito do simbionte natural em evolução com o simbionte social em prefiguração) e na hora em que vamos nos apresentar a alguém, sobretudo a alguma coletividade, temos vergonha de dizer que somos “apenas” uma pessoa e preferimos declarar que estamos representando alguma dessas organizações vagabundas que, em média, não conseguem sobreviver mais do que poucos anos e que, além de tudo, são não-humanas, quando não desumanas.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Mas… atenção! Pessoa não é o mesmo que a abstração chamada indivíduo. Redes sociais não são redes de indivíduos e sim de pessoas. O conjunto dos pensionistas do previdência social não constitui uma rede social, assim como não constitui uma rede social a população de um país. O social, como sempre dizemos, não é a coleção dos indivíduos e sim as configurações móveis geradas a partir do que ocorre entre eles (que, então, deixam de ser indivíduos para passar a ser pessoas). Quando interagimos, tornamos-nos pessoas. Assim, pessoa já é rede.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Se você não tem liberdade para interagir nos seus próprios termos, como uma pessoa, se você diz: “vou consultar primeiro meu chefe ou meus companheiros” antes de decidir sobre isso ou aquilo, então sua porção-borg cresce e sua porção-social diminui. Em outras palavras, sua porção-rebanho cresce e sua porção-pessoa diminui. Em outras palavras, ainda: você perde um pouco daquela qualidade da alma que chamamos de humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Se você se define como participante de qualquer grupo, quer dizer, restringe suas possibilidades de interagir para se enquadrar nos termos já estabelecidos por outrem (ou, até, por você mesmo, porém antes da interação), então você terá muitas dificuldades de entender, experimentar e atuar em rede (distribuída).&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Toda realização em rede distribuída é um projeto que vai se construindo à medida que avança, que vai se formando ao sabor de fluzz, que vai gerando ordem a partir – e no ritmo – da interação. Em tal contexto é desnecessário, a rigor, combinar antes o script. É inútil – e frequentemente contraproducente – mobilizar energia para direcionar um grupo.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Se você quer fazer redes, nada de formar uma comunidade que vá além do seu propósito específico e declarado (como se fosse um comunidade de destino). Não existe ‘a’ comunidade: existem múltiplas, diversas, comunidades. Se você acha que existe aquela comunidade que é ‘a’ comunidade (porque é “a sua”, a escolhida, a predestinável), é sinal de que você se deixou aprisionar por um grupo (às vezes uma prisão que você mesmo engendrou). E aí não vão tardar a surgir aquel&lt;em&gt;a&lt;/em&gt;s manifestações horríveis de pertencimento exclusivo, de fidelidade… Mesmo que você aceite o direto de uma pessoa de abandonar uma comunidade, isso não basta. É necessário aceitar o direito de uma pessoa de pertencer a várias comunidades ao mesmo tempo! Ou seja, é necessário desconstituir a cultura (ou quebrar a linha de transmissão de comportamento) do “cada um no seu quadrado”.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Você já notou que este direito não é reconhecido nas organizações hierárquicas, mesmo nas privadas, como os partidos e as empresas? Nas empresas esse direito só existe para os donos ou acionistas. Quando lhe pagam um salário, é como se dissessem: “comprei você e agora você é meu; nada de transar fora do meu quadrado”.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Se você quer fazer redes, nada de alinhar visões. Na maioria das organizações burocráticas, sejam sociais, empresariais ou governamentais, o tempo das pessoas é gasto em reuniões para alinhamento (ou seja, agrupamentos forçados para discutir como realizar melhor as diretivas estabelecidas por cima ou por fora da sua interação). Mal saem de uma reunião os “colaboradores” (um eufemismo empresarial para empregados, quer dizer, subordinados) já entram em outra reunião. E assim passam o dia: entre o computador, o banheiro, o café e as indefectíveis reuniões. Revela-se óbvio o motivo de tais reuniões: são ambientes de direcionamento voltados à reprodução de comportamentos, são campos de adestramento, são artifícios para proteger as pessoas da experiência de empreender, de criar, de inovar.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;Se você quer fazer redes, nada de virar escola, nem mesmo escola de pensamento. As comunidades ditas de livre adesão, em sua maioria, são algum tipo de escola de pensamento, ou de igreja, ou de corporação, ou de partido, ou de alguma coisa que exija que você adote e professe uma visão coletivamente construída para pertencer ao grupo e poder falar em seu nome. Mas se você quer fazer redes, nada de criar coesões que separem os de dentro dos de fora.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;Estar em rede é sempre uma aposta: a aposta de que da nossa interação desorganizada vai surgir algo interessante, não antes, no ensaio (“a vida é beta”, como diz o Silvio Meira), mas sobretudo ali, na hora exata em que ocorre, &lt;em&gt;bottom up&lt;/em&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="text" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="border-bottom-color: rgb(51, 51, 51); border-bottom-style: solid; border-bottom-width: 1px; color: #8d325b; font-family: verdana, arial, sans-serif; font-size: 11px; letter-spacing: 3px; padding-bottom: 12px; padding-top: 0px; text-transform: uppercase;"&gt;&lt;b&gt;Paulo Brabo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2471735899535535969?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2471735899535535969/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/resista-tentacao-de-pertencer-um-grupo_12.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2471735899535535969'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2471735899535535969'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/04/resista-tentacao-de-pertencer-um-grupo_12.html' title='Resista à tentação de pertencer a um grupo'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-RaxHpeTqKwY/TaUW3Lp0uyI/AAAAAAAAAns/UV7Dd65H-t4/s72-c/1111111.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-66487149796232088</id><published>2011-03-28T19:42:00.000-07:00</published><updated>2011-03-28T19:50:15.917-07:00</updated><title type='text'>Pecados Públicos</title><content type='html'>&lt;span style="color: #660000; font-size: large;"&gt;Alguns blogueiros "apologéticos" e defensores da moral (própria), deveriam refletir, e quem sabe se converter da sua falsa religiosidade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/-uB4JH-qDAt4/TZFHgZq4x4I/AAAAAAAAAnk/Y4Ta1FKFosA/s1600/fabio+de+melo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="315" r6="true" src="http://4.bp.blogspot.com/-uB4JH-qDAt4/TZFHgZq4x4I/AAAAAAAAAnk/Y4Ta1FKFosA/s320/fabio+de+melo.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Não reclamo. Apenas constato. Tem ficado cada vez mais difícil a gente se reconciliar com os erros cometidos. O motivo é simples. A vida privada acabou. O acontecimento particular passa a pertencer a todos. A internet é um recurso para que isso aconteça. Os poucos minutos noticiados não cairão no esquecimento. Há um modo de fazê-los perdurarem. Quem não viu poderá ver. Repetidas vezes. É só procurar o caminho, digitar uma palavra para a busca.&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo tem sido assim. A socialização da notícia é um fato novo, interessantíssimo. Possibilita a informação aos que não estavam diante da TV no momento em que foi exibida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A internet nos oferece uma porta que nos devolve ao passado. Fico fascinado com a possibilidade de rever as aberturas dos programas do meu tempo de infância. As imagens que permaneciam vivas no inconsciente reencontram a realidade das cores, movimentos e dos sons.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas o que fazer quando a imagem disponível refere-se ao momento trágico da vida de uma pessoa? Indigência exposta, ferida que foi cavada pelos dedos pontiagudos da fragilidade humana? Ainda é cedo para dizer. Este novo tempo ainda balbucia suas primeiras palavras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O certo é que a imagem eterniza o erro, o deslize. Ficará para posteridade. Estará resguardada, assim como o museu resguarda documentos que nos recordam a história do mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Coisas da contemporaneidade. Os recursos tecnológicos nos permitem eternizar belezas e feiúras.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Uma fala sobre o erro. Eles nascem de nossa condição humana. Somos falíveis. É estatuto que não podemos negar. Somos insuficientes, como tão bem sugeriu o filósofo francês, Blaise Pascal. O bem que conhecemos nem sempre atinge nossas ações. Todo mundo erra. Uns mais, outros menos. Admitir os erros é questão de maturidade. Esperamos que todos o façam. É nobre assumir a verdade, esclarecer os fatos. Mais que isso. É necessário assumir as conseqüências jurídicas e morais dos erros cometidos. Não se trata de sugerir acobertamento, nem tampouco solicitar que afrouxem as regras. Quero apenas refletir sobre uma das inadequações que a vida moderna estabeleceu para a condição humana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tenho aprendido que o direito de colocar uma pedra sobre o erro faz parte de toda experiência de reconciliação pessoal. Virar a página, recomeçar, esquecer o peso do deslize é fundamental para que a pessoa possa ser capaz de reassumir a vida depois da queda. É como ajeitar uma peça que ficou sem encaixe. O prosseguimento requer adequação dos desajustes. E isso requer esquecer. Depois de pagar pelo erro cometido a pessoa deveria ter o direito de perder o peso da culpa. O arrependimento edifica, mas a culpa destrói.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas como perder o malefício do erro se a imagem perpetua no tempo o que na alma não queremos mais trazer? Nasce o impasse. O homem hoje perdoado ainda permanecerá aprisionado na imagem. A vida virtual não liberta a real, mas a coloca na perspectiva de um julgamento eterno. A morbidez do momento não se esvai da imagem. Será recordada toda vez que alguém se sentir no direito de retirar a pedra da sepultura. E assim o passado não passa, mas permanece digitalizado, pronto para reacender a dor moral que a imagem recorda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estamos na era dos pecados públicos. Acusadores e defensores se digladiam nos inúmeros territórios da vida virtual. Ambos a acenderem o fogo que indica o lugar onde a vítima padece. A alguns o anonimato encoraja. Gritam suas denúncias como se estivessem protegidos por uma blindagem moral. Como se também não cometessem erros. Como se estivessem em estado de absoluta coerência. No conforto de suas histórias preservadas, empunham as pedras para atacar os eleitos do momento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O fato é que o pecador público exerce o papel de vítima expiatória social. Nele todas as iras são depositadas porque nele todas as misérias são reconhecidas. No pecado do outro nós também queremos purgar o pecado que está em nós. Em formatos diferentes, mas está. Crimes menores, maiores; não sei. Mas crimes. Deslizes diários que nos recordam que somos território da indigência. O pecador exposto na vitrine deixa de ser organismo. Em sua dignidade negada ele se transforma em mecanismo de purificação coletiva. É preciso cautela. Nossos gritos de indignação nem sempre são sinceros. Podem estar a serviço de nossos medos. Ao gritar a defesa ou a condenação podemos criar a doce e temporária sensação de que o erro é uma realidade que não nos pertence. Assumimos o direito de nos excluir da classe dos miseráveis, porque enquanto o pecador permanecer exposto em sua miséria, nós nos sentiremos protegidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas essa proteção que não protege é a mãe da hipocrisia. Dela não podemos esperar crescimento humano, nem tampouco o florescimento da misericórdia. Uma coisa é certa. Quando a misericórdia deixa de fazer parte da vida humana, tudo fica mais difícil. É a partir dela que podemos reencontrar o caminho. O erro humano só pode ser superado quando aquele que erra encontra um espaço misericordioso que o ajude a reorientar a conduta.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nisso somos todos iguais. Acusadores e defensores. Ou há alguém entre nós que nunca tenha necessitado de ser olhado com misericórida?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Padre Fabio de Melo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Muito bom!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-66487149796232088?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/66487149796232088/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/pecados-publicos.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/66487149796232088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/66487149796232088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/pecados-publicos.html' title='Pecados Públicos'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/-uB4JH-qDAt4/TZFHgZq4x4I/AAAAAAAAAnk/Y4Ta1FKFosA/s72-c/fabio+de+melo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-9000278576575727756</id><published>2011-03-21T10:13:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T10:13:41.892-07:00</updated><title type='text'>O FIM DOS SERMÕES</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh5.googleusercontent.com/-hCpDM0oH3Yg/Sj1QC8yMD8I/AAAAAAAAAHs/p5jLJHe7Wjg/s1600/untitled.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="213" r6="true" src="https://lh5.googleusercontent.com/-hCpDM0oH3Yg/Sj1QC8yMD8I/AAAAAAAAAHs/p5jLJHe7Wjg/s320/untitled.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um limite para a convivência das expectativas da multidão e a linguagem lúdica de um sonhador. Pode se manter muita gente por perto, bastante tempo, contando histórias. Respondendo com novas e escorregadias perguntas, distraindo com meias palavras, usando as mesmas figuras para indicar outras imagens. O Reino de Deus, invisível. Fermento para o bolo. Um grão de mostarda. A luz no candeeiro. O sal. Um casamento surpreendente. Outra coisa com as mesmas palavras. Parábolas que postergam os julgamentos, que iludem a ilusão (Kierkegaard).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas há um ponto de fervura em toda esperança adiada. Um prazo estreito para o encantamento popular, quando a violência adormecida de todos acorda. Parece que é o que está acontecendo. Ninguém pede mais sinais. Nenhuma nova pergunta é feita e sequer mais uma história é tolerada. Antes, cercado por demandas, agora, rodeado por suspeitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se o apetite por poder não é saciado, aquele que a todos distraiu, de quem nunca se deixou de esperar a mais vulgar e velada satisfação, deve ser consumido nas aspirações desapontadas da turba. Se Jesus não é o Cristo que se reivindica, Barrabás.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ídolo não tem o direito de não ser.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não dá para não trair alguém que tinha tudo para ser o que todos esperavam. Não dá para não repudiar aquele com quem se decepcionou nas mais doces fantasias. Não dá para não condenar aquele que não consentiu com mais uma ilusão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um ídolo não tem o direito de se mover.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo líder é constituído em um jogo erótico. E toda intriga é uma pornografia. Ninguém toca no assunto, mas todos esperam secretamente que ele seja o que ninguém consegue ser. Este é o segredo que excita os ajuntamentos. Mas, se alguém acende a luz e frustra o fetiche coletivo, retomam-se as sombras, agora para destruir. Odeia-se quem não se deixou amar com máscara. Este é o segredo que perpetua as taras para os próximos ajuntamentos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por isso o insinuante beijo de Judas virá. Estalará como um tapa, cheio de um estranho sadismo. A primeira e mais ardida bofetada que o Filho do homem terá recebido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras de Jesus estão gastas. O prazo se esgotou. Tudo o que diz, desde então nada fala. As multidões atraídas por ele, agora o repelem. Resta o lugar de poucos, o espaço dos amigos. Quem sabe? Jesus se faz anfitrião e põe a mesa. Oferece pão, ainda que ninguém aparente chegar à saciedade. Enche as taças, que insistem em parecer vazias. Cheios estão os corações, mas de diabos. Sente-se sozinho também em casa.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O limite das palavras é um convite para os gestos de amor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As palavras, amordaçadas, descobrem que o amor se expressa a despeito delas. Silenciosamente, Jesus encena o último sermão antes da cruz. Despe-se da capa para ocupar o lugar discretíssimo do servo. O mestre lava os pés dos discípulos. As mãos de um Deus calado conversam com os pés trôpegos da humanidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nunca se olhou tanto para baixo como no dia em que Deus ficou de cócoras. Quem quisesse olhar para o céu a procura de Deus teria que vê-lo refletido nas águas turvas da bacia sobre o chão. E os pés sujos e vacilantes da humanidade, finalmente, imersos no céu gracioso de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por um instante, vendo-o prostrado, alguém entre os discípulos, muito constrangido, se lembrou do que ouviu do próprio Jesus. Que um diabo, em um deserto, tentou fazê-lo se prostrar por poder e fama e ele recusou. Assustado, chegou a pensar: não se prostrou diante da fama para ser ouvido, mas se curvou diante de pessoas para amar… E teve medo do futuro. Do que teria que fazer com todos os seus planos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elienai Cabral Junior&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-9000278576575727756?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/9000278576575727756/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/o-fim-dos-sermoes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/9000278576575727756'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/9000278576575727756'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/o-fim-dos-sermoes.html' title='O FIM DOS SERMÕES'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh5.googleusercontent.com/-hCpDM0oH3Yg/Sj1QC8yMD8I/AAAAAAAAAHs/p5jLJHe7Wjg/s72-c/untitled.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2793882136951074054</id><published>2011-03-21T10:02:00.000-07:00</published><updated>2011-03-21T10:02:37.238-07:00</updated><title type='text'>O desenho e seu nome</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-KS0FmhXylfs/SpCdoouso8I/AAAAAAAAAMs/wt6XzLN2BWo/s1600/90_09_10_thumb.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="212" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-KS0FmhXylfs/SpCdoouso8I/AAAAAAAAAMs/wt6XzLN2BWo/s320/90_09_10_thumb.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Antes que uma pessoa nasça, Deus pega o pincel com o qual desenhou o mundo e derrama sobre o peito da pessoa, que é ainda uma página em branco, um número indeterminado de pingos aleatórios de tinta. Assim, cada pessoa que nasce traz no peito uma figura arbitrária, sempre diferente em cada indivíduo, um desenho dado por Deus mas não interpretado por ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No decorrer dos seis primeiros anos de vida, a partir do que sente, do que experimenta e do que entende do mundo, cada pessoa decide o que vê no misterioso desenho traçado no seu próprio peito, dando assim um nome ao que não tinha nome. Essa interpretação – independentemente do desenho em si – será o seu mito pessoal, a chave essencial que irá defini-lo como indivíduo e guiar sua história por toda a sua vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando desperta da infância a pessoa já esqueceu tanto o desenho quanto sua interpretação, e perdeu o acesso direto ao seu mito pessoal. Embora seja constantemente conduzida por ele, a pessoa recebe do seu mito apenas sinais confusos e repletos de ruído, que assombram-na em sonhos tanto no sono quanto na vigília.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A primeira tarefa no caminho rumo à maturidade é redescobrir o seu mito pessoal, isto é, recuperar o acesso à interpretação que cada um deu na infância ao desenho gravado no seu próprio peito. A pessoa descobrirá assim de que história faz parte, qual é seu papel nesta história e como mudá-lo ou apropriar-se dele. Esta é a chave que abre a porta do inconsciente, e feliz de quem vence o seu próprio mito e apropria-se do rumo da sua história; quem reconcilia-se com o mito livrando-se dele, antes de abraçá-lo. Este nasceu de novo e receberá a pedrinha branca, símbolo da individuação que ousou empreender, e na pedrinha estará gravado o desenho que já esteve gravado no seu peito, o desenho que é uma interpretação e também uma palavra e também um nome, e que Deus não ousou proferir antes de você.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Brabo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2793882136951074054?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2793882136951074054/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/o-desenho-e-seu-nome.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2793882136951074054'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2793882136951074054'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/o-desenho-e-seu-nome.html' title='O desenho e seu nome'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-KS0FmhXylfs/SpCdoouso8I/AAAAAAAAAMs/wt6XzLN2BWo/s72-c/90_09_10_thumb.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-7617871258328760032</id><published>2011-03-16T12:29:00.000-07:00</published><updated>2011-03-16T12:29:29.919-07:00</updated><title type='text'>POR QUE OS EVANGÉLICOS SÃO TÃO CRENTES, MAS TÃO FEIOS?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh3.googleusercontent.com/-bn8LuOZ670U/TYEPYRzQRQI/AAAAAAAAAnc/wmUsDtm2kgc/s1600/pes-das-chinesas.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="263" r6="true" src="https://lh3.googleusercontent.com/-bn8LuOZ670U/TYEPYRzQRQI/AAAAAAAAAnc/wmUsDtm2kgc/s320/pes-das-chinesas.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;De tudo o que venho dizendo o que mais ofende aos meus irmãos evangélicos é o que digo com poesia. Quando moleque, ainda tão marcado pelo jeitão carioca, gostava de brincar com as pessoas que não entendiam a ironia. Fazia uma brincadeira, mas os sisudos entendiam tal e qual e se apavoravam, ou se irritavam e partiam logo para uma solução séria ou uma advertência. Percebia a surdez poética e divertia-me sadicamente com as ironias até o limite da paciência. Era o que na época chamávamos de “tirar uma casquinha”, uma molecagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ironia é uma das tantas variações da mesma desistência, a da capacidade de expressar sentidos com as palavras ao pé-da-letra. Mas não uma desistência azeda, o que seria um silêncio lúgubre ou um queixume ranzinza, mas uma desistência bem humorada, leve e despretensiosa. A desistência dos poetas. Daqueles que preferem abrir mão do rigor da comunicação para não terem que ficar sem o prazer da comunhão. Já que nunca consigo traduzir tudo o que sinto e penso em palavras descritivas, divirto-me com as aproximações das metáforas. Modestas, mas cheias de beleza. Tão sugestivas, insinuantes e provocativas. Às vezes, os poetas exageram de tão felizes e se satisfazem apenas com o som das palavras, não dizem quase nada, mas tocam em quase tudo. Tão viçosas e livres dos caixotes semânticos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vejo Jesus nos evangelhos com esse comportamento poético. Divertindo-se um pouco com a dificuldade de ser compreendido. Por alguma razão que os evangelhos não explicam, mas que o nosso breve olhar suspeita, Simão é apelidado por Jesus de pedra, Pedro. Quando ele demonstra ter alcançado o que era dito, Jesus se diverte com o trocadilho: “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja.” Mas quando se atrapalha com os sentidos, nosso falastrão experimenta o mesmo trocadilho às avessas: “Pedro, tu és para mim pedra de tropeço.” Quase vejo Jesus com um riso indisfarçável no cantinho da boca.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que dizer das parábolas? Nem um pouco ingênuas. Insinuantes e provocativas. Apenas assimiladas pelos que tentassem ler as entrelinhas. Em um mundo em que a religião é instrumento de exclusão, mormente étnica, onde os samaritanos são odiados por sua atrevida proximidade religiosa e cultural, Jesus conta uma história com cara de ‘sem-querer’ para exemplificar o verdadeiro amor. É a parábola que aprendemos a chamar de O Bom Samaritano. Seu exemplo de desamor são os líderes da religião dos judeus, o levita e o sacerdote. Mas ocupa a cátedra da misericórdia um réprobo samaritano. Em outra, a que chamamos de O Fariseu e o Publicano, para mostrar o valor da oração, Jesus expõe ao ridículo a arrogância legalista dos fariseus e exalta os deploráveis publicanos, tão convictos de sua miséria quanto agraciados por Deus. Jesus fala uma linguagem apimentada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todos os escandalizados com o meu livro Salvos da Perfeição, sem exceção, tiveram dificuldades com a linguagem poética. Para eles mito é mentira. Ironia é profanação. Insinuação é atitude suspeita. Metáforas são antropomorfismos. Narrativa é linguagem escorregadia. Estética é leviandade. Poesia é heresia. E teologia é ler a Bíblia ao pé-da-letra. Assusto-me como eles reagem com zanga e agressividade. Lêem-me como investigadores policialescos. Seus esforços se parecem com uma tentativa de amordaçamento intelectual. Mas o que me assusta é que justamente na poesia é que se transformam em meus oponentes. Onde deveria haver deleite e deslumbramento, experiências com o belo, há apenas escrúpulo e estranhamento, experiências com o feio. Penso que não sabem lidar com a beleza e a descontração.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me por que nossos cultos não tem os cheiros nem os paladares tão criativamente espalhados por Deus para aventura de viver. Por que nossos templos são descoloridos e preferimos os cartazes de propaganda e as frases de admoestação aos quadros e esculturas dos artistas? Por que nossas músicas são, com freqüência, tão piegas e repletas de frases repetitivas e sem criatividade? Por que nossos sermões são mais bem considerados na medida de seus moralismos e advertências austeras? E nossas liturgias são tão previsíveis? Nossa indumentária, austera? Sugerem uma gente com medo das sensações, desconfiada de tudo o que não termine em conclusões de ordenança moral e afirmações peremptórias. Por que nossas festas são reduzidas à comilança? Sem dança e descontração, sentamo-nos ao redor de mesas para nos ocuparmos do único prazer que nos resta, comer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há muitas explicações possíveis. Em algum momento e por alguma razão que não me cabe agora, acatamos a idéia castradora de que nossos prazeres são desprazeres para Deus. Nosso mundo, concluímos, um lugar perigoso e disposto para nos prejudicar e condenar ao inferno eterno. Nele, temos que nos portar com a mesma tensão dos guardas noturnos em ruas perigosas. Descontrair é abrir brechas para entrada destrutiva de imaginários inimigos. O rigor paranóico enfeia nossos crentes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mas desconfio de uma razão anterior. Nossa leitura da Bíblia. Ela é bem mais que a leitura de um texto sagrado, ou um manual religioso. É um modo de ler a vida. Reduzimos o mundo ao que está escrito na Bíblia. Nada existe distintamente do que está previsto na revelação do texto sagrado. Daí o esforço hercúleo de fazer caber a nossa vida nas páginas canonizadas. Algo semelhante ao que faziam os chineses com os pés de suas mulheres. Uma antiga tradição chinesa dizia que as mulheres na China deviam ter pés pequenos, e para isso quando as mulheres eram crianças os seus dedos dos pés eram quebrados, pois assim as mulheres sem os pés cobertos não podiam percorrer grandes distâncias, não podendo fugir de casa. O reducionismo biblista dos evangélicos pratica culturalmente a mesma violência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No entanto, ainda mais decisivo na leitura evangélica da Bíblia não é a pretensão de encaixar nela nossas vidas, mas de tratá-la com o mesmo rigor cientificista dos tratados acadêmicos. Desejando para os argumentos da nossa fé a mesma reverência dada às ciências naturais, tratamos de conferir a tudo o que dizemos a correspondência rigorosa e fiel com uma pretensa verdade. Sendo assim fomos treinados a ler tudo literalmente. Ficamos sem a ginga poética. Um crente fundamentalista lendo a poesia tão presente na Bíblia é como um lutador de Sumô tentando jogar capoeira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dar ao texto bíblico este estatuto de supertexto inibe qualquer relação mais espontânea e descontraída. Como devem ser a oração e a meditação. Uma Bíblia assim é uma castração existencial para os devotos. Mas nem creio que Deus compartilhe esta crença nem entendo que a Bíblia deva ser lida assim.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A Bíblia dos exegetas e seus métodos com pretensão científica é um corpo morto e inerte e sua exegese, uma exumação. A Bíblia dos que a lêem literalmente é semelhante à comida sem cheiro e cor e sua leitura é uma desleitura.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Prefiro ler a Bíblia como foi sugerido a João fazer com a revelação trazida pelo anjo. Parar de escrever e comer. A revelação nunca se dá plenamente na escrita. Ela precisa ser incorporada. Necessita transformar-se em algo mais que as palavras imediatas, ao pé-da-letra. Deve tornar-se a vida do João. Como o pão vira corpo vivo. Mas a descoberta atordoante de João nem foi o gigantesco anjo, nem os conteúdos da revelação, mas seu gosto agridoce. Doce na boca e amargo no estômago. Sua experiência mais apocalíptica foi a sápida. A revelação é cheia de sabor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta Bíblia é a libertação da metáfora e da beleza. Para pessoas que além de crentes querem ser felizes e bonitas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elienai Cabral Jr.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-7617871258328760032?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/7617871258328760032/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/por-que-os-evangelicos-sao-tao-crentes.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7617871258328760032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7617871258328760032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/por-que-os-evangelicos-sao-tao-crentes.html' title='POR QUE OS EVANGÉLICOS SÃO TÃO CRENTES, MAS TÃO FEIOS?'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh3.googleusercontent.com/-bn8LuOZ670U/TYEPYRzQRQI/AAAAAAAAAnc/wmUsDtm2kgc/s72-c/pes-das-chinesas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-1815926715555420297</id><published>2011-03-08T15:16:00.000-08:00</published><updated>2011-03-08T15:16:09.585-08:00</updated><title type='text'>A Morte da Moralidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="https://lh6.googleusercontent.com/-_6x-i0T5_ls/S24sB6jgh2I/AAAAAAAAAcE/aT7f0sFPgNk/s1600/olhos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="208" q6="true" src="https://lh6.googleusercontent.com/-_6x-i0T5_ls/S24sB6jgh2I/AAAAAAAAAcE/aT7f0sFPgNk/s320/olhos.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="border-bottom: medium none; border-left: medium none; border-right: medium none; border-top: medium none; text-align: justify;"&gt;A moralidade dos fariseus ainda prospera entre nós. Dentre os líderes intelectuais do nosso povo muitos sentem-se horrorizados diante da noção de que uma pessoa é capaz de fazer o que é bom apenas se sua vontade estiver direcionada à busca da verdade da forma como ela mesmo a percebe. Afirmam que, ao contrário, carecemos de mandamentos “objetivos” que nos digam exatamente o que fazer.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se com isso eles quisessem dizer que coisas como lei, tradição e autoridade pessoal são em geral necessárias, estariam certos. A verdadeira opinião desses líderes do nosso povo, no entanto, é que obedecer a essas autoridades é em si mesmo fazer o que é bom e – pior ainda – que chegamos ao conhecimento do que é bom deduzindo-o a partir das leis impressas sobre nós pela natureza e pela história. Agindo assim esses guias cegos de cegos declaram não ter olhos para verem eles mesmos o que é bom, embora estejam cheios de honesto zelo, de uma natureza não muito diversa do zelo os fariseus, seus protótipos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É apenas observando como Jesus vai à raiz da insinceridade e da indolência dessa concepção de moralidade que veremos claramente o significado de suas idéias morais em sua influência sobre nós mesmos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;strong&gt;Os preceitos relacionados ao ritual e ao culto assumem sempre a precedência sobre os que dizem respeito à nossa conduta para com os outros.&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No curso de sua incansável guerra contra o auto-engano dos homens virtuosos ao redor de si, Jesus revela que somos capazes de querer uma única coisa de cada vez. Por mais que nos esforcemos, não conseguimos servir a dois senhores. Da mesma forma que o olho deve ser “simples” para dar ao organismo a luz necessária, o homem interior estará na escuridão a não ser que concentre cada impulso seu numa única direção, na busca de um único alvo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Será que Jesus considerou que sua missão consistia em revelar aos homens qual deveria ser esse alvo? De modo algum. Ele sabia que a essência da lei era conhecida em todo Israel, os mandamentos de amarmos a Deus e ao próximo. Sabia também que não era difícil fazer cada pessoa reconhecer quem é o seu próximo, de modo a perceber que quando está sendo cruel com o outro está condenando simultaneamente a si mesma. O objetivo de Jesus era outro, demonstrar que por nenhuma palavra externa somos capazes de chegar ao conhecimento do que é bom.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus certamente viveu de maneira única a noção de Deus como expressão última de todas as coisas, como nosso único e necessário bem. Pois para ele o Reino de Deus significava apenas aquele futuro de bem-aventurança cuja condição necessária é que apenas Deus reine dentro de nós. Todas as coisas boas que não exatamente nos levam mais para perto de Deus preparam a nossa destruição. Verdadeira integridade é amor a Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Porém, a partir dessas noções fundamentais a respeito da devoção os homens concluíram que nosso dever supremo é obedecer a vontade tradicional de Deus – conduta pela qual somos expostos a um perigo terrível, visto que conduz a uma forma de devoção fatal a qualquer clareza moral. Pois, dentre os mandamentos transmitidos a nós como expressão da vontade de Deus, haverá sempre em nós a tendência de considerarmos superiores aqueles que deixam claro qual seja nosso dever imediato para com Deus. Conseqüentemente, os preceitos relacionados ao ritual e ao culto assumem sempre a precedência sobre os que dizem respeito à nossa conduta para com os outros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Isso Jesus encontrou nos defensores da virtude ao redor de si, gente que lutava com grande cuidado a fim de desenvolver e aprimorar as regras transmitidas a eles para o serviço de Deus. Porém aos olhos de Jesus a virtude aparente desse método de servir a Deus transformava em impossibilidade um serviço vivo e vital; ele via nesse método a carcaça ao redor da qual reuniam-se os abutres.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus não dará ouvidos às nossas alegações de que uma obrigação relacionada ao culto nos desobriga de suprir as necessidades de qualquer pessoa pela qual sejamos responsáveis num dado momento. Os profetas já haviam dito que misericórdia é melhor do que sacrifício, mas no tempo de Jesus do zelo dos escribas havia nascido e prosperado um religião cuja vitalidade envolvia a morte da moralidade.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Adolf Harnack&lt;/strong&gt;, em Ensaios sobre o Evangelho Social (1907)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-1815926715555420297?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/1815926715555420297/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/morte-da-moralidade.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1815926715555420297'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1815926715555420297'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/03/morte-da-moralidade.html' title='A Morte da Moralidade'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='https://lh6.googleusercontent.com/-_6x-i0T5_ls/S24sB6jgh2I/AAAAAAAAAcE/aT7f0sFPgNk/s72-c/olhos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-549248537227868326</id><published>2011-02-24T20:26:00.000-08:00</published><updated>2011-02-24T20:26:47.173-08:00</updated><title type='text'>Pérolas da Bíblia</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-GaeGpomW3x0/TWcvSSFBCwI/AAAAAAAAAnY/dRsE9G2Siw8/s1600/bem+ou+mal.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="190" l6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-GaeGpomW3x0/TWcvSSFBCwI/AAAAAAAAAnY/dRsE9G2Siw8/s320/bem+ou+mal.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Coré questiona a liderança de Moisés e Deus faz a terra se abrir e engolir seu povo, homens, mulheres e crianças&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Números 16 &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;20&lt;/strong&gt;. Então Javé falou a Moisés e Aarão: &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;21&lt;/strong&gt;. "Afastem-se desse grupo, porque vou destruí-lo num instante". &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;27&lt;/strong&gt;. Eles se afastaram das tendas de Coré, Datã e Abiram, enquanto Datã e Abiram saíam com suas mulheres, filhos e crianças, para esperar na entrada da tenda. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;32&lt;/strong&gt;. A terra abriu sua boca e os engoliu com suas famílias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus ameaça punir os israelitas forçando-os a comer a carne de suas crianças•&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lev 26:27-29&lt;/strong&gt;. E, apesar disso tudo, se vocês ainda não me derem ouvidos e continuarem a se opor a mim, eu ficarei furioso contra vocês, e os castigarei sete vezes mais, por causa de seus pecados. Vocês comerão a carne de seus filhos e a carne de suas filhas. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jer 19:9&lt;/strong&gt;. Farei que eles devorem a carne dos próprios filhos e filhas. Eles se devorarão entre si por causa do cerco e da angústia que seus inimigos vão impor a eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus mata centenas de crianças inocentes &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Esta é a história em que Deus mata os primogênitos dos egípcios para castigar o faraó, cujo coração ele próprio havia endurecido (para poder depois justificar a matança)•&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Êxodo 11:10&lt;/strong&gt;. &lt;br /&gt;Moisés e Aarão fizeram todos esses prodígios diante do Faraó. Javé, porém, endureceu o coração do Faraó. E este não deixou que os filhos de Israel partissem do seu país. &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;12:29&lt;/strong&gt;. À meia-noite, Javé feriu todos os primogênitos do Egito: desde o primogênito do Faraó, que iria suceder-lhe no trono, até o primogênito do prisioneiro que estava na cadeia e até os primogênitos dos animais.&lt;br /&gt;Os judeus continuam a sacrificar crianças mesmo depois de autorizados a substituí-las por animais. Deus permite que eles o façam para que eles saibam que ele é o Senhor•&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ezequiel 20:26&lt;/strong&gt;. Permiti que se manchassem com suas oblações, quando para expiação de seus pecados ofereciam seus primogênitos em sacrifício, para que soubessem que eu sou o Senhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus permite que crianças judias sejam cortadas em pedaços e mulheres grávidas judias tenham seus ventres rasgados•&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Oséias 13:16. Samaria vai pagar, pois revoltou-se contra o seu Deus: cairão sob a espada, suas crianças serão cortadas em pedaços e suas mulheres grávidas terão seus ventres rasgados.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus ameaça enviar animais selvagens para levar as crianças dos israelitas embora•&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Levítico 26:21-22. Se vocês ainda se opuserem a mim e não me obedecerem, eu os castigarei sete vezes mais, por causa de seus pecados. Mandarei as feras do campo contra vocês. Elas deixarão vocês sem filhos, reduzirão seu gado e dizimarão vocês, a ponto de lhes deixar desertos os caminhos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deus tem ciúmes dos outros deuses e castiga inocentes pelo pecado dos pais "até a quarta geração" &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;(Nota: ele não diz que os outros deuses não existem, apenas exige exclusividade em troca de proteção)•&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Êxodo 20:5.&lt;/strong&gt; Não se prostre diante desses deuses, nem sirva a eles, porque eu, Javé seu Deus, sou um Deus ciumento: quando me odeiam, castigo a culpa dos pais nos filhos, netos e bisnetos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Uma punição bárbara para a mulher que se mete numa briga para defender o marido•&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deuteronômio 25:11-12&lt;/strong&gt;. Quando homens estiverem brigando, um homem contra seu irmão, e a mulher de um deles se aproximar para livrar o marido dos socos do outro e estender a mão, agarrando o outro nas partes vergonhosas, corte a mão dela. Não tenha piedade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Crianças chamam Eliseu de careca e ele manda ursos, em nome de Deus, para matá-las•&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;II Reis 2.23. &lt;/strong&gt;Daí, Eliseu foi para Betel. Enquanto subia pelo caminho, um bando de garotos, que tinham saído da cidade, começaram a zombar dele, gritando: "Suba, careca! Suba, careca!" &lt;br /&gt;&lt;strong&gt;24.&lt;/strong&gt; Eliseu virou-se, olhou para eles e os amaldiçoou em nome de Javé. Então duas ursas saíram do bosque e despedaçaram quarenta e dois garotos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;A Bíblia manda matar as crianças desrespeitosas•&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Êxodo 21:17. Quem amaldiçoar o seu pai ou sua mãe, torna-se réu de morte.•&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Deuteronômio 21:18-21.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;Se alguém tiver um filho rebelde e incorrigível, que não obedece ao pai e à mãe e não os ouve, nem quando o corrigem, o pai e a mãe o pegarão e o levarão aos anciãos da cidade para ser julgado. E dirão aos anciãos da cidade: 'Este nosso filho é rebelde e incorrigível: não nos obedece, é devasso e beberrão'. E todos os homens da cidade o apedrejarão até que morra. Desse modo, você eliminará o mal do seu meio, e todo o Israel ouvirá e ficará com medo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realmente a Bíblia é o padrão e a revelação de Deus, infalível e perfeita. Ela realmente é a lei de Deus a ser seguida sem questionar.&lt;/strong&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Wagner&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-549248537227868326?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/549248537227868326/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/perolas-da-biblia.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/549248537227868326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/549248537227868326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/perolas-da-biblia.html' title='Pérolas da Bíblia'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-GaeGpomW3x0/TWcvSSFBCwI/AAAAAAAAAnY/dRsE9G2Siw8/s72-c/bem+ou+mal.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-981501287094862441</id><published>2011-02-21T17:36:00.000-08:00</published><updated>2011-02-21T17:36:33.099-08:00</updated><title type='text'>Teologia e espiritualidade na voragem da modernidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-IkjWXidXgoE/TWMS6Io9ykI/AAAAAAAAAnU/x2UmAgZ0W58/s1600/espiritualidade.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" j6="true" src="http://2.bp.blogspot.com/-IkjWXidXgoE/TWMS6Io9ykI/AAAAAAAAAnU/x2UmAgZ0W58/s320/espiritualidade.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A preocupação que norteou a escrita dos ensaios reunidos em Realização do homem, realização de Deus foi, sobretudo, a busca por uma nova perspectiva na qual teologia e espiritualidade pudessem ser enfocadas adequadamente, sem o peso de tantos pressupostos que, ao longo do tempo, acabaram por colocar esses termos em campos quase opostos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Teologia é necessariamente reflexão humana e tarefa inacabada. Trata-se de um trabalho que a razão humana desenvolve sobre os dados da Revelação consignados nas Escrituras e na experiência. Não faz sentido pensar a teologia senão dessa forma; a alternativa, sumamente perigosa, é tê-la como produto acabado, numa confusão de papéis que faz a teologia assumir o lugar da própria Revelação. A Teologia procura compreender as dinâmicas pelas quais esses diferentes testemunhos sobre a Verdade (entendida sempre como realidade pessoal e relacional) foram produzidos e consignados; procura refletir sobre esses testemunhos, agrupando suas percepções em torno de eixos interpretativos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É, assim, esforço humano; e, portanto, esforço histórica e culturalmente condicionado. A Teologia é sempre relativa! Por força disso, só faz sentido num contexto de diálogo, onde as perspectivas de determinada teologia possam ser discutidas à luz de outras construções teológicas. Já não podemos mais acreditar em teologias “absolutas”, que absolutizam sua própria compreensão, seu viés específico de análise. Consequentemente, teologia é tarefa inacabada. Não pode haver um sistema teológico definitivo, pela simples razão de que os contextos históricos – que produzem as teologias, na medida em que esse esforço racional sempre é histórico e historicamente condicionado – mudam; transformam-se. Uma Teologia definitiva, absoluta portanto, só faria sentido na trans-história, não na história!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esta percepção se estende, necessariamente, ao trabalho dogmático. Isto já está implícito no que afirmei; desdobro apenas para frisar. As construções dogmáticas são historicamente condicionadas; portanto, a tradução da fé em novos contextos históricos e culturais exige que o edifício dogmático seja constantemente reformado. Nada mais adequado, aliás, para quem crê que Ecclesia reformata semper reformanda! Não basta repetir, para o público do século XXI, os termos das controvérsias cristológicas do século V; isso nos obrigaria a primeiro levar o homem do século XXI a pensar como neoplatônico, para então conseguir compreender a cristologia de Calcedônia, com suas hipóstases, suas naturezas, sua consubstancialidade. O que é necessário é traduzir a fé para o nosso contexto, sem a obrigação de responder a perguntas que não estão mais sendo feitas, mas com a obrigação incontornável de responder às perguntas que são relevantes em nossa própria época!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando falamos em espiritualidade (definamos: formas específicas de vivência da experiência de fé; nesse sentido, patrimônio de toda a religiosidade humana; o que nos interessa no momento são as espiritualidades cristãs), precisamos encarar o fato de que falamos de uma realidade também histórica. As formas de espiritualidade surgem em momentos históricos definidos e respondendo a questões colocadas por esses momentos. A espiritualidade dos padres do deserto surgiu no século III como resposta a uma demanda específica: uma reação ao ambiente fortemente urbano do Império romano do Oriente, ambiente no qual a Igreja se sentia plenamente integrada (a espiritualidade do deserto foi, portanto, uma espiritualidade de protesto em relação a essa Igreja); a espiritualidade franciscana, por sua vez, surgiu no século XIII, num contexto de renascimento urbano na Europa ocidental, como forma de responder, de forma igualmente crítica, aos desafios colocados por esse crescimento urbano (em especial o problema da pobreza). No entanto, enquanto na prática a espiritualidade do deserto era uma espiritualidade marcada pelo retirar-se do mundo, a espiritualidade franciscana era caracterizada pela vivência da espiritualidade no meio da realidade mundana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se as formas de espiritualidade são históricas, também não podem ser absolutizadas. A rigor, viver a espiritualidade do deserto, ou a espiritualidade franciscana, não é possível fora de seus contextos geradores. O que mostra que, ainda que essas espiritualidades possam continuar válidas em suas intuições básicas, precisam ser constantemente redefinidas para continuar a ser relevantes em novos contextos históricos. Nesse sentido (e apenas como exemplo a ser citado), a espiritualidade franciscana redefiniu-se, no contexto latino-americano e especialmente brasileiro do final do século XX, em termos da opção pelos pobres que se tornou característica da Teologia da Libertação. Ao afirmar isto, faço menção ao fato de que o ideário franciscano combinou bastante com as ênfases, mais amplas, da Teologia da Libertação; não pretendo de forma alguma traçar a origem da Teologia da Libertação aos franciscanos, o que seria falso).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Compreender o caráter histórico das formas de espiritualidade opera uma enorme libertação: liberta-nos de nos obrigarmos à vivência específica da fé sob formas que, efetivamente, já não nos dizem nada. Em suma, eu não preciso viver a espiritualidade como os metodistas do século XVIII a viveram; posso encontrar formas atuais, próprias, de fazê-lo! Portanto, estamos falando em modelos múltiplos de espiritualidade. Que forma de espiritualidade é correta? A pergunta é errada em si mesma!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Múltiplos contextos exigem múltiplas formas de vivência da fé. Ela não será vivida do mesmo jeito, em Osasco, em Nova York e em Moçambique. Fatores históricos, culturais, econômicos; características específicas dos tecidos sociais; o peso e as configurações das formas tradicionais de religiosidade; tudo isso dará origem a formas específicas de vivência da fé. Nada mais errado, nesse sentido, do que pretender a uniformização da espiritualidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Entre as percepções centrais de nossa época está a valorização da diversidade. Isto precisa ser realidade também no que diz respeito às formas de vivência da fé. A padronização não pode ocorrer nem sequer no nível denominacional, como ocorria no passado recente protestante (“ser metodista é assim”; “ser batista é assim”); por mais preciosas que sejam essas e outras tradições, com suas ricas especificidades, encontraremos a necessidade de viver o legado central dessas tradições sob diferentes formas e com diferentes ênfases. Vê-se, por aí, quão distantes estamos daqueles anos (menos de meio século atrás) em que ainda se praticavam exclusões denominacionais apenas por conta do “falar em línguas”; hoje, não há denominação histórica no Brasil que não tenha seus “faladores de línguas” e que, portanto, não abrigue diferentes espiritualidades em seu seio!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não falamos apenas em modelos múltiplos, mas também em modelos integrais de espiritualidade. Trata-se da percepção, fundamental (e que não poderá ser adequadamente trabalhada aqui), de que o ser humano é um ser integral. Ele não é, como supúnhamos a partir de uma teologia mal direcionada, um compósito de “espírito”, “alma” e “corpo”, mas um ser integral cujas múltiplas dimensões (física, emocional, afetiva, intelectual, volitiva, devocional e outras) se encontram profundamente interligadas. Um projeto de espiritualidade que secciona nossa humanidade; que valoriza apenas determinados elementos da experiência humana (a fé, a devoção), mas nega outros (a sexualidade, os afetos, as necessidades materiais, o intelecto) – será sempre um projeto defeituoso e que gerará inúmeras patologias.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao mesmo tempo, nossa época tornou-se, de forma inegável, uma época absorvida pela perspectiva holística (de hólon, “integral”, “total”; cf. 1 Tessalonicenses 5:23). O ser humano não aceita mais ser esquartejado em diferentes pedaços. Curiosamente, Oriente e Ocidente unem-se nessa perspectiva; e, fazendo isso, sem querer retornam a uma perspectiva profundamente bíblica, presente tanto no Antigo quanto no Novo Testamento!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Vê-se facilmente que, para este autor, os problemas da teologia e da espiritualidade relacionam-se intimamente com a especificidade de nosso próprio momento histórico: este instante de guinadas e de definições no seio da modernidade no qual estamos vivendo. Como praticar, em nosso tempo, uma teologia e uma espiritualidade dotadas de relevância? Como encarar plenamente os desafios que a modernidade faz à fé cristã sem que a substância dessa fé se perca no processo? Os textos reunidos em Realização do homem, realização de Deus: ensaios de teologia e espiritualidade foram pensados a partir dessa problemática básica. Seus diferentes temas interligam-se a partir dessas questões de fundo e é à luz delas que devem ser compreendidos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;RUI LUIS RODRIGUES&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-981501287094862441?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/981501287094862441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/teologia-e-espiritualidade-na-voragem.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/981501287094862441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/981501287094862441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/teologia-e-espiritualidade-na-voragem.html' title='Teologia e espiritualidade na voragem da modernidade'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-IkjWXidXgoE/TWMS6Io9ykI/AAAAAAAAAnU/x2UmAgZ0W58/s72-c/espiritualidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-806583777296300634</id><published>2011-02-09T19:13:00.000-08:00</published><updated>2011-02-09T19:15:53.380-08:00</updated><title type='text'>A Sociedade Mundial da Cegueira</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/-C5LTLbbsRNo/TVNYF-fNCYI/AAAAAAAAAnQ/y_Ungfbycug/s1600/cegueira.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" h5="true" height="282" src="http://2.bp.blogspot.com/-C5LTLbbsRNo/TVNYF-fNCYI/AAAAAAAAAnQ/y_Ungfbycug/s320/cegueira.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O poeta Affonso Romano de Sant'Ana e o prêmio Nobel de literatura, o portugues José Saramago, fizeram da cegueira tema para críticas severas à sociedade atual, assentada sobre uma visão reducionista da realidade. Mostraram que há muitos presumidos videntes que são cegos e poucos cegos que são videntes.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Hoje propala-se pomposamente que vivemos sob a sociedade do conhecimento, uma espécie de nova era das luzes. Efetivamente assim é. Conhecemos cada vez mais sobre cada vez menos. O conhecimento especializado colonizou todas as áreas do saber. O saber de um ano é maior que todo saber acumulado dos últimos 40 mil anos. Se por um lado isso traz inegáveis benefícios, por outro, nos faz ignorantes sobre tantas dimensões, colocando-nos escamas sobre os olhos e assim impedindo-nos de ver a totalidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que está em jogo hoje é a totalidade do destino humano e o futuro da biosfera. Objetivamente estamos pavimentando uma estrada que nos poderá conduzir ao abismo. Por que este fato brutal não está sendo visto pela maioria dos especialistas nem dos chefes de Estado nem da grande mídia que pretende projetar os cenários possíveis do futuro? Simplesmente porque, majoritariamente, se encontram enclausurados em seus saberes específicos nos quais são muito competentes mas que, por isso mesmo, se fazem cegos para os gritantes problemas globais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quais dos grandes centros de análise mundial dos anos 60 previram a mudança climática dos anos 90? Que analistas econômicos com prêmio Nobel, anteviram a crise econômico-financeira que devastou os países centrais em 2008? Todos eram eminentes especialistas no seu campo limitado, mas idiotizados nas questões fundamentais. Geralmente é assim: só vemos o que entendemos. Como os especialistas entendem apenas a mínima parte que estudam, acabam vendo apenas esta mínima parte, ficando cegos para o todo. Mudar este tipo de saber cartesiano desmontaria hábitos científicos consagrados e toda uma visão de mundo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É ilusória a independência dos territórios da física, da química, da biologia, da mecânica quântica e de outros. Todos os territórios e seus saberes são interdependentes, uma função do todo. Desta percepção nasceu a ciência do sistema Terra. Dela se derivou a teoria Gaia que não é tema da New Age mas resultado de minuciosa observação científica. Ela oferece a base para políticas globais de controle do aquecimento da Terra que, para sobreviver, tende a reduzir a biosfera e até o número dos organismos vivos, não excluidos os seres humanos.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Emblemática foi a COP-15 sobre as mudanças climáticas em Copenhague. Como a maioria na nossa cultura é refém do vezo da atomização dos saberes, o que predominou nos discursos dos chefes de Estado eram interesses parciais: taxas de carbono, níveis de aquecimento, cotas de investimento e outros dados parciais. A questão central era outra: que destino queremos para a totalidade que é a nossa Casa Comum? Que podemos fazer coletivamente para garantir as condições necessárias para Gaia continuar habitável por nós e por outros seres vivos? &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esses são problemas globais que transcendem nosso paradigma de conhecimento especializado. A vida não cabe numa fórmula, nem o cuidado numa equação de cálculo. Para captar esse todo precisa-se de uma leitura sistêmica junto com a razão cordial e compassiva, pois é esta razão que nos move à ação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Temos que desenvolver urgentemente a capacidade de somar, de interagir, de religar, de repensar, de refazer o que foi desfeito e de inovar. Esse desafio se dirige a todos os especialistas para que se convençam de que a parte sem o todo não é parte. Da articulação de todos estes cacos de saber, redesenharemos o painel global da realidade a ser comprendida, amada e cuidada. Essa totalidade é o conteúdo principal da consciência planetária, esta sim, a era da luz maior que nos liberta da cegueira que nos aflige.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Leonardo Boff&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-806583777296300634?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/806583777296300634/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/sociedade-mundial-da-cegueira.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/806583777296300634'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/806583777296300634'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/sociedade-mundial-da-cegueira.html' title='A Sociedade Mundial da Cegueira'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/-C5LTLbbsRNo/TVNYF-fNCYI/AAAAAAAAAnQ/y_Ungfbycug/s72-c/cegueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-975102270007483247</id><published>2011-02-01T06:35:00.000-08:00</published><updated>2011-02-07T01:21:38.463-08:00</updated><title type='text'>BIG BROTHER BRASIL</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TUgZ-4ZKqvI/AAAAAAAAAnE/ZhfUqXTfdNc/s1600/big+broder.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" s5="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TUgZ-4ZKqvI/AAAAAAAAAnE/ZhfUqXTfdNc/s320/big+broder.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que me perdoem os ávidos telespectadores do Big Brother&amp;nbsp;Brasil (BBB), produzido e organizado pela nossa distinta Rede Globo, mas&amp;nbsp;conseguimos chegar ao fundo do poço...A décima primeira (está indo&amp;nbsp;longe!) edição do BBB é uma síntese do que há de pior na TV brasileira.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Chega a ser difícil,... encontrar as palavras adequadas para qualificar&amp;nbsp;tamanho atentado à nossa modesta inteligência.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dizem que em Roma, um dos maiores impérios que o mundo&amp;nbsp;conheceu, teve seu fim marcado pela depravação dos valores morais do seu&amp;nbsp;povo, principalmente pela banalização do sexo. O BBB é a pura e suprema&amp;nbsp;banalização do sexo. Impossível assistir, ver este programa ao lado dos&amp;nbsp;filhos. Gays, lésbicas, heteros... todos, na mesma casa, a casa dos&amp;nbsp;?heróis?, como são chamados por Pedro Bial. Não tenho nada contra gays,&amp;nbsp;acho que cada um faz da vida o que quer, mas sou contra safadeza ao vivo&amp;nbsp;na TV, seja entre homossexuais ou heterosexuais. O BBB é a realidade em&amp;nbsp;busca do IBOPE...&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja como Pedro Bial tratou os participantes do BBB. Ele&amp;nbsp;prometeu um zoológico humano divertido? . Não sei se será divertido,&amp;nbsp;mas parece bem variado na sua mistura de clichês e figuras típicas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pergunto-me, por exemplo, como um jornalista,&amp;nbsp;documentarista e escritor como Pedro Bial que, faça-se justiça, cobriu a&amp;nbsp;Queda do Muro de Berlim, se submete a ser apresentador de um programa&amp;nbsp;desse nível. Em um e-mail que recebi há pouco tempo, Bial escreve&amp;nbsp;maravilhosamente bem sobre a perda do humorista Bussunda referindo-se à&amp;nbsp;pena de se morrer tão cedo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu gostaria de perguntar, se ele não pensa que esse&amp;nbsp;programa é a morte da cultura, de valores e princípios, da moral, da&amp;nbsp;ética e da dignidade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Outro dia, durante o intervalo de uma programação da&amp;nbsp;Globo, um outro repórter acéfalo do BBB disse que, para ganhar o prêmio&amp;nbsp;de um milhão e meio de reais, um Big Brother tem um caminho árduo pela&amp;nbsp;frente, chamando-os de heróis. Caminho árduo? Heróis?&amp;nbsp;&amp;nbsp;São esses nossos exemplos de heróis?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Caminho árduo para mim é aquele percorrido por milhões&amp;nbsp;de brasileiros: profissionais da saúde, professores da rede pública&amp;nbsp;(aliás, todos os professores), carteiros, lixeiros e tantos outros&amp;nbsp;trabalhadores incansáveis que, diariamente, passam horas exercendo suas&amp;nbsp;funções com dedicação, competência e amor, quase sempre mal&amp;nbsp;remunerados..&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heróis, são milhares de brasileiros que sequer têm um&amp;nbsp;prato de comida por dia e um colchão decente para dormir e conseguem&amp;nbsp;sobreviver a isso, todo santo dia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heróis, são crianças e adultos que lutam contra doenças&amp;nbsp;complicadíssimas porque não tiveram chance de ter uma vida mais saudável&amp;nbsp;e digna.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Heróis, são aqueles que, apesar de ganharem um salário&amp;nbsp;mínimo, pagam suas contas, restando apenas dezesseis reais para&amp;nbsp;alimentação, como mostrado em outra reportagem apresentada, meses atrás&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;pela própria Rede Globo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O Big Brother Brasil não é um programa cultural, nem&amp;nbsp;educativo, não acrescenta informações e conhecimentos intelectuais aos&amp;nbsp;telespectadores, nem aos participantes, e não há qualquer outro estímulo&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;como, por exemplo, o incentivo ao esporte, à música, à criatividade ou&amp;nbsp;ao ensino de conceitos como valor, ética, trabalho e moral.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E ai vem algum psicólogo de vanguarda e me diz que o BBB&amp;nbsp;ajuda a "entender o comportamento humano". Ah, tenha dó!!!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Veja o que está por de tra$$$$$$$$$$$$$$$$ do BBB: José&amp;nbsp;Neumani da Rádio Jovem Pan, fez um cálculo de que se vinte e nove&amp;nbsp;milhões de pessoas ligarem a cada paredão, com o custo da ligação a&amp;nbsp;trinta centavos, a Rede Globo e a Telefônica arrecadam oito milhões e&amp;nbsp;setecentos mil reais. Eu vou repetir: oito milhões e setecentos mil&amp;nbsp;reais a cada paredão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Já imaginaram quanto poderia ser feito com essa quantia&amp;nbsp;se fosse dedicada a programas de inclusão social: moradia, alimentação,&amp;nbsp;ensino e saúde de muitos brasileiros?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;(Poderiam ser feitas mais de 520 casas populares; ou&amp;nbsp;comprar mais de 5.000 computadores!)&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Essas palavras não são de revolta ou protesto, mas de&amp;nbsp;vergonha e indignação, por ver tamanha aberração ter milhões de&amp;nbsp;telespectadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em vez de assistir ao BBB, que tal ler um livro, um&amp;nbsp;poema de Mário Quintana ou de Neruda ou qualquer outra coisa..., ir ao&amp;nbsp;cinema..., estudar... , ouvir boa música..., cuidar das flores e&amp;nbsp;jardins... , telefonar para um amigo... , visitar os avós.. , pescar...,&amp;nbsp;brincar com as crianças... , namorar... ou simplesmente dormir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Assistir ao BBB é ajudar a Globo a ganhar rios de&amp;nbsp;dinheiro e destruir o que ainda resta dos valores sobre os quais foi&amp;nbsp;construída nossa sociedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-975102270007483247?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/975102270007483247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/big-brother-brasil.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/975102270007483247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/975102270007483247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/02/big-brother-brasil.html' title='BIG BROTHER BRASIL'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TUgZ-4ZKqvI/AAAAAAAAAnE/ZhfUqXTfdNc/s72-c/big+broder.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-6291649672321316434</id><published>2011-01-29T15:55:00.000-08:00</published><updated>2011-01-29T15:55:58.844-08:00</updated><title type='text'>Mantendo Cristã a Mensagem Cristã</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TUSo-aq2DtI/AAAAAAAAAnA/_1H1BUQtQHw/s1600/mente+aberta.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="317" s5="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TUSo-aq2DtI/AAAAAAAAAnA/_1H1BUQtQHw/s320/mente+aberta.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Tudo isso leva ao que Jurgen Moltmann chama de “dilema entre identidade e envolvimento”. A igreja cristã está enfrentando uma crise de identidade e uma crise de relevância. Quanto mais busca abraçar uma identidade distintamente cristã, menos relevante ela se torna. Quanto mais busca ser relevante, mais perde sua distintiva identidade cristã. Um ocasiona a deterioração através de assimilação indiscriminada, São as atitudes da comunidade cristã que servem de intérprete para a mensagem cristã. o outro ocasiona a deterioração através de um recolhimento sectário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na busca para resolver esse dilema, este artigo propõe que a igreja se recuse a comprometer ou adulterar o evangelho. Em meio a Babel, a igreja deve continuar a proclamar uma mensagem que seja distintivamente cristã. Convicções cristãs devem ser expressas em linguagem cristã. A igreja, no entanto, deve também habitar a narrativa cristã. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;É essa habitação e incorporação da narrativa cristã que a torna compreensível (e talvez até mesmo atraente) para a sociedade. São as atitudes da comunidade cristã que servem de intérprete para a mensagem cristã. Dizer que os cristãos acreditam em Deus se manterá “verdadeiro mas pouco interessante” até que a comunidade assuma uma forma que revele o caráter do Deus cristão. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A igreja, portanto, deve continuar a falar a linguagem do cristianismo. Fundamentando-se na história bíblica e na tradição cristã, a igreja será capaz de engajar-se numa conversação genuína e de dar continuidade à narrativa cristã, pois o cristianismo não é uma série de dogmas, mas uma história a ser finalizada.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Histórias é que são particularmente eficazes na tarefa de subverter ou modificar outras histórias. Como escreve Tom Wright, “diga a uma pessoa para fazer alguma coisa e você muda a vida dela por um dia; conte a essa pessoa uma história, e você muda a vida dela por completo”. Portanto, proferir linguagem cristã e incorporar a narrativa cristã deve ser a resposta da igreja para a presente situação. Ao manter-se um corpo gerador de histórias ela ganhará liberdade do torvelinho de narrativas que saturam a sociedade. Os profetas hebreus, de Moisés a Jesus, entendiam o poder único da linguagem e das narrativas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A cultura de Babel procura destruir a linguagem porque entende também que as realidades sociais podem ser renovadas pelo poder da palavra. Ao proferir a Palavra que é Cristo e ao encarnar a Palavra vivendo em Cristo, a igreja faz mais do que meramente reformar Babel, e começa a demoli-la por completo. Por essa razão a igreja que vive de modo profético permanece “intensamente preocupada com questões linguísticas e epistemológicas”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há quatro elementos dessa linguagem e modo de vida cristãos que merecem ser examinados em maior detalhe. O primeiro é a pessoa de Jesus; conhecer a narrativa de Jesus deve ser o primeiro passo para qualquer coisa que seja genuinamente cristã. O segundo é a compreensão única de Deus revelada pela teologia trinitariana. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O terceiro é o coração do cristianismo missional, encontrado no Reino de Deus, e o quarto é a anunciação do perdão dos pecados. Essa proclamação com quatro aspectos apresenta os elementos particularmente cristãos e teológicos que são rapidamente abandonados quando a igreja tenta falar a linguagem da cultura, passando a colocá-los numa posição central – de onde não deveriam ter saído.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo Brabo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-6291649672321316434?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/6291649672321316434/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/mantendo-crista-mensagem-crista.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6291649672321316434'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6291649672321316434'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/mantendo-crista-mensagem-crista.html' title='Mantendo Cristã a Mensagem Cristã'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TUSo-aq2DtI/AAAAAAAAAnA/_1H1BUQtQHw/s72-c/mente+aberta.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8258665456079137931</id><published>2011-01-20T06:22:00.000-08:00</published><updated>2011-01-20T06:22:10.643-08:00</updated><title type='text'>A Pastoral do Medo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TThE8gOsQnI/AAAAAAAAAmo/KHtWMdR9AOY/s1600/fantasma.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" s5="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TThE8gOsQnI/AAAAAAAAAmo/KHtWMdR9AOY/s320/fantasma.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Há um bom motivo pelo qual o alarmismo é contagioso e irresistível, e se espalha como a peste pelas veias da internet; há um motivo pelo qual os pregadores invariavelmente demonizam seus adversários, e afirmam haver gigantes insaciáveis onde ficará demonstrado haver moinhos de vento: semear o medo torna as pessoas vulneráveis, e gente vulnerável pode ser manipulada. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medo só é capaz de dominar quem tem alguma coisa a perder; quem não tem nada a perder não tem a nada temer. Esta é uma equação delicada, especialmente num país como o Brasil, em que a distribuição de renda está entre as dez mais desiguais do mundo (e é um mundo grande): há sempre o risco de que os que não tem nada a perder se levantem contra os que tem tudo a perder.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em todo o mundo, mas especialmente num país com a nossa história, a classe média ocupa mais ou menos o espaço que ocupava a nobreza nos tempos medievais e coloniais. E, como sabemos o que aconteceu à nobreza em insurreições como a Revolução Francesa, a classe média adentrou a era moderna imbuída de um medo que lhe é absolutamente característico e essencial: o medo da perturbação social.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A classe média sabe desejar o progresso e é capaz de assimilar a mudança, porém (exatamente como a nobreza antes dela) tem absoluto horror à desordem. Seu mundo de shopping centers, de ambientes de ar condicionado e de seguranças na porta (a fim de manter os incompatíveis à distância) deve ser resguardado a todo custo. Passeatas, quebra-quebras, invasões de sem-terra, ladrões que levam o iPad e revoluções de gente faminta devem pertencer ao domínio ilustrativo dos filmes de zumbi. Na verdade, já o constrangimento de ser abordado por uma criança de rua na esquina deve ser aplacado pelo uso preventivo de carros blindados e vidros escuros.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A estabilidade social, entendida como a manutenção de um estado de coisas em que uma minoria administre e se beneficie de recursos que são de todos, é o valor por excelência da classe média. Não há outra verdade eterna que ela esteja disposta a defender.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O medo da perturbação social, no entanto, é genérico demais e precisa encontrar ícones que os encarnem de modo satisfatório. É preciso pulverizar o nosso medo essencial atribuindo-o a culpados e demônios. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E, se quisesse manipular nos nossos dias uma burguesia absolutamente aterrorizada diante da possibilidade de perturbações sociais, que alvos você elegeria? Deixe-me ajudá-lo: elejamos os homossexuais, os que defendem o aborto, os sem-terra, os comunistas. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Cada uma dessas categorias representa, à sua maneira, uma formidável possibilidade de perturbação social; cada uma, à sua maneira, materializa uma ameaça à tranquilidade sanitizada do indefectível universo burguês, em que nada é sujo, nada é feio, nada é controverso e nada é constrangedor.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que ameaça maior do que um mundo em que a união civil entre homossexuais denuncie diariamente o caráter relativo e historicamente determinado de soluções de convívio que a sociedade toma por normativas? O que parecerá mais perturbador do que um mundo em que gente do sexo masculino ouse definir a sua relação mútua pela afetividade e não pela agressividade e pela competição? Um mundo em que mulheres ousem prescindir do homem para encontrar a sua satisfação sexual e emocional?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Do mesmo modo, será preciso avaliar a ameaça de um mundo em que o aborto exista sequer como possibilidade. Porque este mundo irá postular como legítimo que a mulher exerça controle sobre seu próprio corpo e sobre seu próprio prazer, e esses domínios pertencem por tradição ao âmbito do seu homem. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E que dizer dos sem-terra e dos comunistas, que blasfemam do próprio capitalismo e querem virar o mundo do avesso, ignorando os privilégios milenares da propriedade, da classe social e do lucro, e isso em favor de uma ameaça tão declarada quanto a “igualdade social”? O que pode ser mais inaceitável do que esse ataque direto à estabilidade – à própria existência – do mundo entrincheirado da burguesia?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Se é para preservar o presente mundo das perturbações sociais, será necessário negar qualquer igualdade de direitos civis aos homossexuais, chamando sua demanda de ditadura gay; será preciso abominar o aborto acenando com a bandeira pró-vida, ao mesmo tempo em que escondemos atrás dela os recursos que financiam a morte nas guerras e o horror das crianças vivas que passam fome patrocinada pelo capitalismo; será preciso rejeitar qualquer iniciativa que altere desfavoravelmente (para nós) a distância de segurança entre as castas, tachando-as de paternalismo, assistencialismo, compra de votos e introdução gradual da doutrina comunista.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pelo menos desde a Idade Média o papel da igreja foi fundamental na definição e na propagação de medos expiatórios como esses. Num sentido muito profundo, a igreja vive de elencar os medos que a sociedade deve ter. Coube tradicionalmente a ela fornecer os demônios cuja execração garanta a continuidade do estado de coisas – e resguarde, no mesmo pacote, a influência que a própria igreja exerce sobre as pessoas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqui está Jean Delumeau, notável mapeador de medos, falando da cidade sitiada que era a sociedade medieval:&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os homens da igreja levantaram os males que [Satã] é capaz de provocar e a lista de seus agentes: os turcos, os judeus, os heréticos, as mulheres (especialmente as feiticeiras). Operaram uma triagem entre os perigos e assinalaram as ameaças essenciais, isto é, aquelas que lhes pareceram tais, levados em conta sua formação religiosa e seu poder na sociedade. Uma ameaça de morte viu-se assim segmentada em medos, seguramente temíveis, mas “nomeados” e explicados, porque refletidos e aclarados pelos homens da igreja. Essa enunciação designava perigos e adversários contra os quais o combate era, se não fácil, ao menos possível, com a ajuda da graça de Deus. Desmascarar Satã e seus agentes e lutar contra o pecado era, além disso, diminuir sobre a terra a dose de infortúnios de que são a verdadeira causa. Essa denúncia se pretendia, pois, liberação, a despeito – ou melhor por causa – de todas as ameaças que fazia pesar sobre os inimigos de Deus desentocados de seus esconderijos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Basta que se troquem os rótulos – saem turcos, judeus, heréticos e feiticeiras e entram comunistas, homossexuais, feministas e muçulmanos – para que se veja que a igreja permanece elegendo “ameaças essenciais” de modo a beneficiar-se do pavor que a sociedade tem de perder os privilégios da familiaridade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A igreja formal contemporânea dispõe de uma parcela de poder infinitamente menor do que a medieval, mas isso não torna os seus esforços menos enfáticos. Ao contrário, para resguardar o pouco poder que lhe resta, os homens da igreja se entregarão com paixão inquisitorial à tarefa de elencar demônios e exercer sua faculdade autoimposta de polícia social. E, como observado por Delumeau, parte essencial dessa estratégia é manter os cristãos com uma certa dose de medo de si mesmos – medo de serem contados entre o inimigo, medo de não defenderem com suficiente ardor uma pureza nominal, medo da rejeição institucional e de seus preços.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O problema de uma comunidade dominada pelo medo é que ela pode ser manipulada a ceder a gravíssimas injustiças em nome da preservação de sua tranquilidade idealizada. Dessa forma a Alemanha abraçou de bom grado o discurso nazista, por medo das perturbações sociais encarnadas na ameaça do comunismo e numa suposta dominação judaica mundial. Dessa forma a Itália dobrou-se servilmente ao fascismo e o Brasil à ditadura militar, porque esses autoritarismos berravam ameaças de uma impensável sublevação e de um horrendo nivelamento societário. E, como era de se esperar, esses movimentos de terror contaram com o apoio aberto – e, em alguns casos, o constrangido silêncio – da igreja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em que somos menos manipuláveis do que a Alemanha nazista, se tememos as mesmas coisas? Os nazistas temiam que os judeus imprimissem no mundo seus valores, sua supremacia e sua estética, e nós tememos que os homossexuais implantem nele a sua agenda; os nazistas temiam que os comunistas aplainassem as classes ao ponto de uma completa descaracterização nacional, e nós tememos a mesma coisa. Somos nós a cidade sitiada, e o que nos conforta são os gritos do clero explicando o que devemos temer – e assim o que devemos odiar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A ironia da participação da igreja na disseminação desses terrores está em que o movimento cristão nasceu e se desenvolveu num ambiente caracterizado por formidáveis perturbações sociais. Jesus ganhou fama de rei numa Palestina ocupada em que vinham periodicamente à tona levantes e guerrilhas dirigidas contra os romanos e sua opressão imperialista. O Templo dos judeus não sobreviveu ao sangrento confronto do ano 70 desta era, e poucas décadas mais tarde os próprios cristãos viram levantar-se contra o seu mundo uma longa e implacável perseguição.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ainda mais paradoxal é reconhecer que, se devemos dar crédito ao Novo Testamento, a maior e mais radical fonte de perturbação social naqueles anos foi o próprio movimento cristão. Dos apelos de João Batista por justiça social até as mesas comunitárias do livro de Atos, passando pelos confrontos de Jesus com todas as elites do seu tempo, o movimento do reino representou uma intransigente e contínua sublevação societária. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em conformidade com a herança de seu mestre (e causando o mesmo tipo de constrangimento), os colonos do reino levavam por onde passavam as demandas por justiça, por fraternidade universal e pelo amor incondicional entre os homens. Quando a boa nova chegou a Tessalônica, na pessoa de Paulo e Silas, seus adversários não poderiam ter escolhido melhor as palavras para descrever a ameaça de perturbação social que representavam: “esses que estão virando o mundo de cabeça para baixo chegaram também aqui”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando adotamos o discurso do medo, portanto, estamos tentando imprimir sobre a proposta impoluta e subversiva do reino marcas que são incompatíveis com a sua essência e com a sua herança. Porque o Novo Testamento não deixa espaço para dúvida: igreja não é quem teme a perturbação social, mas quem a provoca. Igreja não é quem promove o medo, mas quem o aplaca e o anula pela inclusão e pelo amor. “O amor lança fora todo o medo”, ousou proclamar a provisão imprudente do Espírito.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nós, o que fazemos? Enquanto a igreja exemplar do livro de Atos aprendia, passo a passo, a incluir o diferente e o tido previamente como inaceitável (a mulher, o aleijado, o eunuco, o gentio), nós demonizamos como inaceitável o homossexual. Enquanto a igreja exemplar do livro de Atos adotava todo o tipo de medidas distributivas e postulava um reino definido pela equidade, nós condenamos como comunismo e como Satanás a mínima provisão que vise apenas desbastar os abismos da distribuição de renda.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;E nisso, que fique muito claro, vamos escolhendo aqueles medos que nos mantenham a salvo da nossa vocação.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Paulo Brabo&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8258665456079137931?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8258665456079137931/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/pastoral-do-medo.html#comment-form' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8258665456079137931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8258665456079137931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/pastoral-do-medo.html' title='A Pastoral do Medo'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TThE8gOsQnI/AAAAAAAAAmo/KHtWMdR9AOY/s72-c/fantasma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-297028792169235536</id><published>2011-01-14T17:10:00.000-08:00</published><updated>2011-01-17T08:39:17.445-08:00</updated><title type='text'>Um Grande Paradoxo</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TTDzzaHX4iI/AAAAAAAAAmk/wxomzOc_Fos/s1600/paradoxo.bmp" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="215" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TTDzzaHX4iI/AAAAAAAAAmk/wxomzOc_Fos/s320/paradoxo.bmp" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A tragédia na região serrana do Rio de Janeiro não só nos constrange, como também no meu caso, fiquei perplexo diante do paradoxo que percebi na mensagem pregada em algumas igrejas em que pude fazer numa pesquisa rápida perguntando para algumas pessoas que participaram de cultos entre quarta e quinta feira desta semana.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em algumas igrejas fizeram orações em prol das famílias que perderam entes queridos, perderam seus bens, perderam amigos, seus negócios e até suas histórias. Algumas “igrejas” (não consegui colocar maiúscula e sem aspas) cultuaram a deus (minúsculo) sem se importar nem com aqueles que morreram, e que inclusive eram irmãos em Cristo. Outra igreja vai fazer uma “grande coisa”, vai pedir aos membros que cooperem com alimentos para poder enviar aos necessitados. (mais uma vez aos membros e sem nenhum envolvimento da estrutura). Você pode notar que nenhum envolvimento maior está sendo feito, nada que exige esforço, me parece aquela oferta que as pessoas dão do que sobeja.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O paradoxo é exatamente a mensagem pregada diante de tragédias como essa. Enquanto pregavam que Jesus daria vitória, que ele mudaria a vida das pessoas que ali estavam, que as portas se abririam porque Ele é aquele que abre e ninguém fecha e fecha e ninguém abre. Ele é o médico dos médicos e que naquela noite Ele estava curando enfermidades.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eu fico pensando: Porque tanta insensibilidade? Porque tanta indiferença? Porque o Deus que promove tantas coisas boas, de tantas vitórias, curas e abre tantas portas, não encontra numa “igreja” a disposição para pelo menos viver o que prega e manifestar com a vida o amor que é pregado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Por isso o Senhor disse: Pois que este povo se aproxima de mim, e com a sua boca e com os seus lábios me honra, mas tem afastado para longe de mim o seu coração, e o seu temor para comigo consiste em mandamentos de homens, aprendidos de cor; (Is 29:13).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Esse não é o caso dessa instituição chamada de “igreja”? O fruto desses “cultos” não é a perpetuação de uma insensibilidade pedrada? Será que esse povo que se diz próximo não honra a Deus apenas de lábios e tem o seu coração longe de Deus? Que tal fecharmos os prédios e fazermos um mutirão para Deus abençoar através de nós essas vidas que já perderam tudo, e muitos até a família.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos, porque não ouvirei as melodias das tuas liras. (Am 5:23)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;A maioria esmagadora dos pastores são amantes de si mesmos e fizeram do ministério seu emprego e meio de lucro. O povo foi acostumdo ao comodismo, e a não procura conferir tudo que está sendo falado. Enfim, está todo mundo satisfeito. O pastor ganha dinheiro, poder e vaidade, e o povo gosta de ser enganado como Jeremias disse em Jr 5.31.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;Jeremias 23-1:5&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;1. Ai dos pastores que destroem e dispersam as ovelhas do meu pasto, diz o Senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;2. Portanto assim diz o Senhor, o Deus de Israel, acerca dos pastores que apascentam o meu povo: Vós dispersastes as minhas ovelhas, e as afugentastes, e não as visitastes. Eis que visitarei sobre vós a maldade das vossas ações, diz o Senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;3. E eu mesmo recolherei o resto das minhas ovelhas de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; e frutificarão, e se multiplicarão.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size: large;"&gt;4. E levantarei sobre elas pastores que as apascentem, e nunca mais temerão, nem se assombrarão, e nem uma delas faltará, diz o Senhor.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pare e pense&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wagner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-297028792169235536?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/297028792169235536/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/um-grande-paradoxo.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/297028792169235536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/297028792169235536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/um-grande-paradoxo.html' title='Um Grande Paradoxo'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TTDzzaHX4iI/AAAAAAAAAmk/wxomzOc_Fos/s72-c/paradoxo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-2465162972650629672</id><published>2011-01-11T14:13:00.000-08:00</published><updated>2011-01-11T14:13:53.769-08:00</updated><title type='text'>Jugo suave</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSzV9rV95uI/AAAAAAAAAmg/ZgEuhNqPQfg/s1600/jugo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSzV9rV95uI/AAAAAAAAAmg/ZgEuhNqPQfg/s320/jugo.jpg" width="315" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os rabinos são intérpretes da Lei. Sua ocupação é discernir como viver a vontade de Deus expressa na Lei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta razão têm autoridade para proibir e permitir, dizer o que pode e deve ser feito para que a Lei seja cumprida e que não pode e não deve ser feito para que a Lei seja abolida. O conjunto de permissões e proibições de um rabino consistia no “jugo do rabino”. Todo rabino tem um jugo, que seus discípulos assumem como a melhor maneira de cumprir a Lei. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Todo rabino ensina sob o jugo de outro rabino. Até que apareça algum rabino que afirme ter seu próprio jugo, independentemente do jugo dos rabinos mais antigos. Para ganhar autoridade de ter seu próprio jugo, o novo rabino deve ser autorizado por pelo menos dois rabinos reconhecidos pela comunidade de rabinos. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quando um novo rabino ganha autorização para ter seu próprio jugo, é dito que ele ganhou as chaves do reino, e agora está apto para permitir e proibir, isto é, dizer o que deve e o que não deve, o que pode e o que não pode ser feito por quem deseja cumprir a Lei.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Jesus entrou em cena sob o testemunho de João Batista, e sobre ele se materializou o Espírito Santo na forma corpórea de uma pomba, seguida da voz dos céus: “Este é meu Filho amado, ouçam o que ele diz”. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Dessa maneira, Jesus recebeu autorização de duas fontes de autoridade para ter seu próprio jugo, isto é, recebeu as chaves do reino, e desde então passou a ensinar dizendo: “Ouvistes o que foi dito, eu, porém, vos digo”. Convidava pessoas para que se submetessem ao seu conjunto de permissões e proibições dizendo: “Meu jugo é suave e meu fardo é leve”. Ao final de seu ministério terreno disse a Pedro, que representava a igreja, a comunidade dos discípulos de Jesus: “Dou a vocês as chaves do reino”, e assim transferiu à sua igreja a autoridade para ligar e desligar, proibir e permitir.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os apóstolos compreenderam isso e utilizaram essa prerrogativa em Atos 15, quando decidiram aliviar o jugo que pesava sobre os ombros dos novos cristãos, decidindo que estavam livres de cumprir a Lei de Moisés, devendo observar apenas três ou quatro regras. Em 1Coríntios 7 o apóstolo Paulo também usou “as chaves do reino” para legislar a respeito do divórcio. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No tempo de Jesus os rabinos que seguiam Hilel acreditavam que se podia divorciar por qualquer motivo, enquanto os discípulos de Shamai admitiam o divórcio somente em caso de imoralidade sexual. Jesus concordou com Shamai. Mas o apóstolo Paulo acrescentou mais um motivo legítimo para o divórcio: o abandono pelo descrente por motivo da fé de seu cônjuge convertido.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;As comunidades cristãs têm nas mãos as “chaves do reino”, isto é, têm o direito e o dever de avaliar o jugo que se deve impor aos discípulos cristãos em cada contexto sócio-cultural aonde chega o evangelho. Toda comunidade cristã deve ter a coragem de afirmar “pareceu bem a nós e ao Espírito Santo não lhes impor nada além das seguintes exigências...”. Tanto o moralismo legalista quanto a permissividade libertina causam mal às pessoas que pretendem viver de modo digno do Evangelho de Jesus Cristo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ed René Kivitz&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-2465162972650629672?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/2465162972650629672/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/jugo-suave.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2465162972650629672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/2465162972650629672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/jugo-suave.html' title='Jugo suave'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSzV9rV95uI/AAAAAAAAAmg/ZgEuhNqPQfg/s72-c/jugo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8463370414270283488</id><published>2011-01-07T16:26:00.000-08:00</published><updated>2011-01-07T16:26:52.887-08:00</updated><title type='text'>Rudolf Bultmann e o encontro com Cristo</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSevH8vOOgI/AAAAAAAAAmc/Ry3JNzsfTDo/s1600/bultimam.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSevH8vOOgI/AAAAAAAAAmc/Ry3JNzsfTDo/s1600/bultimam.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Rudolf Bultmann tornou-se uma das figuras mais controvertidas dentre os teólogos cristãos do século passado. Aspectos secundários de seu pensamento teológico são usados por seus críticos, geralmente ligados ao fundamentalismo teológico, a fim de denegrir com rótulos absolutamente falsos o teólogo alemão.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nasceu em 1884, na cidade de Wiefelstede (Oldenburg), na Alemanha, e, desde a mais tenra idade, foi marcado pela intensa religiosidade de seu lar. Sou avô paterno trabalhou como missionário em Serra Leoa, África, e seu pai era pastor luterano. O ambiente familiar, fortemente carregado pelo pietismo evangélico luterano, foi o fator preponderante que levou o pequeno Bultmann a estudar teologia.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1903, deu início aos estudos teológicos na Universidade de Tubinga. Posteriormente, deu continuidade a seus estudos em Berlim e Marburg. Esta última é considerada seu verdadeiro lar intelectual. Obteve seu doutorado em teologia em 1910, defendendo a tese “O estilo de pregação paulina e a diatribe cínico-estóica”. Estava definida a sua predileção pela exegese, disciplina responsável pelo estudo científico dos textos bíblicos em suas línguas originais, e pela história da igreja primitiva.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Em 1912, obteve habilitação para atuar como professor de Novo Testamento, deixando sua marca em universidades como Marburg, Breslau e Giessen.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Criado como parcela significativa dos teólogos de seu tempo na chamada teologia liberal, Bultmann rompeu com a mesma, juntando-se ao novo círculo de teólogos neo-ortodoxos, ou dialéticos, liderados por nomes como Karl Barth, Paul Tillich e Emil Bruner. Após algumas divergências, em um futuro não muito distante, romperia com boa parte destes pensadores.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Contestando fortemente os pressupostos da teologia liberal, Bultmann deixou o seguinte testemunho: “O objetivo da teologia é Deus, e a acusação contra a teologia liberal é esta: ela não tratou de Deus, mas do ser humano. A teologia, cujo objeto é Deus, só pode, portanto, ter a palavra da cruz como seu conteúdo; esta, porém, é um escândalo para o ser humano. E assim a acusação contra a teologia liberal é que ela se evadiu diante deste escândalo ou tentou suavizá-lo”. Resumindo, para Bultmann, o liberalismo teológico tirou o Cristo crucificado do pensamento teológico.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Com o advento do nazismo, ligou-se prontamente a chamada Igreja Confessante, grupo eclesiástico que unia luteranos e reformados em oposição aos conhecidos “cristãos alemães”, elementos que desejavam a submissão da igreja diante do hitlerismo. Posicionou-se de forma clara contra o parágrafo ariano, lei que proibia a ordenação de pastores de origem judaica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como era de se esperar, deixou um legado de importantíssimas obras: A História da Tradição Sinótica (1921), Jesus (1926), Crer e Compreender (três volumes, lançados respectivamente em: 1933, 1952, 1960), e a clássica Teologia do Novo Testamento (1948, 1951 e 1953).&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Idéias de Bultmann &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Como especialista em Novo Testamento, Bultmann procurou transmitir o centro da mensagem cristã de uma forma que fosse compreensível para o ser humano de sua época, que não enxergava o mundo da mesma forma que uma pessoa do primeiro século. Sem menosprezar a historicidade de Jesus, para Bultmann o que realmente importava a respeito de Cristo era sua mensagem.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Através do kerigma, isto é, da proclamação, o ser humano é desafiado a dizer sim ou não à pessoa de Jesus Cristo. “A convicção de Bultmann foi que apenas com a proclamação da Palavra o acontecimento de Jesus se torna um acontecimento salvífico para nós; a saber, na recepção da fé”, afirma o pastor e teólogo luterano brasileiro Walter Altmann, presidente do Conselho Mundial de Igrejas.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Seguindo a corrente filosófica existencialista de Martin Heidegger, Bultmann chegou à conclusão de que a vida humana é desprovida de qualquer sentido. Tal sentido somente seria preenchido por um contato direto com Deus, obtido exclusivamente pela fé em Jesus Cristo. Temos aqui a reafirmação de um dos principais dogmas da Reforma, o conhecido “sola fide”, isto é, só a fé. Não obstante, a fé, para ser realmente fé, não deve se apoiar em qualquer outro meio que não seja Cristo. Comprovações históricas ou científicas, assim como a atenção demasiada a milagres, levam o ser humano a condicionar sua fé a elementos materiais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Para o teólogo de Marburg, fé é uma auto entrega completa do ser humano nas mãos de Deus, fé que abre mão de comprovações de qualquer espécie.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nos dias atuais, infelizmente, o centro da pregação e até mesmo da fé cristã está sendo invertida. De um lado, grupos fundamentalistas firmam suas crenças em supostas comprovações científicas de pormenores insignificantes do texto bíblico. Não percebem que, desta forma, estão submetendo Deus ao pensamento humano. Em outra esfera, a fé tem sido um exercício baseado apenas em milagres e prodígios que visam à satisfação material das pessoas. Cristo tem sido seguido por aquilo que ele pode proporcionar, não pelo que ele realmente é, o único capaz de conceder um verdadeiro sentido à alma carente de Deus. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Por esta razão, a teologia de Rudolf Bulmann, que nada mais é do que a valorização do encontro desinteressado da pessoa com Cristo, pode ser uma ferramenta para a proclamação do evangelho ao mundo moderno.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Bultmann por ele mesmo &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;“A fé verdadeira em Deus não é o reconhecimento que se dá a uma imagem de Deus, por mais correta que seja; é, antes, a prontidão para o fato de que o eterno quer encontrar-se conosco, a cada momento, no presente, nas mais variadas situações da vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;POR : ANDRÉ TADEU DE OLIVEIRA&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8463370414270283488?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8463370414270283488/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/rudolf-bultmann-e-o-encontro-com-cristo.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8463370414270283488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8463370414270283488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/rudolf-bultmann-e-o-encontro-com-cristo.html' title='Rudolf Bultmann e o encontro com Cristo'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSevH8vOOgI/AAAAAAAAAmc/Ry3JNzsfTDo/s72-c/bultimam.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8319385751534997737</id><published>2011-01-04T14:34:00.000-08:00</published><updated>2011-01-04T14:34:33.005-08:00</updated><title type='text'>Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSOgXszKi6I/AAAAAAAAAmY/Gv0b1kWvcic/s1600/cristo.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSOgXszKi6I/AAAAAAAAAmY/Gv0b1kWvcic/s320/cristo.jpg" width="213" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;A passagem do Novo Testamento que me levou a pensar no que escrevi nesta reflexão foi aquela em que o Mestre curou o criado de um centurião romano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O texto é fantástico como tantos outros apresentados nos evangelhos!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas dois versículos que sempre passam despercebidos são centrais em todo o contexto daquele momento vivido pelo Senhor Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Refiro-me aos versículos 11 e 12, nos quais Ele diz: ...muitos virão do Oriente e do Ocidente e tomarão lugares à mesa com Abraão, Isaque e Jacó no reino dos céus. Ao passo que os filhos do reino serão lançados para fora, nas trevas; ali haverá choro e ranger de dentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um fundamentalista imediatamente diria: claro, muitos virão e se assentarão à mesa com os patriarcas se converterem a Jesus Cristo. Contudo há uma observação simples para ser feita. O Mestre não diz que muitos virão e se converterão; Ele apenas diz que muitos virão e tomarão lugares.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais simples ainda fica essa leitura, quando se observa com cuidado a importância do centurião nessa história. Ele é a chave de tudo e a sua fé é o ponto de partida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É importante lembrar que o centurião não era nem judeu nem discípulo de Jesus, logo não era membro do Judaísmo, muito menos do Cristianismo que ainda nem existia. Possivelmente, aquele centurião, como todo bom e autêntico soldado romano, era adorador de vários deuses e provavelmente do imperador romano. Numa linguagem cristã, ele era pagão, numa linguagem mais coerente, ele era um religioso politeísta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda a hipótese de que nem religioso politeísta ele era, mas apenas um homem que de judeu e de seguidor de Jesus não tinha nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma segunda observação: ele não se torna cristão após a cura de seu criado. O texto nem relata isso, pois se ele tivesse se convertido, certamente estaria relatado. Mas não, ele permanece na condição (a) religiosa em que se encontrava quando foi procurar ao Mestre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que um texto deste, se lido a olho nu, sem as lentes da religião cristã, sem os óculos da teologia sistemática ortodoxa e sem os pré-conceitos do fundamentalismo, poderá significar a não ser que Jesus Cristo é o Caminho, a religião e aqui entra o Cristianismo também o desvio, e a Graça o meio através do qual Deus salva o ser humano, seja ele alguém que se converterá em algum momento ao Evangelho ou não?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste sentido, não dá mais para afirmar que um ser humano que passa a sua vida inteira sem freqüentar uma igreja de crentes, irá para o inferno só porque não teve tal experiência. Graças a Deus, em muitos casos, pois há pessoas que quando resolvem freqüentar uma denominação evangélica se tornam loucas, manipuladas, bitoladas, cegas espiritualmente, enganadas, alienadas, bestializadas, e tudo o que for possível entrar nesta lista, menos alguém que de fato conheceu e compreendeu o Evangelho da Graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com isso, quando muitos se convertem às igrejas de crentes, acreditam que estão no Caminho, quando na verdade estão no desvio. Têm uma facilidade enorme para apontar quem vai e quem não vai para o Céu, contudo, não se percebem como pessoas que carecem da Graça de Deus ainda mais, pelo simples fato de serem pessoas que não sabem fazer outra coisa, a não ser julgar o próximo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nisto creio e afirmo com todas as letras: Cristo é o Caminho, pois é capaz de salvar e ver fé genuína em um centurião romano, adorador de deuses estranhos, pagão e adorador do imperador, mas o Cristianismo é o desvio, pois consegue maquiar-se com as belezas sublimes do Evangelho, mas vive uma religião semelhante à dos fariseus dos tempos de Jesus, que eram zelosos e ortodoxos no que se refere à obediência ao texto, mas cegos na prática, sobretudo, por julgarem com facilidade, seres humanos que eram tão imperfeitos quanto eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois este pratica as maiores e mais terríveis atrocidades em nome de Deus; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois este ensina as pessoas, a ingênua e inocentemente negociarem com Deus a fim de conseguirem prosperidade financeira, como se Ele tivesse interesse em enriquecer materialmente os seus filhos; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois burra e admiravelmente se tornou a religião que menos entendeu os ensinamentos de seu próprio fundador se é que Jesus foi o fundador desse negócio; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois consegue levar as pessoas a acreditarem que os não-cristãos irão para o inferno só porque não se tornaram cristãos, como se Deus só pudesse salvar pessoas por meio de experiências religiosas dentro das paredes da religião cristã; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois este em vez de tornar a caminhada cristã uma caminhada de liberdade e descanso, torna-a ainda mais penosa, turbulenta, repleta de regras e cargas a serem carregadas; Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, pois em vez de manter as pessoas que acreditam estarem servindo ao Jesus apresentado nos evangelhos, consegue desviá-las a qualquer outro caminho que não é o Caminho da Graça de Deus em Cristo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio, por tantos outros e infindáveis motivos! Cabe agora a criatividade de cada um para continuar nesta reflexão, se é que para enxergar as discrepâncias existentes entre Cristo e o Cristianismo, seja uma tarefa que exija muita criatividade. Penso que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;JEFFERSON RAMALHO&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na Graça,&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8319385751534997737?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8319385751534997737/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/cristo-e-o-caminho-o-cristianismo-e-o.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8319385751534997737'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8319385751534997737'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2011/01/cristo-e-o-caminho-o-cristianismo-e-o.html' title='Cristo é o Caminho, o Cristianismo é o desvio'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TSOgXszKi6I/AAAAAAAAAmY/Gv0b1kWvcic/s72-c/cristo.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-1276697333424179687</id><published>2010-12-29T15:20:00.000-08:00</published><updated>2010-12-29T15:20:07.249-08:00</updated><title type='text'>Ovelhas e Pastores</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TRvB2SEyiQI/AAAAAAAAAmU/SyTRNtYmkUQ/s1600/lobo_ovelha01.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TRvB2SEyiQI/AAAAAAAAAmU/SyTRNtYmkUQ/s1600/lobo_ovelha01.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;“Pastoreai o Rebanho de Deus que há entre vós, não por constrangimento, mas espontaneamente, como Deus quer; nem por sórdida ganância, mas de boa vontade; nem como dominadores dos que vos foram confiados, antes, tornando-vos modelos do rebanho.” Na Primeira Carta de S. Pedro 5:2-3&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um depoimento e um conselho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há uma coisa que deveria ser pejorativamente chamada de "espírito de pastor", e essa tal coisa é uma casta existencial difícil de deixar a gente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que há muita gente "possessa desse espírito", o qual tira da pessoa a possibilidade de ser ela mesma, fazendo dela um clone psicológico de um modo de sentir completamente artificial, e sem espontaneidade humana com os outros e com a própria pessoa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu só tinha 18 anos e meio, e era apenas um menino amante de Jesus. Pregava em toda parte. Não queria ser pastor e nem ordenado. Desejava apenas pregar, e pregava. Aos 21 anos, me ordenaram, mesmo sem que eu tenha aceitado as imposições da denominação para ordenar ministros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, logo começaram a me chamar de "Reverendo". Aquele garoto livre, agora, de súbito, da noite para o dia, era o "Reverendo Caio". Aí o tratamento passa a mudar: O melhor lugar na casa, na mesa, na sala, no salão, no aniversário, no funeral, nas festas de casamento, nas bodas, etc. As pessoas começam a ver o "sacerdote", o homem diferente dos homens, o santo, o ungido do Senhor, o anjo da igreja...; e também se percebe que as pessoas mudam com você; mas raramente se percebe que depois de um tempo, muito suave e lentamente, você também aceita a mudança que fizeram acerca de você. Ora, é aí que nasce o "espírito de pastor"! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, começa a transformação do ser humano numa figura totêmica, um totem erguido para a manutenção de tudo: Ele é santo pelos outros; é puro pelos demais; é quem não se diverte pelos que se divertem; é quem não fica doente para poder curar; é quem "estuda Deus" e "entende de Deus", a fim de poder explicar; e é quem é exemplo para se fazer clones comunitários. Se ele não casa os que se casam, eles se ressentem e magoam. Se ele está viajando quando alguém morre, ele abandonou o moribundo. Se ele está de férias, a igreja pode esvaziar. Ou seja: sem ele, nada do que foi feito de fez ou se faz! Vivendo sob tais responsabilidades e honras, o indivíduo vai virando pajé e não sente. Ou, em muitas ocasiões, passa a gostar mesmo de ser essa figura totemizada para a "igreja". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, é nesta necessidade que o povo tem de ter "sacerdotes" e "figuras cultuadas", que tanto os bem intencionados se corrompem entregando-se ao "espírito de pastor"; como também os lobos se aproveitam e tiram as carnes do rebanho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato, os ministérios pastoral, episcopal, apostólico ou de qualquer outra natureza já carregam em si próprios o germe do poder desse imantamento espiritual. As pessoas olham para qualquer desses "seres" — "ungidos" formalmente para tais posições —, como "ungidos do Senhor"; aqueles contra os quais não se pode ter uma opinião, pois, em assim sendo, Deus mesmo punirá os "rebeldes", ou "hereges", ou "desviados". Imagine quanto poder isto significa! Ali está um homem que é visto como "o homem de Deus" no meio dos demais homens "normais", e, de tal projeção, pode nascer apenas o "pastor clerical", como também pode vingar qualquer maluquice! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu tenho por certo que todos os modos de clericalismo são malignos em relação à saúde do indivíduo que carrega o peso cultural dessa "posição". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a comunidade também fica adoecida! Sim, porque enquanto ela vê o líder com tais olhos, ela não cresce; ao contrário, se infantiliza; e jamais aprende a andar com as próprias pernas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, o verdadeiro pastor cuida, não domina; ajuda, não controla; alimenta, não explora; só se faz notado em caso absolutamente necessário; e deixa a porta aberta, de tal modo que todos entram e saem e acham pastagem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A analogia do Bom Pastor em João 10, todavia, é perfeita no seu todo apenas em relação a Jesus, e a mais ninguém. Isto porque em relação a Jesus todos nós somos apenas ovelhas do rebanho. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, em relação a nenhum "outro pastor", nós devemos ser "ovelhas do rebanho"; posto que ser ovelha de Jesus já nos põe na condição de só ouvir a voz de um homem se ela for de acordo com a Voz do Único Pastor; do contrário, a ordem de Jesus é para não "seguir a voz do estranho", pois somos o Rebanho de Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o verdadeiro pastor de homens é apenas mais um do rebanho único, sendo somente uma ovelha que já se deixou ensinar um pouco mais pela voz do Único Pastor. É na Sua fidelidade e reconhecimento à Voz do Pastor que ele se qualifica para ser pastor entre ovelhas, pois, conforme Pedro, ele se torna "modelo do rebanho". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, é o caminho da ovelha seguindo o Pastor, o que a torna uma ovelha-pastor; visto que seu passo e obediência estabelecem referência para as demais. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que alguns "pastores" e clérigos pensam que são os "Jesuses" da comunidade; e, diferentemente de Jesus, transformam-se nos lobos que não amam as ovelhas, mas apenas os privilégios e poderes que delas "arrancam". &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E como agravante, a "igreja", por ser pagã ainda em sua essência, precisa desses "pastores tiranos", pois, como associam a "figura clerical" ao "representante de Deus", sentem-se objeticamente mais seguras se têm um déspota dizendo o que fazer, o que não fazer, com quem casar ou não, e quem é quem. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Não é assim entre vós!"— disse Jesus! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi por esta razão que Jesus tirou as roupas de cima e se cingiu de uma toalha e passou a lavar os pés dos discípulos. Sim, porque liderar é, sobretudo, poder lavar pés e servir em nudez. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na realidade, além de tudo o que o gesto de Jesus ensina, nele também vemos o modelo existencial do significado da liderança: O líder serve em revelação de sua humanidade. E os liderados são servidos aceitando a humanidade de quem lidera servindo de modo humano. E Jesus disse a Pedro que ou seria assim, ou Pedro não teria parte com Ele! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente quando os líderes tiverem a coragem de fazer como Paulo e Barnabé, que rasgaram as roupas e expuseram sua nudez quando foram chamados de "deuses", é que aqueles que crerem no que as lideranças disserem, não ficarão ainda mais adoecidos de idolatria. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje se dá o contrário da experiência dos apóstolos: a maioria dos líderes faz todo o possível para passar por deuses; e, o povo, vai se ameninando na fé, apenas trocando de "pai-de-santo", ou de pajé ou de sacerdote; porém existindo sob a escravidão da espiritualidade da idolatria; adorando e servindo a criatura, mesmo que se vistam de pastores, bispos ou apóstolos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Caminho nós temos buscado diante de Deus e conforme o Evangelho, quebrar todos esses paradigmas totêmicos. Sugiro que todos, em todo lugar, e com todo bom coração, assim o façam também, em nome de Jesus, o Bom Pastor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nele, Que é o Caminho, a Verdade e a Vida, e em Quem "Caminho" é apenas um nome da jornada de fé.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Caio Fabio&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-1276697333424179687?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/1276697333424179687/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/ovelhas-e-pastores.html#comment-form' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1276697333424179687'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1276697333424179687'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/ovelhas-e-pastores.html' title='Ovelhas e Pastores'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TRvB2SEyiQI/AAAAAAAAAmU/SyTRNtYmkUQ/s72-c/lobo_ovelha01.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-5142758376639527643</id><published>2010-12-27T15:43:00.000-08:00</published><updated>2010-12-27T15:43:09.486-08:00</updated><title type='text'>A Riqueza dos Sacerdotes</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TRkkU3HsfUI/AAAAAAAAAmA/3G7KQJKEU0U/s1600/dinheiro.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TRkkU3HsfUI/AAAAAAAAAmA/3G7KQJKEU0U/s320/dinheiro.jpg" width="240" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A riqueza fabulosa do tesouro do Templo tem uma explicação um tanto irônica. A Bíblia exige que o dízimo, isto é, dez por cento de toda produção anual da terra de Israel, seja dado à tribo sacerdotal dos levitas (Num 18.21), porque só eles entre as Doze Tribos não receberam nenhuma terra, uma vez que seus deveres no templo impediam que trabalhassem na lavoura. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;No tempo de Jesus, no século primeiro, na interpretação da aristocracia sacerdotal e seus auxiliares, os escribas – funcionários que eram treinados para ler e escrever -, a passagem bíblica significava que a classe sacerdotal podia possuir terras desde que eles próprios não as cultivassem. Assim, a idéia bíblica foi invertida por completo: enquanto em épocas anteriores a tribo sacerdotal (os Levitas) não tinha posses e precisavam ser sustentados pelas oferendas voluntárias do resto da nação, agora uma aristocracia sacerdotal fabulosamente rica adquiria mais riquezas ainda pela imposição do dízimo e de outros “tributos religiosos” à maioria empobrecida dos fiéis.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os sacerdotes e seus escribas declaravam que a Bíblia exigia um dízimo de todas as mercadorias para a manutenção dos sacerdotes e que Deus exigia um “imposto individual”, meio siclo a ser doado anualmente para os sacrifícios cotidianos necessários para manter o Templo puro. Essa última quantia era o equivalente a remuneração de dois dias e um diarista com um bom emprego. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Também decretaram que todo ano as famílias deveriam gastar outra décima parte da renda anual em peregrinações a Jerusalém para as festas importantes da Páscoa, de Pentecostes e das Tendas. Finalmente, um terceiro dízimo da renda da pessoa devia ser entregue ao Templo a cada três anos, para os pobres. Havia também diversos sacrifícios exigidos de todo Judeu. Tantos sacrifícios eram realizados no altar principal do Templo de Jerusalém, que ele estava continuamente em uso, com dezenas e mesmo centenas de milhares animais sacrificados todo ano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A aristocracia sacerdotal transformou as regras para o sacrifício a Deus na Bíblia em um sistema sofisticado de tributo necessário a Deus e de purificação por toda e qualquer infração a Lei. Eram consideradas necessárias para a reintegração do povo Judeu depois do exílio como os únicos escolhidos de Deus. O sacrifício queimado cotidiano (holocausto) de um cordeiro ao amanhecer e outro ao anoitecer era entendido como expressão de que só Deus era fonte de todos os bens necessários para a vida. Sacrifícios de pureza eram entendidos como uma espécie de purificação do próprio Templo. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eram considerados como oferendas para reparar a profanação que se pensava acontecer quando pecados individuais insultavam Deus. Os chamados sacrifícios de paz eram feitos para solenizar um juramento, e os sacrifícios de louvor eram feitos para celebrar as bênçãos divinas do passado e reafirmar a vocação e Israel como povo escolhido de Deus.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Embora esses dois últimos sacrifícios fossem consumados pelos fiéis que os ofereciam, somente os sacerdotes podiam comer a carne dos sacrifícios de reparação. Na verdade, os sacerdotes comiam tanta carne que o Talmude judaico diz que eles estavam sempre doentes devido ao excesso de comida. Embora as carcaças dos holocaustos fossem completamente consumidas pelo fogo, os sacerdotes recebiam os couros dos animais para seu uso.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Eles eram criativos para roubar dinheiro do povo. E você?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Os “sacerdotes” de hoje, são tão criativos quanto. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Religiões instituídas são todas iguais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Não se deixe enganar.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Mensagem Urgente de Jesus Para Hoje&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Elliott C. Maloney&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pense muito nisso!&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wagner&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-5142758376639527643?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/5142758376639527643/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/riqueza-dos-sacerdotes.html#comment-form' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5142758376639527643'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5142758376639527643'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/riqueza-dos-sacerdotes.html' title='A Riqueza dos Sacerdotes'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TRkkU3HsfUI/AAAAAAAAAmA/3G7KQJKEU0U/s72-c/dinheiro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-5842915133500492247</id><published>2010-12-21T13:34:00.000-08:00</published><updated>2010-12-21T13:35:57.780-08:00</updated><title type='text'>A MORAL NÃO É A ÉTICA DOS EVANGELHOS</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TREdOETpdQI/AAAAAAAAAl4/Enl5UdwCmsA/s1600/etica.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="146" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TREdOETpdQI/AAAAAAAAAl4/Enl5UdwCmsA/s320/etica.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Gênesis do ministério de Jesus é tomar as “talhas que os judeus usavam para as purificação” e enchê-las de vinho! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: é inegável que Jesus estivesse também dizendo que Nele, Deus estava casando agora apenas com quem queria talhas religiosas com vinho novo, na pior das hipóteses; ; e, na melhor delas, o que se deveria fazer, era deixar de lado o vinho velho e seu odre roto e pingantemente misturado ao próprio vinho, pois, nesse estágio, já não se sabe mais o que é odre e nem tampouco o que é vinho! O que se deve fazer é começar outra vez à partir de conteineres que se deixem curtir no vinho novo, que de acordo com o apóstolo João, não é novo, mas aquele que desde o princípio tivemos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, para Ele, aquele odre-vinho-vinho-odre—o da religião das talhas de pedra usadas para as purificações—era já um vinagre, que servia apenas para ser bebido por aqueles que de tão acostumados que estão aos gostos ruins, já não sabem a diferença entre o gosto-gostoso e o gosto-viciado. É para o de-Lei-te de seus viciados consumidores que o vinho-odre-odre-vinho serve ainda como diversão, sendo que o juízo ao próximo é o espetáculo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os discípulos de Jesus, todavia, não devem perder tempo com essas questões, e, por isto, precisam partir resolutamente para buscar odres mais adequados à sempre auto-renovação desse Vinho Novo. Afinal, ninguém que tenha se viciado no vinagre dirá que o vinho novo é excelente. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, a Teologia Moral de Causa e Efeito é a fabrica de Odres com Grife e também a marmorearia onde são esculpidas as talhas de pedra usadas para as purificações! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O problema é que em Jesus não dá para se fazer mais nenhum tipo de aproveitamento dessa Industria Religiosa e de suas Grifes e Selos Autorizadas. E a razão é simples: ela está para o Evangelho de Jesus assim como um perverso e desumano traficante de cocaína e heroína está para o bom samaritano—digo: mal comparando, e, apenas, no plano das relatividades humanas, pois, espiritualmente, o meu exemplo é muito menos grave que o contraste espiritual que tento expressar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dali, infelizmente, nada se aproveitava, pois eles pensavam que fora dali nada mais tinha valor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A prova dessa impossibilidade de reutilização daquele sistema de pensamento e suas construções, alcança seu ápice quando Jesus diz que aquele Templo seria derrubado e que dele não ficaria pedra sobre pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, para que não sejamos exaustivos demais na demonstração, quero apenas que você compare os valores anti-téticos dos ensinos de Jesus em relação aos da Teologia Moral de Causa e Efeito, vigentíssima em Seus dias, e, infelizmente, no nosso tempo também!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E para isto, não precisamos ir além do Sermão do Monte, ou do Abismo, como eu explico que ele pode se tornar em O Enigma da Graça!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Teologia Moral de Causa e Efeito não pode praticar o sermão do monte porque ele inverte complemente os princípios de causalidades por ela ensinados. Jesus subverte radical e rupturalmente, de uma vez e para sempre, com essa lógica predatória. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para Jesus os heróis da Graça eram os anti-heróis da religiosidade que o circundava e dos valores por ela ensinados. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a Teologia Moral de Causa e Efeito, TMCE— como daqui para frente chamaremos esse derivado natural da Teologia da Terra, filha religiosa do Sacrifício Competitivo de Caim —, o humilde de espírito era o lixo da espiritualidade; os que choravam eram vistos como culpados-infelizes; os mansos eram percebidos como desinteressados pelo zelo que disputava o espaço no chão da Terra; os que tem fome e sede de justiça eram interpretados como seres equivocados em suas ignorâncias radicais, pois, a única justiça que os mestres da TMCE conheciam era aquela que eles mesmos decidiam. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já os misericordiosos eram os que tinham algo a esconder, daí se protegerem sendo bons com o próximo; os limpos de coração eram eles mesmos— os membros daquela confraria de amigos de Jó, é claro! afinal, não enxergavam seus próprios corações, pois só viam para fora de si mesmos, e, também, não esqueçamos: lavavam as mãos antes de comer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os pacificadores eram, em geral, considerados amigos de hereges; os perseguidos por causa da justiça, eram comum-mente aqueles acerca de quem eles patrocinavam o cartaz Wanted Dead or Alive! De preferência, bem dead ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E os injuriados e perseguidos figuravam, sobretudo, como foi no caso dos profetas, em sua lista de Most Wanted ! Esses, afinal, os Profetas, eram sempre a sua pior desGraça, eram os mais terríveis subversivos! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O seu “sal” não era para a Terra, era apenas uma produção egoísta e independente fadada a se petrificar em seus sa-Lei-ros inúteis. Afinal, não se viam no papel de dar gosto à vida, mas, ao contrário, o de roubar-lhe todo o sabor! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luz do Mundo? Como? Eles não reconheciam nenhum outro mundo que não fosse o deles! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto a Jesus ter vindo para cumprir a Lei, eles se perguntavam: Que Lei? Afinal, Jesus era o des-cumprimento de suas “Leis” a fim de poder ser o único cumpridor da Lei da Graça em nosso lugar, para, então, dizer: “Está Consumado”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Até mesmo o des-cumprimento da Lei pelos homens—todo aquele que...—, Jesus trata com relatividade quanto a seus efeitos. Ensina-la erradamente, faz alguém ser pequeno; ensina-la corretamente e vive-la, torna alguém grande no reino dos céus. Assim Ele está dizendo que não se deveria jamais ensina-la de modo adaptado e nem tampouco cumpri-la de modo farisaico ou religioso, pois, para Ele, a justiça excede as exterioridades na direção de dentro, pois, nasce no coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que segue é uma des-construção total de todas as “interpretações” da Lei, especialmente as explicitamente defendidas pelos discípulos da teologia dos amigos de Jó, os escribas e fariseus dos dias de Jesus e seus confrades em nossos dias! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Não matarás”—era o que estava escrito. Homicídio, todavia, é algo que sempre começa, lentamente, nos ambientes de causa e efeito das normas adoecidas do coração, e tem uma progressão que vai da ira sem motivo às tentativas de des-construir o ser do próximo. Por isto, Ele ensina que todo homicida existencial precisar se livrar dos desejos de morte durante o caminho, do contrário, duas coisas lhe acontecerão: ele nunca mais terá nenhuma razão para falar com Deus ou tentar cultua-Lo e, também, esse homem se tornará vítima de seu próprio ódio e se alimentará de suas próprias carnes, por muito tempo—pelo menos enquanto o tempo for tempo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O adultério, para Ele, acontecia na cama—ou em qualquer outro lugar—apenas depois de ter sido praticado muito tempo antes no coração. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, os maiores adúlteros podem nunca ter praticado um ato sequer de adultério. É quando o fazer é um detalhe se comparado ao permanente estado de ser dos que nunca cometeram historicamente o delito, mas que vivem em permanente estado de imersão interior nos abismos e dinâmicas permanentes do adultério fantasioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O interessante é que entre o tema do Adultério e o do Divórcio, Jesus introduz a questão das perdas circunstanciais ou até mesmo de natureza disciplinar-existencial, que eram nada se comparadas aos ganhos que certos “cortes e amputações” produzem para o bem do ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E Sua preocupação maior quando fala do divórcio, não é com o divórcio-em-si, mas com suas vítimas. Naquele caso, era sempre a mulher. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por quê? Porque naqueles dias ela era o objeto descartável em questão, fruto da dureza de coração de todos nós e todas as sociedades. Ele trabalha contra expor alguém a tornar-se “algo” apenas porque “sem motivo” sua pessoa foi descartada. A denuncia, portanto, recai sobre aquele que “expõe” o outro a ser aquilo que este não deseja ser. E depois, o descartador, ainda faz pior: estigmatiza o “outro” pelo que ele mesmo decidiu: des-carta-lo! Assim, Jesus se insurge contra a estigmatização das desgraças causadas pela infelicidade humana. O que era uma total violação dos ensinos da TMCE! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Juramentos e promessas são por Ele totalmente rejeitados. Primeiro porque ninguém pode bancar nada em espaço ou dimensão alguma da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois, porque a única dimensão que vale diante de Deus é a do Hoje. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, o que Ele espera é que as respostas do ser não sejam piedosas, necessariamente, mas, ao contrário, realidades verdadeiras, como “sim, significando sim” e “não, eqüivalendo a não”. Para Ele o “maligno” morava na fantasia que falsificava a realidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Olho por olho, dente por dente”—era e ainda é a Lei áurea da TMCE. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, porém, a relativiza para sempre, mostrando sua des-construção como negação de seus princípios de causa e efeito. Afinal, o que Ele recomenda é o oposto daquilo quem em qualquer Moral social, é chamado de Direito. Ser Seu discípulo não implica em que se obedeça tais Leis de causa e efeito, podemos apanhar, ser obrigados, ser até mesmo altruisticamente abusados. Estamos livres para tal. Ou seja: Jesus recomenda que não obedeçamos as Leis de causa e efeito a fim de podermos ser Seus discípulos. E isto inclui os inimigos, que são os que mais poder tem de nos desviar do curso da Graça e nos fazer cair nas guerras patrocinadas pela TMCE. O que eles esperam é uma reação de causa e efeito. O que Jesus propõe é um efeito (misericórdia) sem causa equivalente! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, assim, Jesus prossegue des-construindo a Teologia Moral de Causa e Efeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Guardai-vos de exercer a vossa justiça diante dos homens, com o fim de serdes vistos por eles; doutra sorte, não tereis galardão junto ao vosso Pai que está nos céus”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, esta declaração de Jesus nos des-monta de tudo o que a TMCE ensina como verdade, justiça e piedade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Perdoa as nossas dívidas assim como nós perdoamos aos nossos devedores”—é o golpe de misericórdia que Ele dá na estrutura de pensamento desse engano humano. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E pior: as causas de vida e morte na Terra são aquelas cujos efeitos são invertidos nos céus. O dinheiro incluído no pacote das inversões de valores. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E avisa sobre a não causalidade entre o comportamento e a verdade do ser, pois, a “luz que há em ti”, segundo Ele, podem se tornar nossas trevas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Jesus dá um Xeque-mate! Tem-se que fazer uma opção sobre quem é o nosso Senhor. E, sendo Ele o Senhor, o que sobra é “aborrecer-se” e “desprezar” o antigo senhor, e que agora tem que ser coisa de nosso perdoado passado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando Ele fala das ansiedades da vida e nos recomenda descansar na Graça Providencial de Deus, o que Ele também está fazendo é afirmar que as “Leis de causa e efeito” estão relativizados pela Graça da Providência. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O grito que se faz ouvir em objeção ao juízo contra o próximo, é curto e decisivo. Juízo tem, quem se enxerga. Juízo tem, quem não julga. E juízo tem, quem sabe que por melhor que se veja a si mesmo, jamais se verá completamente. Por isto, é melhor não julgar a alma do próximo nunca. E a razão é simples: as medidas de nosso próprio juízo estão estabelecidas pelos nossos próprios critérios no julgamento que exercemos contra o próximo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E mais: Ele recomenda que não se use nunca as pérolas da verdade de nosso ser para alimentar quem só gosta de babugem e depois se volta contra nós. A percepção da verdade não a banaliza e nem se faz suicida por ela! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao recomendar a oração, Jesus estabelece a quebra dos princípios de causa e efeito. A oração é a devoção que em si quebra as Leis do carma. A oração anula a Teologia Moral de Causa e Efeito, pois, dela, até o pecador sai justificado. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste ponto Ele diz que a Lei e os Profetas não eram inimigos entre si. Ao contrário, os Profetas haviam sido os melhores interpretes da Lei. Ou seja: antes do Verbo haver se encarnado, foi nos Profetas que a Lei encontrou sua interpretação e seu melhor cumprimento existencial. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, porém, nos diz: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a lei e os profetas”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O “resumo” que Jesus faz de todo o seu ensino é horroroso para o coração honesto. Primeiro, porque ninguém, de fato, indo dos abismos da alma à prática cotidiana, consegue encarnar o tempo todo essa verdade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao contrário: nós vivemos a maior parte do tempo de modo oposto, pois, uma das coisas que a Queda gerou em nós foi um terrível poder de auto-engano e auto-anestesiamento. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A segunda razão pela qual o “resumo” de Jesus é contra nós tem a ver com sua propositividade. Jesus propõe que tomemos a iniciativa sempre— sem amargura, sem troca e sem negociação—e tratemos o próximo, seja ele quem for, do modo como gostaríamos de ser tratados se estivéssemos no lugar dele. E aqui não importa em que lugar o outro está, pois, há única pergunta a fazer é: “E se eu estivesse nesta situação, como gostaria de ser tratado?” Ou ainda uma única confissão de fé a ser declarada sempre: “Sistematicamente farei pelos outros aquilo que desejo que os outros façam também por mim o tempo todo”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem falar que quando alguém não se trata bem costuma piorar no tratamento com o próximo. Aqui todos nós temos que humildemente assumir nosso déficit de bondade e nossa profunda capacidade de nos anestesiarmos na vida. A prova disto é que o mundo é como é—e, pior ainda: a “igreja” é como é!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, Ele entra no Caminho Estreito e adverte contra o Caminho Largo. Ora, como nos enganamos! Pensamos sempre que o Caminho Estreito é o dos Fariseus e que o Caminho Largo e o dos Publicanos e Pecadores. O Caminho Estreito conduz a Vida, Ele diz. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, é fácil saber do que é que Ele está falando. Jesus só recomenda como Caminho aquilo Ele viveu, e como amigos de caminhada, gente como aquela com a qual Ele conviveu. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como podemos então pensar de modo inverso? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É que somos discípulos da TMCE e não o sabemos. O Caminho Estreito, na Terra, para Jesus, era justamente aquilo que os fariseus chamavam de Caminho Largo. E o que Jesus chamava de Caminho Largo era aquilo que os fariseus chamavam de Caminho Estreito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Caminho é Jesus, e o jeito de ser, é também o Dele!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Chega então a vez dos “falsos profetas que se apresentam disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos roubadores”. E que ironia. Jesus diz que se deve observar causa e feito apenas nas produções do ser. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto porque, na utilização do Nome de Jesus com fins lucrativos e roubadores— ou mesmo pela simples e mera auto-sedução narcisista que o poder de encantar e seduzir com o sobrenatural faz nascer como doença em muitos— não há uma relação de causa e efeito entre o ser-devorador (os lobos) e os milagres que acontecem do lado de fora quando o lobo fala usando o nome de Jesus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há nada no mundo espiritual que negue mais as relações de causa e efeito que essa inversão. A Graça de Deus é livre para des-conhecer o suposto “cordeiro-lobista” e levar a Graça do Cordeiro a quem quiser e como bem desejar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todavia, que ninguém faça disso a evidência de sua salvação. A salvação é conhecer e ser conhecidos por Deus, em Jesus. E mais: é produzir o fruto que dessa verdade de ser nasce agora naturalmente de modo sobrenatural. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A conclusão Dele nos põe diante da necessidade de escolhermos de duas alternativas, Um Fundamento para a nossa vida. Ou o alicerce de Rocha ou o alicerce das regiões arenosas. A emoção cristã, em geral, quando lê isto aqui é também pervertida. Pensamos na Rocha com categorias farisaicas, com suas manifestações de rigidez, e, sobretudo, de imutabilidade-morta, sem vida e, portanto, estática!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, lemos a des-construção da Teologia Moral de Causa e Efeito feita por Jesus, no Sermão do Monte para, então, no final, voltarmos às emoções patrocinadas pelas Tábuas da Lei de Pedra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então, transformamos o Sermão do Monte em Lei, e, por essa razão, ele, no mesmo instante, se torna o Sermão do Abismo, pois, como Lei ele apenas nos enferma ainda mais profundamente por dentro, mas não nos resolve como pessoas, nem dentro e nem fora—pois em ambas as “locações” o Sermão do Monte se mostra inviável: dentro, porque sabemos o quão anti-natural ele é para a nossa própria natureza atual, caída; e fora, porque nossas existências, desde o intimo até ao comportamento, inviabilizam sua pratica, isto se não estivermos falando de amestramento na conduta, mas da honestidade de quem quer ser conforme sabe que deveria ser, e não é! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a maioria de nós existe nesse limbo entre o véu e a revelação, entre as Pedras das Leis e a Graça de Pedra. Mas poucos sabem da Graça da Rocha e da Rocha da Graça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E por quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque nós não cremos, de fato, que Jesus é a Pedra Angular—não o Jesus de nossas invenções, mas o do Evangelho—e nem tampouco cremos que é em Sua Graça que temos a Rocha da Nossa Salvação! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rocha é essa Palavra da Graça, que quebra os carmas, destroi os destinos, arrasa as certezas, desmonta os esquemas, a fim de que aquele que se gloria, glorie-se no Senhor. De outra sorte, onde estaria nossa confiança? Na fé no Deus de toda Graça ou na nossa capacidade de sermos o alicerce de nós mesmos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Graça é onde o poder se aperfeiçoa na fraqueza, daí ser o estarmos fundados nessa Rocha o que nos faz, mesmo em fraqueza, vencermos as ondas, os ventos e os açoites das tempestades , e, não tendo do que gloriar, pomo-nos em pé e dizemos: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, obrigado por teres feito o Caminho Largo o Suficiente para eu passar! E obrigado, porque na minha fraqueza teu poder se aperfeiçoou e, assim, tendo provado de todos os tempos, épocas e estações da vida, aqui estou para dizer, mais uma vez: ‘Para quem irei? Só Tu tens as Palavras da Vida Eterna!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Rocha é a Graça e a Graça é a Rocha. E a Palavra é a Vida que se vive buscando em fé alcançar e conquistar aquilo que já nos alcançou, embora nós ainda não a tenhamos plenamente conquistado! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem é Esse que deve ser Aquele que é o nosso Caminho? E que Caminho é esse? e que Rocha é essa?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é Caminho, Sua Palavra-Encarnada é a Rocha, e Sua Graça é a Lei do caminhar!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus é aquele que quando se vê no Pai recebendo um filho—qualquer filho—de volta, de antemão avisa: “Não esperem de mim nada menos que uma festa regada ao melhor vinho, pois os pecados já foram lavados com o melhor Sangue!”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Caminho com Ele, que é um tabernáculo em movimento, tem de tudo: demônios de todos os tipos, tempestades, perplexidades, interesses escusos, certezas satânicas, exageros desnecessários, zelos homicidas, familiares em pânico, medo de trair, frágeis certezas de jamais trair, traição explicita e implícita, negação e morte ! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, para além disso tudo, vê-se que no Caminho com Ele, os ventos cessam, as ondas se abrandam, as Leis fixas do universo são relativizadas, os demônios sabem quem Ele é e quem somos Nele; e, assustados reconhecemos Quem Ele É!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Caminho as maiores demonstrações de fé vêm de fora da religião, e, também ouve-se a ameaça freqüente que Ele faz para que não se julgue segundo a aparência, mas conforme a reta justiça, pois, não raramente, o que é elevado entre os homens é abominação diante de Deus. Por essa razão, tanto “malandros arrependidos” quanto “réus confessos” podem encontrar seu repouso. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, para além de tudo isto, a gente vê a morte sendo morta definitivamente na Ressurreição. Todavia, nele também se aprende que se o Verbo entrou no mundo pelas entranhas de uma virgem, Ele, no entanto, saiu da morte ante o olhar de uma mulher, ex-possessa-prostituta! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, a Encarnação des-instala a Moral e a Ressurreição põe o ser-moral no papel de ouvinte provocado, pois, tem que crer no testemunho da Graça nos lábios de quem não gostaria que tivesse sido escolhida, se acontecesse no dia de Hoje—não para dar testemunho do fato da Ressurreição! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do ponto de vista de uma moral-marketeira-publicitária Madalena seria uma testemunha que não seria selecionada, afinal, ela não tinha nenhuma credibilidade. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Caminho ninguém é perfeito, mas é da boca de crianças de peito e de pecadores quebrantados onde Ele enxerga louvor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim, nesse Caminho você aprende o que é não estar nem varrido nem ornamentado, porém, sabendo que se a festa já começa com o melhor vinho, que esperar então? Algo menos que a Ressurreição?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nesse Caminho a gente aprende que Ele nos conhece pelo nome, mesmo no dia seguinte àquele no qual o tenhamos negado—então, choramos amarga e docemente! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Graça é a Lei do Caminho! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, logo se percebe, porque Ele mostra, que o Caminho é Ele mesmo, é ser dele e ser conhecido por Ele, e que isto nos tira todo medo, e nos conduz à Verdade, e que é somente nela que se pode experimentar a Vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então você olha e o vê em você! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Você já não vive?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não! Ele vive em você!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quem tentará tomar para si esse ser-tabernaculo que se move pelo e no Caminho?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não esqueça, o Mais Valente, é o que faz Mais Valer!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Caminho, Ele nos garante sempre! Pois é também apenas no Caminho que somos salvos de nos tornarmos parte de uma geração perversa e que espreita como ave de rapina a alma de seu próximo!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No Caminho, “o diabo”, está amarrado e suas possessões na casa do coração são saqueadas pelo Mais Valente! E “ele” está “amarrado” porque o “escrito de dívidas que havia contra nós e que constava de ordenanças” foi irreversivelmente “rasgado e encravado na Cruz”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, por isto, estamos para sempre livres!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando se fala assim, se diz que a salvação humana só acontece num embate de Deus contra Deus, onde o próprio Deus seja o Réu-Justo, sendo julgado pelo Justo-Juiz, o qual, sendo também o Advogado do réu-réu— o homem—, possa oferecer o Réu-Justo como substituto em lugar do réu-réu. Assim é que o Réu-Justo—aquele que recebe o castigo da mais absoluta justiça divina contra o réu-réu—pode ser, Ele mesmo, também, o Advogado do réu-réu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E, em toda a História só há um lugar onde Deus enfrenta Deus, num combate onde Deus ganha e Deus perde; onde o réu é condenado e absolvido; onde Aquele que é o Justo é feito o Injusto; o que não teve pecado, é feito pecado em favor do homem e de Deus! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente na Cruz de Cristo Deus-enfrenta-Deus, e Deus se aniquila e se supera a um só tempo . Na Cruz, Deus vence a Si mesmo e Sua Misericórdia prevalece sobre o Seu próprio juízo; sendo Suas palavras finais a respeito desse Combate, as seguintes: “Está consumado!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou seja: “Esta luta acabou”. Mas para os “amigos de Jó” a luta continua e a alma tem que sofrer todos os dias a dor de acusações que só a tornam menos alma e mais feia!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nós, todavia, não negociaremos, nem por um momento, a libertação que o Evangelho de Cristo nós trouxe de uma vez e para sempre da Teologia Moral de Causa e Efeito!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi para esses—os discípulos da TMCE—a quem Paulo disse: “Quanto ao mais, ninguém me moleste, pois eu trago no corpo as marcas de Jesus”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Sem fé é impossível agradar a Deus”. E sem Deus-contra-Deus é impossível haver uma fé que justifique o homem diante de Deus e que traga a justiça de Deus para a consciência humana. E essa certeza não vem com explicações racionais. Ela é filha de uma inerente e incompartilhável certeza de harmonia com Deus, mesmo no caos! E é filha da presença da Cruz sobre nós! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos amigos de Jó, o Evangelho diz que o Senhor Jesus contou uma parábola:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Propôs também esta parábola a alguns que confiavam em si mesmos, por se considerarem justos, e desprezavam os outros: &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois homens subiram ao templo com o propósito de orar: um, fariseu, e o outro, publicando. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fariseu, posto em pé, orava de si para si mesmo, desta forma: Ó Deus, Graças te dou porque não sou como os demais homens, roubadores, injustos e adúlteros, nem ainda como este publicano; jejuo duas vezes por semana e dou o dízimo de tudo quanto ganho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O publicano, estando em pé, longe, não ousava nem ainda levantar os olhos ao céu, mas batia no peito, dizendo: Ó Deus, sê propício a mim, pecador! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Digo-vos que este desceu justificado para sua casa, e não aquele; porque todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente “os amigos de Jó” podem ler o Evangelho de Jesus e continuar pensando como os fariseus. A Ética do Amor—que é a única ética do Evangelho— nega todos os pressupostos da Teologia Moral de Causa e Efeito. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A Graça inverte os pólos da Ética, que, em Cristo, se vincula não à Moral, mas à obediência amorosa a Deus; e se expressa como resposta da consciência do amor à inconsciência do próximo, mesmo que seja o inimigo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E só assim se pode estar livre para agir desse modo, porque quem vive na Graça também já não tem mais nada a provar. Afinal, ou é ou não é! e também não depende nem de quem quer nem de quem corre, mas de usar Deus de misericórdia para com esse ser humano! para conosco! os que nos entregarmos em fé!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conforme o apostolo João, a si mesmo se purifica, no amor, todo aquele que tem em Jesus sua esperança. Dessa forma, o Evangelho insiste em que se ande no Caminho da Vida, cuja Porta é Estreita—embora esteja aberta a todos—e que nos põe sobe a Lei do Amor. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim! o Evangelho insiste em que a Lei do Amor é o melhor de todos os fundamentos para a vida! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E isto, para agora usarmos outra imagem, nos faz ramos da Videira Verdadeira, tornando-nos, assim, pela prática da palavra-amor, Seus ramos-discípulos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E dessa Videira são cortados apenas os ramos que se auto-excluem pela presunção de pensarem que o ramos pode dar fruto de si mesmo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À esses, a Videira diz: “Sem mim nada podeis fazer!!!” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, somos chamados a mamar o amor de Deus e a crescermos Nele na frutificação do amor e da misericórdia praticada uns aos outros. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isto fará com que o mundo nos odeie! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, o mundo, incluindo sobretudo a moral religiosa, é feito de todos os ramos que auto-engaram-se crendo que o ramo pode produzir fruto de si mesmo! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O mundo são todos os ramos que não vivem da seiva da Videira, por isto secam e são lançados ao fogo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo aquele que não depende da seiva da Graça que da Videira Verdadeira procede—não importa quem ele seja—, jamais produzira o fruto que permanece, pois, este, é o fruto do amor e da vida que brota do casamento do ramos com a Videira-Jesus!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esses não são nunca amigos de Jó, pois, na Graça, foram feitos amigos de Jesus, pois, à esses, Ele disse tudo o que tinha ouvido de Seu Pai-Agricultor:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Quem me ama, guarda os meus mandamentos; assim como eu amo o Pai e guardo os Seus mandamentos. E os mandamentos, são um: que vos amais uns aos outros, assim como eu vos amei.” &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Caio &lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-5842915133500492247?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/5842915133500492247/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/o-genesis-do-ministerio-de-jesus-e.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5842915133500492247'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5842915133500492247'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/o-genesis-do-ministerio-de-jesus-e.html' title='A MORAL NÃO É A ÉTICA DOS EVANGELHOS'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TREdOETpdQI/AAAAAAAAAl4/Enl5UdwCmsA/s72-c/etica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8453636190412715743</id><published>2010-12-14T17:53:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T17:53:50.729-08:00</updated><title type='text'>Visitas ao Inferno</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQgfhMxMttI/AAAAAAAAAl0/S-DeAw8cNw0/s1600/inferno.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" n4="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQgfhMxMttI/AAAAAAAAAl0/S-DeAw8cNw0/s320/inferno.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;Já visitei o inferno. Estive lá em vida. Já entrei em suas câmaras horrendas diversas vezes. Em todas, padeci muito. Nada sei sobre o "Hades" mencionado pelos religiosos. Aquele que jaz embaixo da terra e começa depois da morte não me interessa. O inferno que já conheci e que me machuca fica aqui mesmo, na terra dos viventes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive no inferno do engano. Há algum tempo, visitei um parque suíço, em Zurique, para onde convergiam os toxicômanos da cidade. Subi o viaduto que atravessa o parque e do alto contemplei um cenário surreal e dantesco. Lama, lixo e fezes, atolavam rapazes e moças naquele submundo. Ali não existiam humanos, apenas carcaças ambulantes. Naquela mesma noite, no avião, desejei dormir profundamente só para fugir do que testemunhara. Eu preferia qualquer pesadelo a ter que conviver com aquele cenário, tão real. Perguntei-me diversas vezes quem eram aqueles jovens. E porque se revoltavam contra o sistema. Se tentavam ser livres, criaram uma masmorra. Acabaram construindo o inferno com as próprias mãos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daquele dia, despertei: o Lago de Enxofre permeia o mundo em que existo. Cada um daqueles jovens tinha um pai. Um pai que pranteia porque não sabe como apagar as labaredas medonhas do lago de enxofre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive no inferno da culpa. Hoje sei que nenhum tormento provoca maior dor que a culpa. Qualquer mulher culpada sabe o tamanho de sua opressão. Qualquer homem culpado fala que os ossos derretem com uma consciência pesada. Culpa é ácido. A culpa avisa que o passado não pode ser revisitado. Assim as pessoas se submetem a carrascos internos e esperam redenção através de açoites. A dor da culpa lateja como um nervo exposto. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os culpados procuram dissimular o sofrimento com ativismos, divertimentos e até promiscuidade. Mas a culpa não cede; persegue, persegue, até aniquilar iniciativa, criatividade e esperança. Recordo quando, no final de uma reunião, uma mulher me procurou pedindo ajuda. Seu marido se suicidara de forma violenta. Depois de enroscar uma tira de couro no pescoço, deu partida em um motor, que não só o estrangulou como lhe decepou a cabeça. Mas antes, ele procurou vingar-se. Deixou uma nota responsabilizando a mulher pelo gesto trágico. Diante da tragédia, aquela pobre mulher, desorientada e aflita, não sabia como sair do cárcere que o marido meticulosamente construíra. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já estive no inferno da maldade. Conheci homens nefastos. Sentei-me na roda de ímpios. Frequentei sessões onde o martelo inclemente da religião espicaçou inocentes. Vi sacerdotes alçando o vôo dos abutres. Semelhante às tragédias shakespeareanas, eu próprio senti o punhal da traição rasgar as minhas vísceras. Fui golpeado por suspeitas e boatos. Com o nome jogado em pocilgas, minha vida foi chafurdada como lavagem de porco. Senti o ardor do inferno quando tomei conhecimento da trama que visava implodir o trabalho que consumiu meus melhores anos. E eu não sabia como reagir. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, quando me perguntam se acredito no inferno, respondo que não, não acredito. Eu o conheço! Sei que existe. Eu o vejo ao meu redor. Inferno é a sorte de crianças que vivem nos lixões brasileiros. Inferno é o corredor do hospital público na periferia do Rio de Janeiro. Inferno é o campo de exilados em Darfur. Inferno é a vida de meninas que os pais venderam para a prostituição. Inferno é o asilo nos Estados Unidos, que não passa de um depósito onde os velhos esperam a morte. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, aceitei a vocação de lutar contra esses infernos que me rodeiam, assustam e afrontam. Ensinei e continuo a ensinar que Deus interpela homens e mulheres para que lutem contra suas labaredas. E passados tantos anos, a minha resposta continua a mesma: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acordo todos os dias pensando em acabar com os infernos. Gasto a minha vida para devolver esperança aos culpados; oferecer o ombro aos que tentam se reconstruir; usar o dom da oratória para que os discriminados se considerem dignos. Luto para transformar a minha escrita em semente que germina bondade em pessoas gripadas de ódio. Dedico-me ao estudo porque quero invocar o testemunho da história e mostrar aos mansos que só eles herdarão a terra onde paz e justiça se beijarão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Gondim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8453636190412715743?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8453636190412715743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/visitas-ao-inferno.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8453636190412715743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8453636190412715743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/visitas-ao-inferno.html' title='Visitas ao Inferno'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQgfhMxMttI/AAAAAAAAAl0/S-DeAw8cNw0/s72-c/inferno.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8015699336195929269</id><published>2010-12-14T17:44:00.000-08:00</published><updated>2010-12-14T17:45:28.773-08:00</updated><title type='text'>Impotência de ajudar.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQgdRxJPyYI/AAAAAAAAAlw/0cmqaXPFHIE/s1600/depress%25C3%25A3o+2.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="221" n4="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQgdRxJPyYI/AAAAAAAAAlw/0cmqaXPFHIE/s320/depress%25C3%25A3o+2.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Debato-me em minha impotência. Sei que perco muito tempo ensimesmado. Fico angustiado por não me importar como devia com a sorte de quem precisa de um ombro. Eu gostaria de ter mais recursos humanos, materiais e conceituais para ajudar muitos que não conseguem enfrentar a dureza da vida. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vez por outra, no desespero de ajudar, quero fundar uma escola de auto-ajuda tupiniquim. Quero deixar de lado muitos escrúpulos éticos e receitar fórmulas caseiras para que as pessoas tenham um "como" para contornar seus dilemas existenciais. O sofrimento me agride tanto que sou tentado a repetir frases "clichês" de alguns manuais com cinco passos de “como alcançar vitória”. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quem sabe mais gente responderia se eu fosse mais coloquial e mais pragmático. Até agora percebo meus escritos bonitinhos, mas fraquinhos. Não passo de um professor de álgebra chato e enfadonho, daqueles que aborrecem adolescentes. Procuro comunicar, esforço-me com toda a sinceridade de minha alma, mas acabo passando um ar elitista, esnobe, petulante. E mais gente me procura com dilemas existenciais desesperadores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maré do sofrimento humano não para de rebentar nas portas de minha vida. As pedras que ergo não conseguem conter a fúria deste mar que espumeja dor. Todos os dias, lido com pessoas perdidas nas decisões que precisam tomar, ouço reclames de mulheres que amargam casamentos horrorosos, tomo conhecimento de crentes angustiados com o jugo de doutrinas corretíssimas, mas inclementes. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento ensinar sobre outro jeito de organizar a vida, mas noto as pessoas sem a menor disposição de escapar de velhas bitolas. Tento mostrar que a percepção de um Deus que rege e ordena todos os micros detalhes do universo parece oferecer conforto e segurança, mas depois, quando a vida se impõe com todas as suas idiossincrasias e incoerências, essa percepção de Deus como um supremo dramaturgo, as deixará arrasadas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há enorme resistência em ver que a vida é contingencial. Foge-se da realidade de que bem e mal chegam indiscriminadamente. Por isso, quantas vezes ouvi pessoas questionando Deus. Suas interrogações não nascem de rebelião, mas por não aceitarem que Deus os tenha abandonado quando mais precisavam de sua ajuda. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento mostrar que há outra maneira de perceber o amor de Deus. Mas frustro-me ao notar que mesmo com tanta angústia, poucos estão dispostos a abrir mão de antigos pressupostos. Parece melhor o desespero de conviver com um Deus que arbitra seus atos sem levar em conta a sorte de homens e mulheres, mas os seus projetos macro. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejo-me como aquele velho marujo que acena sua lanterna no alto de uma colina. Pareço um doido. Mas, quem sabe, algum viajante em alto mar não virá a minha pequena luz para achar seu rumo? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ricardo Gondim&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8015699336195929269?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8015699336195929269/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/impotencia-de-ajudar.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8015699336195929269'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8015699336195929269'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/impotencia-de-ajudar.html' title='Impotência de ajudar.'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQgdRxJPyYI/AAAAAAAAAlw/0cmqaXPFHIE/s72-c/depress%25C3%25A3o+2.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-851979297005071093</id><published>2010-12-08T17:51:00.000-08:00</published><updated>2010-12-10T10:33:26.594-08:00</updated><title type='text'>Oração</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQA11EY60kI/AAAAAAAAAlo/nEAfhec-CkA/s1600/quebrantar.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="235" n4="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQA11EY60kI/AAAAAAAAAlo/nEAfhec-CkA/s320/quebrantar.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aqueles que me conhecem poderão dizer: Como um teólogo liberal (herege) pode falar a respeito de oração?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Primeiro quero defender que a verdadeira espiritualidade geralmente se encontra nos arraiais dos “hereges”. Já li num livro que diz: “teologia liberal tem haver com liberalismo teológico e&amp;nbsp;libertinagem". Vê se pode! alguém que não tem nenhuma intimidade com o método histórico crítico, não conhece os autores liberais,&amp;nbsp;falar uma besteira dessa. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Percebo nas pessoas um pré-julgamento, colocam placas, estabelecem juízos, níveis de espiritualidade, vida com Deus, santidade e etc.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quem tem mais a perder? O que se alimenta da ortodoxia ou aquele que escolhe remar contra a maré sentindo o chão sair do seu pé?&amp;nbsp;O&amp;nbsp;teólogo liberal&amp;nbsp;questiona suas próprias convicções, anda pelo que recebeu e por aquilo que a sua consciência abraçou, mesmo que isso signifique rótulo, julgamento e indiferença?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Um padre amigo disse num determinado momento: “heresia é uma verdade embriagada” Vocês querem saber de uma coisa? Em muitos casos eu concordo com ele. O que seria da reflexão teológica se não fossem os pensadores “hereges”, se não fosse à teologia crítica e se a balança só pendesse para um lado?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Falando de oração, descobri algo muito interessante. Quero falar da minha experiência sem fazer da minha experiência modelo para ninguém. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Quanto mais sozinho eu fico, mais próximo de Deus me sinto. Sabe por quê? Me afasto da hipocrisia, me afasto daqueles apenas dizem mas não são, me afasto do juízo das pessoas, me afasto da tentação de ostentar qualquer “espiritualidade” que se transforme em auto promoção ou orgulho, me afasto de qualquer manipulação do sagrado, não preciso dar explicação a ninguém senão a Deus, a mim mesmo e a minha consciência, e me olhando diante de espelho.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Realmente sou um herege! &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Fazer oração em conjunto na igreja instituída se tornou uma ofensa ao Eterno, uma brincadeira, uma sacanagem, um circo. Enquanto poucos se quebrantam, muitos não passam de religiosos malditos que foram engodados pela falsa religião (cristianismo e outras). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato de orarmos sozinhos é libertador. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Estou cansado de pessoas que vivem sem verdade, sem responsabilidade. Pessoas assim matam a gente, rouba de nós a alegria que provém do Evangelho, drenam as nossas forças, torna a relação com o sagrado algo muito pesado e triste, ficando apenas as máscaras que fazem de nós filhos dessa coisa chamada instituição evangélica que não tem nenhuma referência com IGREJA e sim com “igreja”.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Aprendi com a vida: quando sou rotulado por herege, me sinto recebendo um elogio de Deus. Assim como Jesus foi um herege no seu tempo, a minha consciência de verdade me aprova. Deus me conhece, eu me conheço. Chego diante do Assombro de cara limpa, sem fantasia, sem ninguém roubando a pureza do encontro, e&amp;nbsp;a liberdade de estarmos juntos, encontrá-lo sem que ninguém hipocritamente interrompa apenas pelo fato de estar ali.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na verdade me sinto muitas vezes sentado na mesa dos escarnecedores, e isso entre “irmãos”. As pessoas não conseguem viver a radicalidade do Evangelho, não bancam as próprias palavras, não vivem a vida pela vida, vivem somente a própria vida.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Religião! fique cada um com a sua, e vá pra onde você quiser. &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Que Deus ME abençoe&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Wagner&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-851979297005071093?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/851979297005071093/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/oracao.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/851979297005071093'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/851979297005071093'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/oracao.html' title='Oração'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TQA11EY60kI/AAAAAAAAAlo/nEAfhec-CkA/s72-c/quebrantar.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-7085910880154659467</id><published>2010-12-07T17:10:00.000-08:00</published><updated>2010-12-07T17:10:05.867-08:00</updated><title type='text'>Kenosis</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TP7a19auKRI/AAAAAAAAAlg/1VxcWpqQNLo/s1600/Zs80zuz.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="240" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TP7a19auKRI/AAAAAAAAAlg/1VxcWpqQNLo/s320/Zs80zuz.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;No Concílio de Nicéia (325 d.C.), sob o imperador Constantino, e no primeiro Concílio de Constantinopla (381 d.C.), se o consenso de que Cristo era eterno, uma encarnação divina, (chamada de "homoousios"), que significa consubstancial com Deus Pai, em uma só pessoa, porém com duas naturezas - completamente divina e completamente humana - e propósitos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"O termo KENOSIS (ke/nwse - ekénose) que significa esvaziamento, é encontrado no Novo Testamento como o esvaziamento de Jesus (Fl 2,7), esta relacionado a sua divindade, mas precisamente ao deixar de lado seus atributos divinos sem perder sua natureza divina. Jesus deixa de depender de seu poder divino para depender do Espírito Santo". A definição é simples, mas serve.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A discussão ao redor da kenosis de Jesus está no contexto das disputas cristológicas, que debate a natureza de Jesus Cristo durante os primeiros séculos do Cristianismo, e gira ao redor do objeto do esvaziamento, ou, o que foi que Jesus deixou no céu ao descer para a terra?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No emaranhado de heresias históricas a respeito, há pelo menos duas possibilidades de explicação da kenosis: esvaziamento na forma e nos atributos. Jesus é Deus esvaziado dos atributos próprios de sua divindade (onipotência, onipresença e onisciência), embora intocado em sua natureza divina (eternidade e santidade). Isso implica dizer que o esvaziamento de Deus em Jesus não diz respeito à natureza de Deus. Deus é o mesmo, antes e depois de sua kenosis. Podemos considerar a kenosis, portanto, um critério de relação de Deus com sua criação e suas criaturas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Creio que Deus conduz a história independentemente de sua kenosis, mas entra na história sempre esvaziado, através de Jesus. Apenas para diferenciar os critérios de relacionamento de Deus com sua criação e suas criaturas, falemos do Deus exaltado (sem kenosis) e do Deus esvaziado, em Jesus (com kenosis). Deus conduz a história desde seu alto e sublime trono, Deus exaltado, mas participa da história em Jesus, o Deus esvaziado . Estes são os sentidos das chamadas teofanias: a presença de Deus, em Jesus, no Velho Testamento, antes da encarnação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aqui surge um mistério: existe kenosis antes da encarnação. Somente o Deus esvaziado se manifestaria no tempo e seria passível de ser percebido por suas criaturas. O Deus em seu alto e sublime trono habita em luz inacessível (1Timóteo 6.16), e não pode ser contemplado pelo mortal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, quando Moisés solicita que Deus lhe mostre sua glória, Deus lhe concede ver sua bondade: "Eu farei passar toda a minha bondade por diante de ti", pois "Não poderás ver a minha face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá" (Êxodo 33.20).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Deus que precisa descer para saber o que se passa em Babel (Gênesis 11.5), verificar a pertinência das acusações feitas contra Sodoma e Gomorra (Gênesis 18.20 ,21), e colocar Abraão à prova (Gênesis 22.12) é o Deus esvaziado em Jesus. Dizer que tais expressões são meras figuras de linguagem implica a diminuição da verdade bíblica. Estes não são exemplos de antropomorfismo como figura de linguagem, mas de antropomorfismo como kenosis, pois o Deus que participa da história é o Deus esvaziado em Jesus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Podemos concordar com Ariovaldo Ramos quando diz que em Filipenses 2 há, portanto, duas kenosis.. A primeira é Deus em forma de servo (a kenosis antes da encarnação): deus se esvazia para incluir a humanidade em si mesmo, diminui-se para que o finito conviva com o eterno sem ser esmagado pela eternidade e pela glória do Eterno; a segunda é Deus em forma humana (a kenosis da encarnação): Deus se esvazia para se identificar em termos absolutos com a humanidade (Hebreus 4.15,16; 10.5) e para conduzir a humanidade à participação em sua natureza divina (2Pedro 1.4).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os grandes conflitos da espiritualidade cristã consistem no desejo humano de conviver aqui e agora com o Deus exaltado, negligenciando todas as possibilidades de convivência com o Deus esvaziado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A maioria das pessoas quer um Deus exaltado: onipotente, onipresente e onisciente, que invade a história com seu poder e autoridade e interfere na realidade em benefício dos seus. A proposta cristã, entretanto, é um convite ao seguimento do Deus esvaziado, que habita nos seus através do Espírito Santo. Sua forma de atuação não é a intervenção que perpetua a imaturidade, mas a cooperação que convida à emancipação e autonomia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto tempo será necessário para que os cristãos assumam que o Deus exaltado continua a agir na história como Deus esvaziado? Este é o tempo de afirmação da terceira kenosis: o esvaziamento de Deus para habitar sua igreja: Deus age em nós, através de nós, apesar de nós, e nos dá o privilégio de cooperar com Ele em sua obra de redenção (João 14.16-23; 1Coríntios 3.16; 6.19; 12.4-7; Efésios 2.20-22; 1Pedro 2.4-6; Apocalipse 21.3).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ed René Kivitz&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-7085910880154659467?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/7085910880154659467/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/kenosis.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7085910880154659467'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7085910880154659467'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/kenosis.html' title='Kenosis'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TP7a19auKRI/AAAAAAAAAlg/1VxcWpqQNLo/s72-c/Zs80zuz.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-5478609443794322311</id><published>2010-12-06T17:08:00.000-08:00</published><updated>2010-12-06T17:08:14.890-08:00</updated><title type='text'>O Apelo da Divina Carne</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TP2IhRTtOzI/AAAAAAAAAlc/0IkqhBa2_7I/s1600/sociopatia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="309" ox="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TP2IhRTtOzI/AAAAAAAAAlc/0IkqhBa2_7I/s320/sociopatia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;Há esse homem que já morreu e debaixo de cuja sombra eu vivo. Muitas e muitas vezes decidi ser imaturidade e o mais raso idealismo deixar-me impelir pelo sopro de um homem cuja carne nunca abracei, cuja olhar nunca me tocou e de quem não conheci as feições das mãos. Não é apenas imaturo, ponderei além da dúvida: é absolutamente doentio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tento me livrar dessa sedução que para mim é uma patologia, mas o homem morto fala comigo, não do fundo da terra, como seria de esperar, mas do coração das coisas. E usa para me reconquistar, sem qualquer critério e sem qualquer recato, o sublime e o rasteiro, a vertigem que é Francesco ou a letra de uma música que alguém pagou para ser escrita, Bach e Lost, Borges e Abba. Sua gentileza é de uma breguice sem confins, e basta para envelopar o mundo num céu e o céu num inferno, curando ao mesmo tempo em que devassa e faz arder. Ele não sabe se esconder e está em todo lugar: sua pele os descalços podem tocar, e até as crianças conhecem a sua nudez.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E quando me enfureço por estar seguindo um morto cuja carne nunca apertei e da minha experiência infinitamente distante, lembro de tudo que estava decidido por mim quando cheguei a este mundo – o significado das palavras, o enunciado das leis, as cercas do mundo natural, o arranjo das generosidades, as arbitrariedades dos méritos, a geografia das exclusões – e concluo que são essas coisas que deveriam nutrir-me a indignação e o ceticismo, não o apelo de uma carne como a minha, que treme nos rostos de todos que choram ao o meu redor e que está pronta para segurar de toda a queda e nutrir e embalar e mostrar o céu, com toda a terra da Terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então me envergonho miseravelmente, por ter julgado que algo além da carne e do pó bastassem para abrigar a divindade, que só se contenta com o sublime. A terra beija imóvel os meus pés, e inclino-me muito indignado para retribuir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom!&lt;br /&gt;Paulo Brabo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-5478609443794322311?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/5478609443794322311/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/o-apelo-da-divina-carne.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5478609443794322311'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/5478609443794322311'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/12/o-apelo-da-divina-carne.html' title='O Apelo da Divina Carne'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TP2IhRTtOzI/AAAAAAAAAlc/0IkqhBa2_7I/s72-c/sociopatia.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-9013495519921224786</id><published>2010-11-22T17:55:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T17:55:28.265-08:00</updated><title type='text'>Como se Deus não existisse</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TOse3v5rEQI/AAAAAAAAAlY/dJ4nB9GecpI/s1600/natuureza+4.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" ox="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TOse3v5rEQI/AAAAAAAAAlY/dJ4nB9GecpI/s320/natuureza+4.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;No século passado, Karl Marx e Sigmund Freud representavam duas grandes ameaças contra a religião. Marx afirmava que a igreja serve a interesses ideológicos de controle político e de subjugação econômica. Freud, por sua vez, percebia os mecanismos infantilizantes da religião quando sacerdotes projetam em Deus nosso desejo por um pai perfeito. Para ele, a prática religiosa condena homens e mulheres a viverem como eternas crianças, sempre precisando de intervenções sobrenaturais para enfrentar as agruras da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É preciso dar a mão à palmatória. Os dois leram as instituições religiosas dos seus dias corretamente, principalmente a cristandade. Desde Constantino, o apelo do poder mostrou-se arrasador e irresistível nas igrejas. Infelizmente, os ensinos do Nazareno foram usados para autenticar o expansionismo imperialista e colonialista dos grandes impérios que se auto-proclamaram cristãos. Padres, pastores e bispos se vestiram como a grande prostituta do Apocalipse e se entregaram por qualquer preço. Monarcas beijaram anéis episcopais enquanto obrigavam seus donos a lamberem suas botas. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, os mercadejadores do templo precisaram distribuir ópio religioso para poderem fazer vista grossa e abençoar inúmeras carnificinas – dos Tsares russos ao Batista cubano; das aventuras ensandecidas de Isabel espanhola às dos Bush, pai e filho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A adoração do “Deus provedor” ocidental deu razão a Freud, que denunciava os recintos religiosos como incubadoras de oligofrênicos. O proselitismo missionário foi feito, em grande parte, precisando de uma espiritualidade funcional. Na tentativa de mostrar a superioridade de Jeová sobre as demais divindades, criou-se um fascínio por milagres. “Nosso Deus funciona”, clamaram os evangelistas por séculos. Desse modo, o sobrenatural passou a ser compreendido como uma intervenção legitimadora daquele que é o verdadeiro “dono do pedaço”. Assim, os crentes viciados em milagres se condenaram à freudiana dependência infantil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em minha opinião, só seria possível resgatar a mensagem de Jesus Cristo, caso a religião abrisse mão de suas hierarquias institucionais, demitisse elites, democratizasse o acesso a Deus, e esvaziasse os rituais da função de serem técnicas para se obter bênçãos. É importante que repensemos a fé, seguindo o exemplo de Jesus que viveu sem precisar de milagres e morreu sem apelar para os anjos. Iguais a ele, precisamos viver sem os cabrestos da religião e sem as intervenções de Deus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concordo com John Hick em “Evil and the God of Love” (New York, Harper &amp;amp; Row; London, Mcmillan, 1966, p. 317)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Ao criar pessoas finitas para amar e serem amadas por ele, Deus precisa dotá-las com certa autonomia relativa quanto a si mesmo”. Mas como pode uma criatura finita, dependente do Criador infinito quanto à sua própria existência e a cada poder e qualidade do seu ser, possuir qualquer autonomia significativa em relação a esse Criador? A única maneira que podemos imaginar é aquela sugerida pela nossa situação efetiva. Deus precisa colocar o homem à distância de si mesmo, de onde ele então pode vir voluntariamente a Deus. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como algo pode ser colocado à distância de alguém que é infinito e onipresente? É óbvio que a distância espacial não significa nada nesse caso. O tipo de distância entre Deus e o homem que criaria certo espaço para certo grau de autonomia humana é a distância epistêmica. Em outras palavras, a realidade e a presença de Deus não devem se impor ao homem de forma coercitiva como o ambiente natural se impõe à atenção deles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;O mundo deve ser para os homens, pelo menos até certo ponto, etsi deus non daretur, “como se Deus não existisse”. Ele precisa ser cognoscível, mas apenas por um modo de conhecimento que implique uma resposta livre da parte do homem, consistindo essa resposta em uma atividade interpretativa não-compelida através da qual experimentamos o mundo como realidade que media a presença divina”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma nova igreja precisa se desvincular de seu fascínio pelo poder, qualquer um: político, econômico, militar ou espiritual. Repito, urge que homens e mulheres construam sua humanidade, sendo sal da terra e luz do mundo, sem necessitar de repetidos socorros celestiais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;[Ricardo Gondim]&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-9013495519921224786?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/9013495519921224786/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/como-se-deus-nao-existisse.html#comment-form' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/9013495519921224786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/9013495519921224786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/como-se-deus-nao-existisse.html' title='Como se Deus não existisse'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TOse3v5rEQI/AAAAAAAAAlY/dJ4nB9GecpI/s72-c/natuureza+4.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-8321498263236010168</id><published>2010-11-22T17:24:00.000-08:00</published><updated>2010-11-22T17:24:21.433-08:00</updated><title type='text'>Jesus o Nosso Exemplo na Peregrinação</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TOsXoNakb4I/AAAAAAAAAlU/yEdl-Q9MEMo/s1600/crucifixos-caminho_%257Ek0615612.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" ox="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TOsXoNakb4I/AAAAAAAAAlU/yEdl-Q9MEMo/s1600/crucifixos-caminho_%257Ek0615612.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;A vida de Jesus foi uma peregrinação. O Evangelho de Lucas a apresenta literalmente como peregrinação (Lc 9,51), mas os outros o mostram da mesma maneira sem expressá-lo explicitamente. Jesus anda de povoado em povoado, percorrendo a Galiléia e subindo para Jerusalém, onde termina a peregrinação. No seu povo, a peregrinação a Jerusalém era parte fundamental da religião. Jesus toma também o caminho de Jerusalém, ainda que com outro projeto.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O que há na peregrinação que inspira a esperança?&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Pela peregrinação faz-se à inversão do movimento religioso tradicional antigo. Passa-se do ter para o ser. Nas religiões antigas a pessoa acorre à divindade para receber. Trabalha, reza e viaja para receber. A sua preocupação é ter mais e a busca de Deus tem também por objeto o ter mais.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na peregrinação o viandante não percorre o caminho para receber. No final do trajeto não recebe nada, mas é uma pessoa diferente. Torna-se nova pessoa. A caminhada faz com que se transforme. Caminhando, o peregrino aprende a aproveitar tudo sem se apegar a nada, torna-se livre, aberto ao mundo e aos outros, menos apegado a si mesmo e mais entregue aos outros. Ele se torna despreocupado e vai adquirindo a qualidade de que fala Jesus quando alude aos lírios do campo.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Essa é uma imagem da esperança, que não tem por objeto receber e nem considera a vida eterna como um ter ou uma posse de bens exteriores a si mesmo. Na vida eterna não ambiciona nada, a não ser a plenitude do ser humano __ ‘plenitude humana’ simplesmente como ser. A cada dia o peregrino vai avançando e se torna mais humano, porque menos proprietário, mas afastado de toda propriedade. Por isso Jesus condena o dinheiro. Ser cristão não sintoniza como ser proprietário.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&amp;nbsp;Na peregrinação não há nenhuma aquisição de propriedade. Mas, a cada dia a pessoa se sente mais ela mesma, mais forte, mais atenta, mais receptiva. Torna-se mais capaz de olhar, observar, ouvir e escutar. No caminho há o encontro com muitas pessoas, e cada uma delas vai fazendo com que o peregrino se torne mais humano __ a abertura aos outros o torna mais humano.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Na sua andança Jesus não busca nem adquire nada, mas encontra outras pessoas, oferece o que pode dar, aceita olhar, ouvir, escutar os outros que o chamam. Cada dia ele se mostra mais humano, menos proprietário e mais entregue aos que encontra no caminho. Olha para o mundo que descobre, ao contrário do proprietário que olha para sua propriedade.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Qual é o objeto da esperança? Ser outro: ser mais amor, ser mais livre, puramente humano, sem qualificativos. Os seres humanos se definem pela origem, pela família, pelas posses, pelo poder, pelas capacidades. O peregrino não busca isso __ quer simplesmente ser mais humano a cada dia que passa, amar mais, sem nada de propriedade. Chega ao ponto final da sua peregrinação. Não tem mais nada e não vai receber nada, perdeu até os últimos bens que podia ter __ por exemplo, os seus companheiros. Mas atinge o ponto máximo da liberdade e do amor na afirmação do caminho de salvação até a morte. A última etapa da peregrinação é a morte vivida como abertura para a plenitude&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;Teologia da Mesa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-8321498263236010168?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/8321498263236010168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/jesus-o-nosso-exemplo-na-peregrinacao.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8321498263236010168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/8321498263236010168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/jesus-o-nosso-exemplo-na-peregrinacao.html' title='Jesus o Nosso Exemplo na Peregrinação'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TOsXoNakb4I/AAAAAAAAAlU/yEdl-Q9MEMo/s72-c/crucifixos-caminho_%257Ek0615612.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-4948737736825501760</id><published>2010-11-12T08:57:00.000-08:00</published><updated>2010-11-12T08:58:30.389-08:00</updated><title type='text'>Sensualize sua Espiritualidade</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/Sjr5WNPKzoI/AAAAAAAAAF8/JADt4PmKs8Y/s1600/imagem7.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/Sjr5WNPKzoI/AAAAAAAAAF8/JADt4PmKs8Y/s320/imagem7.jpg" width="217" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sensualizar. Tornar(-se) sensual.&lt;br /&gt;Sensual. Relativo aos sentidos ou aos órgãos dos sentidos. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em primeiro lugar, que a pessoa que se deparava com Jesus nos seus dias “mortais” não era impactada de qualquer modo direto ou natural pelo teor desses passos. São necessários observação e algum treinamento intelectual para abstrair-se a partir do que sabemos do comportamento de Jesus fórmulas gerais como “faça o que os outros não esperam” (segundo passo) e “viva inteiramente inserido no seu mundo” (quarto passo). E Jesus, como se sabe, impactou de forma transformadora gente que teve muito pouco tanto de uma coisa quanto de outra: pessoas pouco instruídas e pouco armadas de recursos intelectuais, muitas das quais estiveram com ele por pouco mais do que alguns minutos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não ocorreria aos que seguiam Jesus de um vilarejo a outro articular a postura dele com o vocabulário intelectual que temos adotado: era afinal de contas muito visível que o próprio Jesus não o fazia. Ao contrário dos gnósticos que apropriaram-se do seu nome nos anos que se seguiram, Jesus recusava-se a ensinar que a salvação estivesse relacionada a algum conhecimento específico sobre o mecanismo de Deus, do universo ou mesmo da salvação. Na verdade, parte essencial da originalidade do pensamento do Filho do Homem está na sua ênfase de que não há qualquer mérito no conhecimento intelectual, e que o acesso ao favor de Deus não depende de modo algum dele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluo que, qualquer que seja o esquivo cerne da mensagem do Filho do Homem, seria heresia pensar ou sugerir que esteja em alguma dos pontos que temos discutido. Os “passos” que analisamos até aqui são abstrações, meras tentativas intelectuais de representar a realidade. Por mais radicais e originais que pareçam, são uma forma de teologia e por essa razão necessariamente limitados, contendo em si mesmos a semente de sua contradição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, ao contrário de nós, jamais cedeu às tentações da teologia, do método, da exposição linear. Não só isso (o que parecerá para alguns ainda mais singular): ele recusava-se a credenciar até mesmo o discipulado da forma como o concebemos, tendo dito mais vezes “vá para a sua casa” do que “venha me seguir”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Onde então se escondia o cerne mais essencial do método e da missão do andarilho de Nazaré? De que forma Jesus tocou gente que não tinha tempo ou bagagem para saber interpretar o que ele estava dizendo?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A resposta acabo de dar. Jesus tocou gente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para seguirmos o que penso ser o traço mais singular e essencial do caráter do Deus dos evangelhos é preciso que aprendamos a sensualizar a nossa espiritualidade. É preciso que passemos a procurar a espiritualidade no mundo sensorial, no mundo real, o mundo da experiência e dos sentidos. É preciso que passemos a ver nosso relacionamento com Deus e nossa participação no seu Reino como algo que diz respeito ao que é palpável e material, ao mundo da pele, da carne e do sangue.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vivemos como cristãos esmagados por uma obsessão espiritualizante. Lemos a Bíblia, mas mantemos os olhos fechados para a revelação a que as narrativas dos evangelhos parecem dar maior ênfase – que, incrivelmente, inquietantemente. Jesus exercia (e portanto enxergava) a sua espiritualidade na esfera do toque, da visão, da companhia, da presença, do sabor, da voz, dos elementos, da comida, da natureza, do abraço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A nota central dos evangelhos está em que Deus fez-se, assombrosamente, carne. Submeteu-se voluntariamente ao sangue, ao envelhecimento, ao suor, à bílis, aos gases, à urina, ao sêmen, à saliva, às fezes. Submeteu-se ao hálito de outros, ao toque de estranhos, ao abraço de amigos, ao açoite de antagonistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deus fez-se carne. Em absoluto contraste com ele, tudo que fazemos como cristãos, tudo com que nos ocupamos e rotulamos de espiritualidade, é para disfarçar a carne que somos. Jesus aprendeu a viver na carne e mostrou notável desenvoltura dentro dela; em contraste com ele, sentimos que a carne nos incomoda, nos constrange, nos envergonha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A carne é embaraçosa. O fato de vivermos constantemente sujeitos à doença, à fome, à dor, à solidão, à decrepitude, ao ciclo digestivo, à morte e outras vergonhas inerentes à nossa condição pode produzir em nós uma implacável ojeriza contra a carne. Nosso escape para esse fastio, somos levados comumente a crer, está na espiritualidade convencional – espiritualidade que é forjada para demonizar o corpo e seus embaraços e pregar que Deus só pode ser experimentado nas esferas supostamente superiores da mente, do escape da realidade, dos olhos fechados, da privação dos sentidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De fato cremos que o momento espiritual acontece enquanto o orgão está tocando; a pizza que virá depois não é espiritual. Orar antes de dormir é espiritual, levar o lixo para fora não. O côro de anjos é espiritual, a roda de samba não. Dar o dízimo é espiritual, oferecer a alguém um chiclete não. Ler a Bíblia para o velho cego é espiritual, dar-lhe banho não. A vida devocional dos namorados é espiritual, seu beijo não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus, estou crendo, apostaria no contrário em cada um desses casos. Estou cada vez mais convencido, com Jacques Ellul, que a revolução espiritual é mais material, mais palpável em seu caráter do que qualquer outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não ignorava os embaraços da doença, da fome, da dor, da solidão, da decrepitude, da morte, do ciclo digestivo; muitos desses atingiram-no em cheio na própria carne. Ao contrário de nós, no entanto, Jesus não buscava refúgio dessas coisas num mundo dos espíritos à prova de constrangimentos. Ele não caía na tentação da espiritualidade convencional e isso, aparentemente, é o que mais teimamos em não aprender com ele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus fazia o trajeto precisamente contrário ao nosso, avançando com galhardia em direção à experiência dos sentidos, tendo dedicado a maior parte de sua atividade neste mundo ao esforço de minimizar os constrangimentos produzidos em pessoas de carne pela fome, pela doença, pela dor, pela decrepitude, pela solidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus tratava primordialmente com corpos, não com espíritos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que pode nos parecer escandaloso, Jesus deixava claramente a impressão de que estava tratando primordialmente com corpos, não com espíritos. Ele tinha histórias para contar, verdades a ensinar e revelações espetaculares para fazer, mas seu dia-a-dia e sua agenda permaneciam entranhados no domínio do corpo e da experiência dos sentidos – de pessoas que precisavam de cura, de pessoas que precisavam de comida, de pessoas que precisavam andar, de pessoas que precisavam de sexo, de pessoas que precisavam de visão, de pessoas que precisavam de companhia, de pessoas que precisavam de trabalho, de pessoas que precisavam de dinheiro, de pessoas que não queriam morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Filho do Homem não apenas recusou o ascetismo de João Batista, ele ensinou da maneira mais espetacular que Deus é encontrado e vivido no reino das pequenas coisas, no domínio vulgar da carne e dos sentidos. O Deus encarnado era um homem que bebia vinho, que assava peixe, que colhia figos, que tocava leprosos, que cuspia na terra e fazia lodo, que colocava a mão no prato de molho, que pedia água, que deixava uma mulher massagear-lhe os pés, que deixava um homem recostar-se no seu peito, que sentia medo e dor e sangrava e podia morrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nossa satânica fantasia como cristãos é passarmos pelo mundo à margem de todas essas coisas, desencarnados como fantasmas, vivendo momentos de espiritualidade em número suficiente para redimir os constrangimentos que nos impingem o corpo e os sentidos. Não queremos de modo algum enfrentar o terrível embaraço de que somos feitos de carne e osso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tentamos a todo custo escapar daquilo que a Bíblia não esconde em página alguma: que a carne é essencialmente animal. Preferiríamos não ter admitir, avançados que somos na comunhão divina e na experiência do Espírito, que não somos menos animais do que uma barata, um lêmure ou uma sucuri.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Verbo se fez carne” traduz-se por “Deus fez-se animal”; nós, se tivéssemos escolha, apagaríamos por completo a porção corpo/carne/sentidos da nossa experiência. Sentimos que se isso acontecesse estaríamos finalmente livres para desfrutar da espiritualidade plena. Adiamos a nossa espiritualidade definitiva para quando acontecer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;* * *&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta hesitação em abraçar a carne é, naturalmente, antiga na história do impacto da persuasão de Jesus sobre as pessoas. A carne de Jesus representou grave escândalo tanto para judeus quanto para gregos, as duas grandes facções do mundo atingidas pela boa nova no tempo dos primeiros cristãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para os romanos, devidamente adestrados pelos gregos, o escândalo essencial da boa nova de Jesus não era a divindade ter morrido na cruz a fim de resgatar a alma. Deuses que encarnavam e expiações tendo em vista a redenção do espírito eram lugar-comum nas religiões de mistério muito antes do cristianismo entrar em cena. O escândalo não era, tampouco, o espírito de Jesus ter sobrevivido gloriosamente à morte. Sócrates, via Platão, já havia se desdobrado para demonstrar por A + B que a alma humana é eterna e impermeável à morte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O impensável, para gregos e romanos, estava no fato do corpo de Deus ter sido redimido: o fato de Jesus ter adentrado a glória em forma corpórea, prometendo o mesmo destino aos seus seguidores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na visão de mundo greco-romana o espírito era uma chama imortal desgraçadamente presa dentro de um vaso mortal. Para os gregos, o espírito era puro e inefável, o corpo impuro e irredimível; o espírito era bem-intencionado e puxava o homem para o alto, o corpo era corrupto e puxava o homem para baixo; o espírito era por definição indestrutível, e o destino mais honroso a que a carne podia aspirar era a dissolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Imbuídos dessa convicção, os atenienses ouviram muito interessados o discurso do Apóstolo no Areópago, até que Paulo mencionou a ressurreição do corpo – ponto em que perceberam que a doutrina daquele sujeito não merecia mais do que zombaria e desprezo. Aqueles esclarecidos atenienses, mais ou menos como nós, não criam que houvesse no corpo e na carne qualquer coisa com vocação à redenção ou à eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já para os judeus, que viam a carne como obra de Deus e criam na redenção futura do corpo e da criação, o escândalo estava em ver Deus confinado aos limites da sua própria obra – como um dramaturgo que condescende em descer ao palco, um pintor que rebaixa-se voluntariamente a pincelada. O que era ainda pior: esse homem que sugeria ser a encarnação de Deus repudiava o ascetismo (popularmente associado à espiritualidade) e abraçava o mundo dos sentidos com exuberância, com paixão, com vertiginoso ardor. Atracava-se a gente, consertava corpos, alimentava estômagos, lavava pés, beijava seus amados, tremia de tensão e de exaustão, não recuava diante da mais constrangedora e sensorial manifestação de afeto. Que Deus se rebaixasse a homem já era bastante ruim; que o homem-Deus se refestelasse na carne – que afirmasse a carne ao invés de negá-la, era afronta terrível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dois mil anos depois cá estamos nós, nem judeus nem gregos mas algo infinitamente menos acabado, aspirando petulantemente a seguir os passos empoeirados do Filho do Homem – o impensável “Deus conosco”, o encarnado, o Deus que assumiu “condição de homem”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E que fazemos? Com recato estúpido, pecaminoso e contraproducente negamos hoje a carne de Jesus e a nossa. Os mesmos cristãos que recusam-se a admitir a possibilidade de descenderem do macaco não trazem à mente que Deus em Jesus conformou-se, disparatadamente, à condição de primata.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Queremos que as pessoas “conheçam Jesus” através da assimilação intelectual do nosso discurso, e nunca pelo intercâmbio de caminhadas e pelo choque custoso entre corpos. Não queremos de modo algum traficar com a carne, porque não queremos que Deus trafique através dela. Esquecemos, miseravelmente, que a natureza divina de Jesus não estava escondida na sua carne. Estava manifesta nela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa nossa infantil negação da carne nos torna, entre outras coisas, companhia insuportável para todos ao nosso redor, e ainda para nós mesmos. Vivemos como se a espiritualidade (como se a verdadeira vida!) fosse terreno exclusivo do incorpóreo e do intelectual – da oração, da devocional, da meditação, do discurso, da leitura. Fora raras exceções determinadas por um emocionalismo arbitrário, não conseguimos ver nenhuma espiritualidade num abraço, numa caminhada pela praia, num jogo de cartas, numa escalada, num café, numa churrascada, numa flor, num pedaço de pão, na mão de um amigo, numa dor de dente, nas pessoas que estão com você na casa de praia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Isso enquanto o testemunho do homem-Jesus proclama em altos brados, de sua pedra de escândalo do Novo Testamento, que não há exceções à universal santidade das relações da carne com o universo. Deveríamos andar descalços todo o tempo, pois somos terra santa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jesus não apenas tolerou a carne. Ele não apenas rebaixou-se à carne e por certo não aboliu: Jesus a redimiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somos constantemente ensinados sobre a importância de morrer e ressuscitar como Jesus, mas – ai de nós – não há quem nos ensine a encarnar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Paulo Brabo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-4948737736825501760?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/4948737736825501760/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/sensualize-sua-espiritualidade.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4948737736825501760'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4948737736825501760'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/sensualize-sua-espiritualidade.html' title='Sensualize sua Espiritualidade'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/Sjr5WNPKzoI/AAAAAAAAAF8/JADt4PmKs8Y/s72-c/imagem7.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-4696373449747778065</id><published>2010-11-05T18:54:00.000-07:00</published><updated>2010-11-05T18:54:56.805-07:00</updated><title type='text'>O Fundamentalismo Cristão</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TNSyh--nWII/AAAAAAAAAlQ/jksk_jvo2gQ/s1600/stock-photo-open-bible-over-black-and-blue-clouds-with-reflection-16028506.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" px="true" src="http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TNSyh--nWII/AAAAAAAAAlQ/jksk_jvo2gQ/s320/stock-photo-open-bible-over-black-and-blue-clouds-with-reflection-16028506.jpg" width="310" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;O&amp;nbsp;fundamentalismo cristão admite a Bíblia como única autoridade para suas doutrinas e costumes. Afirma a autoridade exclusiva da Bíblia, sustentando que é a Palavra de Deus no sentido estrito do termo: provem diretamente de Deus, portanto livre de todo erro e de todo condicionamento. Para o fundamentalista, Bíblia, revelação e Palavra de Deus são sinônimos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Para o fundamentalista, a afirmação da absoluta e da total inerrância e infalibilidade da Bíblia é de capital importância. Disso dependem em sua opinião, a autoridade de Bíblia e sua total confiança nela e, em última instância, em Deus mesmo. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Quando se admite que a Bíblia contém erros – argumentam -, então não merece nossa total confiança como norma suprema, e não podemos estar seguros do que Deus quer de nós e para nós. Para o fundamentalista, o texto da Bíblia é a única norma objetiva (por ser escrita) que ele aceita, e essa norma vem de Deus mesmo, que a “ditou” aos escritores. Visto que tem Deus como seu autor, a Bíblia não pode ter erro algum, também, em matéria de história e ciência. Essa é a tese “fundamental” sobre a qual repousa a estrutura doutrinária do fundamentalismo.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Na realidade no entanto, o fundamentalismo não parte da Bíblia mesma, embora afirme insistentemente que o único fundamento é a Bíblia. De fato parte de uma idéia a respeito da Bíblia: a idéia de que a Bíblia é o que foi “ditado” por Deus, portanto, livre de todo erro possível, e de que é a palavra de Deus dirigida a ele e que é inalteravelmente válida como está escrita, para todos os séculos. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Obviamente, para o fundamentalista, sua interpretação da Bíblia a única válida e legítima, e, portanto, toda outra interpretação tem de ser errônea.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;O fundamentalismo, que é característico de certos ramos do protestantismo, e que se encontra em alguns “círculos de estudo Bíblico”, é eminentemente doutrinário a partir de seu fundamento, e não permite o questionamento crítico. Esta seguro no compreender a Bíblia corretamente e de possuir a verdade, que é incapaz de escutar ou de ler estudos críticos sobre a Bíblia (a menos que o líder aprove), desqualificando-os como ímpios, racionalistas, prejudiciais para a fé. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Qualquer questionamento é imediatamente rejeitado com a acusação que se está negando que a Bíblia é a Palavra de Deus. O fundamentalista é simplesmente incapaz de discutir a respeito da Bíblia. Lê a Bíblia como um manual de doutrinas, especialmente éticas, e estas são válidas para todos os tempos. E por isso mesmo, não leva em conta questões de gênero e composição literário, de situações históricas e culturais, de tradições orais e etc. &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Não está consciente (ou nega) que se trata de um texto literário composto na antiguidade. Quando se trata de uma narração tende a entende-la como história, sem distinguir mito, lenda, saga, epopéia. Em poucas palavras, o fundamentalista crê que sua interpretação da Bíblia corresponde a sua intenção original, que é a de Deus, não a dos homens e por isso, rejeita toda interpretação que seja produto de estudos críticos.&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;O fundamentalista não admite que tenha havido evolução, aprofundamento, adaptação da Palavra de Deus, quer dizer, não admite a tradição como processo de interpretação e de atualização (de vida!). Passa diretamente de Deus (autor) ao texto e deste ao presente, como se tivesse sido escrito ontem e aqui. O fundamentalista crê que suas idéias (ocidentais de hoje) são iguais às dos escritos bíblicos (palestinos). &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Bíblia Sem Mitos&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Pense e reflita&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-family: Times, &amp;quot;Times New Roman&amp;quot;, serif;"&gt;&lt;strong&gt;Wagner&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-4696373449747778065?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/4696373449747778065/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/o-fundamentalismo-cristao.html#comment-form' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4696373449747778065'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/4696373449747778065'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/11/o-fundamentalismo-cristao.html' title='O Fundamentalismo Cristão'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TNSyh--nWII/AAAAAAAAAlQ/jksk_jvo2gQ/s72-c/stock-photo-open-bible-over-black-and-blue-clouds-with-reflection-16028506.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-1127343999108947754</id><published>2010-10-30T13:41:00.000-07:00</published><updated>2010-10-31T05:37:06.297-07:00</updated><title type='text'>Nutrindo Alguma Esperança. Uma Utopia do Meu Coração.</title><content type='html'>Depois de simplesmente um tumor de 5 centimetros&amp;nbsp;desaparecer na minha esposa e vendo uma equipe médica perplexa e dizendo que um milagre havia acontecido, o meu coração se comove diante de Deus.&lt;br /&gt;Fora da igreja institucional temos muito a fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="385" width="480"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1hGpAHYn9hE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowFullScreen" value="true"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="allowscriptaccess" value="always"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1hGpAHYn9hE?fs=1&amp;amp;hl=pt_BR" type="application/x-shockwave-flash" allowscriptaccess="always" allowfullscreen="true" width="480" height="385"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muito bom&lt;br /&gt;Daniel de Souza&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-1127343999108947754?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/1127343999108947754/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/10/nutrindo-alguma-esperanca-uma-utopia-do.html#comment-form' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1127343999108947754'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/1127343999108947754'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/10/nutrindo-alguma-esperanca-uma-utopia-do.html' title='Nutrindo Alguma Esperança. Uma Utopia do Meu Coração.'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-6763746819352478316</id><published>2010-10-29T18:25:00.000-07:00</published><updated>2010-10-29T18:25:59.396-07:00</updated><title type='text'>Quem é tua cobertura?</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMtz33AlBhI/AAAAAAAAAlI/cxfKZWtHO2A/s1600/espiritos.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMtz33AlBhI/AAAAAAAAAlI/cxfKZWtHO2A/s320/espiritos.jpg" width="202" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&amp;nbsp; &lt;br /&gt;“Afinal, quem é tua cobertura?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a pergunta concisa feita por muitos cristãos modernos em toda parte aos que se reúnem fora da igreja institucional. Mas, o que há no âmago desta pergunta? Qual sua base bíblica? É disto que nos ocuparemos neste livro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sustento que o ensino moderno conhecido como “cobertura protetora” tem gerado uma enorme confusão e uma conduta cristã anômala. Este ensino afirma que os cristãos estão protegidos do erro doutrinal e do fracasso moral quando se submetem à autoridade de outro crente ou organização.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A dolorosa experiência de muitos me levou a concluir que o ensino da “cobertura” é um assunto que perturba grandemente a Sião em nossos dias e exige uma reflexão crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nas páginas a seguir, tento abrir caminho a través da névoa que rodeia aos temas difíceis vinculados com este ensino. Refiro-me a temas tão espinhosos como o da liderança da igreja, a autoridade espiritual, o discipulado e a responsabilidade de prestar contas. Ademais, busco bosquejar um modelo integral que nos permita entender como opera a autoridade na ekklesia (igreja).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A “Cobertura” está Coberta pela Bíblia?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É surpreendente que a palavra “cobertura” apareça apenas uma vez em todo o NT. É usada referindo-se à cabeça coberta da mulher (1 Cor. 11:15). Ao passo que o Antigo Testamento (AT) utiliza pouco este termo, sempre o emprega referindo-se a uma peça do vestuário natural. Nunca é utilizado de maneira espiritual ligando-o a autoridade e submissão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Portanto, a primeira coisa que podemos dizer acerca da “cobertura” é que há escassa evidencia Bíblica para construir-se uma doutrina. Não obstante, incontáveis cristãos repetem como papagaios à pergunta “quem-é-tua-cobertura?” e insistem nela como se fosse a prova do ácido que mede a autenticidade de uma igreja ou ministério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se a Bíblia silencia com respeito à idéia da “cobertura” o que é que se pretende dizer com a pergunta, “Quem é tua cobertura”? A maioria (se insistíssemos) formularia esta mesma pergunta em outras palavras: “A quem você presta contas?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso suscita outro ponto difícil. A Bíblia nunca remete a prestação de contas a seres humanos, mas exclusivamente a Deus! (Mat. 12:36; 18:23; Luc. 16:2; Rom. 3:19; 14:12; 1 Cor. 4:5; Heb. 4:13; 13:17; 1 Ped. 4:5).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por conseguinte, a sadia resposta Bíblica à pergunta “a quem prestas contas?” É bem simples: “presto contas à mesma pessoa que você, a Deus”. Assim, pois, é estranho que tal resposta provoque tantos mal entendidos e falsas acusações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Deste modo, embora o tom e o timbre do “prestar contas” difira apenas da “cobertura”, a cantilena é essencialmente a mesma, e sem dúvida não harmoniza com o inconfundível canto da Escritura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Trazendo à Luz a Verdadeira Pergunta que se Esconde Atrás da Cobertura&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ampliemos um pouco mais a pergunta. Que é que se pretende realmente dizer na pergunta acerca da “cobertura”? Permito-me destacar que a verdadeira pergunta é, “Quem te controla?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O (maléfico) ensino comum acerca da “cobertura” realmente se reduz a questões acerca de quem controla quem. De fato, a moderna igreja institucional está construída sobre este controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Conseqüentemente, a gente raras vezes reconhece que é isto que está na base da questão, pois se supõe que este ensino esteja bem ancorado nas Escrituras. São muitos os cristãos que crêem que a “cobertura” é apenas um mecanismo protetor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, pois, se examinarmos o ensino da “cobertura”, descobriremos que está baseado em um estilo de liderança do tipo cadeia de comando hierárquico. Neste estilo de liderança, os que estão em posições eclesiásticas mais altas exercem um domínio tenaz sobre os que estão debaixo deles. É absurdo que por meio deste controle de direção hierárquica de cima para baixo se afirme que os crentes estejam protegidos do erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O conceito é mais ou menos o seguinte: todos devem responder a alguém que está em uma posição eclesiástica mais elevada. Na grande variedade das igrejas evangélicas de pós guerra, isto se traduz em: os “leigos” devem prestar contas ao pastor. Que por sua vez deve prestar contas a uma pessoa que tem mais autoridade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O pastor, tipicamente, presta contas à sede denominacional, a outra igreja (muitas vezes chamada de “igreja mãe”), ou a um obreiro cristão influente a quem considera ter um posto mais elevado na pirâmide eclesiástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De modo que o “leigo” está “coberto” pelo pastor, e este, por sua vez, está “coberto” pela denominação, a igreja mãe, ou o obreiro cristão. Na medida que cada um presta contas a uma autoridade eclesiástica mais elevada, cada um está protegido (“coberto”) por essa autoridade. Esta é a idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este padrão de “cobertura-responsabilidade em prestar contas” se estende a todas as relações espirituais da igreja. E cada relação é modelada artificialmente para que encaixe neste padrão. É vedada qualquer relação fora disto – especialmente dos “leigos” com respeito aos “líderes”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esta maneira de pensar gera as seguintes perguntas: Quem cobre a igreja mãe? Quem cobre a sede denominacional? Quem cobre o obreiro cristão?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguns oferecem a fácil resposta de que Deus é quem cobre estas autoridades “mais elevadas”. Mas esta resposta enlatada demanda outra questão: O que impede que Deus seja diretamente a “cobertura” dos “leigos”, ou mesmo do pastor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem dúvida, o problema real com o modelo “Deus-denominação-clero-leigos” vai bem além da lógica incoerente e danosa a que esta conduz. O problema maior é que este modelo viola o espírito do Novo Testamento, porque por trás da retórica piedosa de “prover da responsabilidade de prestar contas” e de “ter uma cobertura”, surge ameaçador um sistema de governo que carece de sustento bíblico e que é impulsionado por um espírito de controle.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Frank Viola&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-6763746819352478316?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/6763746819352478316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/10/quem-e-tua-cobertura.html#comment-form' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6763746819352478316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/6763746819352478316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/10/quem-e-tua-cobertura.html' title='Quem é tua cobertura?'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMtz33AlBhI/AAAAAAAAAlI/cxfKZWtHO2A/s72-c/espiritos.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-7343511760268210168</id><published>2010-10-25T20:44:00.000-07:00</published><updated>2010-10-25T20:44:04.723-07:00</updated><title type='text'>Pr. Cesar Moisés da Conselhos aos "atalaias e apologetas". rsrsrsrs</title><content type='html'>11 CONSELHOS PARA QUEM EDITA (OU QUER EDITAR) UM BLOG &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com o espantoso crescimento do número de blogs cujos editores são bem jovens, resolvi publicar esse post e espero preveni-los de alguns males comuns aos seres humanos (todos, indistintamente, candidatos a vaidosos). Como existem blogueiros mais experientes, devo adverti-los que a lista é sucinta e pode ter acréscimos e contribuições, portanto, fique a vontade para comentar. Ah, outra coisa, escrevi o post, mas não tenho a pretensão de estar falando a “verdade absoluta”, pois desde os tempos de academia sigo o conselho dado por Rubem Alves em Entre a Ciência e a Sapiência, quando ele disse que o convicto é pior que o mentiroso. O raciocínio é simples: o último precisa tomar vergonha e parar de mentir, mas o primeiro, mesmo depois de lhe ser provado que madeira não é ferro, insiste no ponto, pois acha que sua estupidez é saber... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMZOBfAHe9I/AAAAAAAAAlE/Dzaaq1mtQlw/s1600/narciso.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="320" nx="true" src="http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMZOBfAHe9I/AAAAAAAAAlE/Dzaaq1mtQlw/s320/narciso.jpg" width="267" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;1. Se você trabalha, não use o horário do expediente para escrever algum post, pois você é pago para produzir e isso, além de antiético, é pecado;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2. Se você optar por escrever um blog polêmico, esteja aberto a críticas, discordâncias e contestações (se você tiver uma tendência inflexível e hiper-convicta, escolha outro gênero);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3. Se você é daqueles que “pensam bastante para falar” (e escrever), mas cujo pensamento é unilateral, ou seja, só pensa em uma única direção; exercite a capacidade de pensar de maneira mais abrangente, pois a internet é uma “estrada onde transitam” pessoas de diferentes capacidades intelectuais (pense bem, pois é feio ficar mudando o que você escreveu sem avisar quem já comentou dando a entender que você já havia considerado a possibilidade do comentarista... além de ser antiético, fica parecendo que você quer maliciosamente transferir para os comentaristas o erro que eles levantaram em seu post. Nunca trate dessa forma quem lhe honrou com uma participação em seu blog);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;4. Se você norteia-se pelo aspecto quantitativo mais do que pelo qualitativo, pense bem, pois certamente se tornará estigmatizado e possuirá determinado rótulo, sendo depois complicado mudar a imagem anteriormente formada de si mesmo;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;5. Se você gosta de denunciar erros (mesmo que isso seja algo sincero e não simplesmente para se auto-promover achando que ser taxado de guardião da sã doutrina e da boa ordem é elogio), é bom que não tenha nascido depois de Adão, pois qualquer deslize será o estopim para que você seja tratado com a mesma rigorosidade com que trata as pessoas (e aí não adianta ficar choramingando pelos cantos, pois isso pega mal...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;6. Se você depende de elogios para sobreviver, seja sutil; mas se quer verdadeiros amigos, esteja disposto a suportar a opinião contrária sem apelar para manipulações baratas ou desqualificação pessoal (a não ser que você seja um acadêmico respeitado, que tenha formulado uma tese que ainda não foi superada em uma academia de respeito, mesmo assim, os maiores e melhores pensadores sabem ― até mesmo por força do ofício ― conviver com a dialética e o confronto...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;7. Se você tem uma opinião muito elevada acerca de si mesmo, ou uma autocrítica muito positiva em relação a sua própria pessoa (a redundância aqui é intencional), faça de tudo para que isso não transpareça, seja discreto, pois é impossível agradar a todos (não caia na bobagem de ficar acusando de invejosos àqueles que já perceberam sua hybris, isso o tornará insuportável, pois dará a nítida impressão que você não é apenas narciso, mas também estulto, pois quer algo que até Deus não possui: 100% de adesão!); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;8. Se você quiser audiência, procure discutir assuntos diferentes (ou corriqueiros de maneira diferente). Agora se você quiser muita audiência mesmo, se você quiser ser pop, certamente terá que se tornar alguma coisa do tipo medíocre, irrelevante e polarizador (Ao deglutir um assunto diferente do que está na “crista da onda” ― certamente você deve ficar incomodado quando a sua audiência está meio “caidinha” em relação aos blogs “concorrentes” ―, arrisque algo inusitado, mas tome cuidado para não cair em contradição com o que você defende em outras instâncias ou momentos, pois isso estraga “os negócios”...); &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;9. Se você é do tipo que não se dá ao luxo de ouvir outras pessoas (não aquelas que você elegeu como seus “referenciais”, pois essas podem esconder-se em sua paixão por elas e é lógico que você ― até por uma questão de interesse próprio ― fechará os olhos em relação as suas ambiguidades) e queira derrubar uma tese muito bem arraigada, é bom embasar-se suficientemente e reunir conhecimento para tal empreitada, pois do contrário isso apenas lhe gerará problemas e não novos admiradores e fãs que é o seu alvo (Além disso, se a sua profissão não é a mesma daqueles bonachões que fazem a alegria da garotada no circo, evite que o pessoal da academia leia algo que você escreveu com pretensão de desconstruir uma tese epistemologicamente fundamentada, e fique rindo ― não apenas de sua tresloucada performance ―, mas de todo o grupo de pessoas do qual você é parte);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;10. Se você é ciumento, possessivo e acha que todo o mundo tem que ser apenas amigo seu e não dos outros, só pode elogiar o seu trabalho e não o dos outros, precisa aceitar tudo o que você diz acriticamente, como vaquinha de presépio, então coloque a moderação em seu blog, só libere comentários elogiosos e, de vez em quando, “unzinho” assim mais crítico que é para os seus pares lincharem o camarada e disfarçar seu egocentrismo (Agora, não seja infantil de querer ficar colocando barreiras nos blogs alheios, pois aí a coisa fica muito descarada e certamente as pessoas não vão aceitar o cerceamento...);&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;11. Finalmente... se você for coerente, esqueça todos esses conselhos, pois terá maturidade suficiente de, em caso de erro ou equívoco, se retratar, pedir desculpas e continuar o seu caminho consciente do que disse (pois o seu maior árbitro, que é a sua consciência, não lhe deixará em paz), mas não tentará ficar maquiando a esparrela postada (Na realidade, esse último conselho, serve também para você que incorre em todos os outros acima, pois atualmente dá uma moral danada bancar o humilde: “Sou o melhor, para a glória de Deus”...).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah, já ia me esquecendo: Qualquer identificação com os elementos desse post (visto que são assuntos bem abrangentes e que se encaixam naquela categoria dos reveladores que diante de uma multidão afirma que alguém ali “tem um problema de estômago”), não será surpresa. A única coisa que não dá, é sentir-se tão importante, a ponto de pensar que tudo que se escreve na blogosfera é para “pegar em você”. Tem gente que é como o cara que estava indo para uma festa e entrou em uma rua na contramão. Os carros começaram a desviar dele e os motoristas buzinavam e acenavam, mas incrivelmente ele colocou a cabeça para fora e perguntou: “A festa já acabou?”. Assim, em vez de assumir uma postura conspiracionista (“Todo o mundo está contra mim”) ou autocomiserativa (“Como eu sou perseguido”), é melhor emendar-se e verificar o porquê de como tudo que se escreve nessa linha parece lhe atingir... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pr. Cesar Moisés&lt;br /&gt;&lt;a href="http://marketingparaescoladominical.blogspot.com/search?updated-max=2010-10-17T03%3A34%3A00-02%3A00&amp;amp;max-results=7"&gt;http://marketingparaescoladominical.blogspot.com/search?updated-max=2010-10-17T03%3A34%3A00-02%3A00&amp;amp;max-results=7&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/2739754304744990700-7343511760268210168?l=bibliasemmitos-wagner.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/feeds/7343511760268210168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/10/pr-cesar-moises-da-conselhos-aos.html#comment-form' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7343511760268210168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/2739754304744990700/posts/default/7343511760268210168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bibliasemmitos-wagner.blogspot.com/2010/10/pr-cesar-moises-da-conselhos-aos.html' title='Pr. Cesar Moisés da Conselhos aos &quot;atalaias e apologetas&quot;. rsrsrsrs'/><author><name>Wagner</name><uri>http://www.blogger.com/profile/14571293805236104757</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='21' src='http://2.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TLgsUpdFugI/AAAAAAAAAkU/EGimaGH-2Ak/S220/011598at.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMZOBfAHe9I/AAAAAAAAAlE/Dzaaq1mtQlw/s72-c/narciso.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-2739754304744990700.post-7136643477584310133</id><published>2010-10-23T14:46:00.000-07:00</published><updated>2010-10-23T14:51:22.706-07:00</updated><title type='text'>Rejuvenecer como águias</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMNXQM4gA9I/AAAAAAAAAlA/iRGXaWkC0EA/s1600/aguia.jpg" imageanchor="1" style="clear: left; cssfloat: left; float: left; margin-bottom: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" height="210" nx="true" src="http://4.bp.blogspot.com/_yrskW3Qlw94/TMNXQM4gA9I/AAAAAAAAAlA/iRGXaWkC0EA/s320/aguia.jpg" width="320" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Ao pensar nisso, lembrei-me de um mito da antiga cultura mediterrânea sobre o rejuvenescimento das águias. De tempos em tempos, reza o mito, a águia, como a fênix egípcia, se renova totalmente. Ela voa cada vez mais alto até chegar perto do sol. Então as penas se incendeiam e ela toda começa a arder. Quando chega a este ponto, ela se precipita do céu e se lança qual flecha nas águas frias do lago. &lt;/di
